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Fico imaginando
aquelas crianças na
Somália e Etiópia em
campos de refugiados,
desoladas por reflexos
de conflitos armados
entre rebeldes,
milícias e tropas do
governo, o quanto
sofrem em meio essa
vastidão de mundo,
perfiladas pela
miséria crônica de uma
nação que desde o
principio foi tida
como o berço da
desgraça, e para a
História o berço da
humanidade. O que
podemos entender de
sofrimento, o mundo
inteiro vive um
constante conflito
armado, onde às vezes
não são somente as
armas de destruição
imediata, mas também
as armas ideológicas
que impetram na nação
sentimentos de
revoltas, de ódio e
resignação pela
vingança, o que tem
tornado o mundo
difícil de entender e
viver.
Na África vemos os
conflitos resultarem
nas desgraças
provocando o
aniquilamento de
vidas, crianças morrem
de fome, e quando vem
alimentos das Nações
Unidas, nem toda essa
frente de ajuda chega
a todos, e quando
chega às vezes é
insuficiente para
atender a grande
quantidade de
miseráveis jogados aos
refúgios da dor, a
espera da morte insana
aos olhos de abutres
que esperam
gananciosos para
devorá-los, enquanto
grande parcela do
mundo briga para
acumular trilhões e
satisfazerem seus
prazer momentâneos.
Enfim, o mundo vive um
desolamento comumente
atormentado, aonde a
sociedade vem perdendo
o senso do comum, e
autuando em sobre vias
escuras e incertas uma
demagogia aos
princípios do bem,
aderindo a um mundo
maldoso, perverso e
enigmático. Não
sabemos ao certo aonde
iremos chegar um dia
com essa tal de faz o
que te dá na telha.
Não temos mais pudor
sobre as coisas,
estamos apequenando
cada vez mais nossos
princípios morais, não
há mais aqueles
encontros familiares,
cada um tem sua
aldeia, sua tribo, e
ignora aos que banquem
a decência de tempos
em que famílias
respeitavam uns aos
outros e não eram
frívolos como hoje o
são.
Recentemente ao ligar
a tv pela manhã, vi em
uns destes programas
de desenhos ditos
voltados para
crianças, um
personagem pedir a
outro que tirasse a
calcinha, fiquei
estarrecido,
indignado, pois minha
cria vai nascer daqui
a três meses. Espero
não ter trauma no
futuro, mas é chocante
e abismável saber que
a maioria de nossas
crianças ficam
sozinhas em casa,
acompanhadas por estas
ferramentas perversas
incapazes de educar. E
ainda tem pai que
satisfaz a ambição de
seus filhos dando lhes
brinquedos que
promovem a violência e
a pornografia. O que é
lamentável, mas é
bonito, é caro, então
é aceitável.
Notadamente não temos
mais prazer em ler
bons livros, a
televisão vem tomando
nosso tempo, tornando
nos infantilizados por
um lúdico que não traz
resultados bons para o
futuro.
Estamos desesojos de
muitos futuros cheios
de coisas alegres, de
paz e de sossego, mas
não resignamos a
promiscuidade, e
sonhamos ralo,
investimos pequeno,
desistimos de lutar no
primeiro tropeço e
perdemos a fé por
acreditarmos em um
mundo urgente onde não
temos tempo para Deus.
O que fazer com tanta
dor em uma sociedade
que promove o escarcéu
publicamente atropela
e mata indefesos nas
vias publicas, não
respeita a vizinhança,
não orienta as
crianças para o que é
certo ou errado? O que
ensinar aos nossos
filhos se eles já se
sentem sábios demais,
prontos para o mundo?
Engano nosso é
acreditar que as
crianças já nascem
prontas. Elas precisam
de nós para entender
os diversos caminhos
que a vida desperta,
precisam de afago e
carinho para não se
sentirem sozinhas,
vazias e mesquinhas.
Temos dado isso a
elas, ou apenas temos
acompanhados elas de
longe como se fossem
estranhas e donas de
seus próprios
destinos?
Conquistamos a
longevidade, estamos
vivendo mais, mas será
que estamos
aproveitando essa
oportunidade? E quando
abusamos da vida
normal e optamos por
drogas, o que será que
estamos buscando?
Satisfação? Condição
para pertencer a um
grupo? O que acontece
como nossos jovens?
Não temos heróis na
droga, mas sim,
fracassados, perdidos
em um caminho que
dificilmente tem uma
saída, quando
geralmente a porta que
se abre é aquela que
se fecha para sempre.
Recentemente uma
cantora jovem morreu
em decorrência das
drogas, era uma diva
como dizem, dona de
uma voz encantadora,
porem desequilibrada,
forte pela fama, mas
fracassada na
liberdade de escolha.
Era rica e famosa, e o
que devemos aprender
disso tudo é que a
vida é pequena,
limitada e única, não
devemos vacilar e
permitir que nosso
vazio seja ocupado por
artes que promovem a
dor e a perda.
Precisamos sair da
ilusão e acreditar na
realidade, não
aceitando a como está,
mas buscando reparos
que venham a tornar o
mundo capaz de
sentirmos seguros,
amados e amáveis. O
mundo clama pelas
nossas perdas, chora a
cada dia, e demonstra
isso a cada desastre,
nós às vezes não
queremos entender e
aceitar que poderíamos
pensar mais, fazer
mais por nós mesmos.
Nosso instante aqui é
único, passa tão
rápido, não devemos
perder o trilho do
caminho, nem tão pouco
a fé em reconstruir a
cada dia um novo olhar
sobre a vida, uma nova
esperança e uma
verdade para as
incertezas. Vamos
conter a dor e as
perdas, pois estamos
cansados de enxugar
lágrimas. |