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Perfil:

- Técnico Agrícola, com Habilitação em Agricultura, pelo CEFET/PE;

- Bacharel em Engenharia Agronômica pela UESPI/PI;

- Extensão em Desenvolvimento e Comportamento Humano, pela FACINTER/PR;

- Extensão em Gestão em Administração e Marketing, pela ESAB/ES;

- Aperfeiçoamento em Planejamento Estratégico, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Projetos Educacionais, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Marketing na Gestão Empresarial, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Equipes, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Práticas Pedagógicas, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Vigilância Sanitária, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão Financeira, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Recursos Hídricos, pelo PE/MS;

- MBA Profissional em andamento em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal, pela ESAB/ES;

- Mestrado em andamento em Ciência Política.


Chagas Rodrigues, memória de uma ocasião

mascosdamasceno23@yahoo.com.br


           Ao longo da História, surgem figuras que a memória coletiva jamais esquece. É nesta concepção que defino ex-governador do Piauí Chagas Rodrigues (1922-2009), grande piauiense, grande brasileiro. Antes de ser um grande estadista, já era admirado por ser um grande homem. Tinha uma boa formação moral, firmeza de caráter e exemplo de ética e decência. Não quero me ater à sua biografia, mas apenas a um relato singelo.

 

Na ocasião em que foi Governador do Piauí (1959-1962), sendo até hoje o mais novo governador de nossa história, teve uma relação política próxima com meu bisavô João Rodrigues Damasceno (1890-1968). Meu bisavô o admirava por ser um dos poucos políticos do Brasil, naquela época, que se comprometia com a justiça social, que lutava pela redistribuição de renda e pelo desenvolvimento. E o chamava de “nosso Getúlio Vargas”, referindo-se às conquistas trabalhistas. Os valores mais altos da dignificação do povo foram defendidos. E também foi o pioneiro no serviço social no Estado. Lembro do meu avô (Joaquim Rodrigues Damasceno) dizer que foi o primeiro governador a ter coragem de ir à nossa região (São Raimundo Nonato-PI), para abraçar a causa da ‘Liberdade e Propriedade’, uma missão do meu bisavô, que na ocasião era Juiz de Direito, juntamente com o Bispo Dom Inocêncio, da Diocese de São Raimundo Nonato – PI, para organizar o setor rural, através de uma verdadeira reforma agrária. Conseguiram! Mas correram risco de morte do começo ao fim. O então Governador Chagas Rodrigues fez um discurso emblemático: “Eu sou governador do povo, principalmente do povo sofrido. Não tenho medo de morrer. É meu dever ajudar quem precisa. E não vou me acovardar. Contem comigo!”. Suas palavras foram importantes, deram a repercussão necessária. Afinal, foram ditas pelo governador do Estado.

 

 

 

Já cresci ouvindo meu avô falar sobre o Chagas Rodrigues, onde dizia que foi um extraordinário governador. Muito corajoso para a época. Enfrentou reformas antipopulares, e que contrariavam os interesses da “elite” regional. Sempre direcionou sua atenção e suas ações, de maneira especial, para o povo mais humilde. Sempre na opção pela bondade, e nesse espírito estava a força do seu pensamento altruísta. Nisso, estava também a receita da própria felicidade pessoal. Foi um governador com muita dignidade e compromisso social. Era admirado e respeitado pela sua maneira cívica de atuação política. Deixou o exemplo. E muitas obras. Foi perseguido pelas forças do atraso, da linha da sujeira, porque não fazia parte desse esquema, em que não existia o cívico, o interesse público. Ele era um homem de personalidade forte, de convicção, nunca se sentiu intimidado, nem desalentado, mesmo tendo que enfrentar o coronelismo político existente na época.

 

Chagas Rodrigues sempre foi um homem em sintonia com o Piauí. Foi um governador popular, gentil e humanitário. Um homem digno da nossa admiração. Sua vida foi moldada no trato diário com a causa coletiva. Teve sua participação marcada pela sua integração às batalhas populares. Era respeitado por todos, independente de ideologia ou agremiação partidária. Um eterno sonhador e incansável lutador para tornar nosso Estado mais justo, mais feliz e mais desenvolvido. No produtivo governo do Governador Wellington Dias, Chagas Rodrigues, sempre é lembrado a cada conquista histórica. Falta fará, pelo exemplo de compromisso, pela dedicação e pelo sentido ético e de honestidade que dava a cada passo de sua vida. Será sempre lembrado pelo povo do Piauí e do Brasil. Principalmente o legado da democracia e da diplomacia. Estará vivo eternamente na lembrança do povo.

 

 

Marcos Damasceno

(pesquisador)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Marcos Damasceno