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Perfil:

- Técnico Agrícola, com Habilitação em Agricultura, pelo CEFET/PE;

- Bacharel em Engenharia Agronômica pela UESPI/PI;

- Extensão em Desenvolvimento e Comportamento Humano, pela FACINTER/PR;

- Extensão em Gestão em Administração e Marketing, pela ESAB/ES;

- Aperfeiçoamento em Planejamento Estratégico, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Projetos Educacionais, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Marketing na Gestão Empresarial, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Equipes, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Práticas Pedagógicas, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Vigilância Sanitária, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão Financeira, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Recursos Hídricos, pelo PE/MS;

- MBA Profissional em andamento em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal, pela ESAB/ES;

- Mestrado em andamento em Ciência Política.


Educação Ambiental

mascosdamasceno23@yahoo.com.br


      De acordo com algumas bibliografias, é um ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o meio ambiente, a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos. É uma metodologia de análise que surge a partir do crescente interesse do homem em assuntos como o ambiente devido às grandes catástrofes naturais que têm assolado o mundo nas últimas décadas.

 

       No Brasil a ‘Educação Ambiental’ tornou-se Lei em 27 de Abril de 1999. Podemos aqui citar aqui a Lei N° 9.795 – Lei da ‘Educação Ambiental’, onde, em seu Art. 2°, afirma: "A ‘Educação Ambiental’ é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”. Sendo assim, dessa forma, assume uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais, mas incorporando fortemente a proposta de construção de sociedades sustentáveis. Para alguns estudiosos na área, a ‘Educação Ambiental’ tenta despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. E deve ser a ‘Educação Ambiental’, uma ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza. Desenvolvendo, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido à transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação.

 

       Há outros ambientalistas que afirmam que a ‘Educação Ambiental’ é um processo de reconhecimento de valores e de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as (inter) relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. Mecanismo onde o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Porém, ainda de acordo com esses ambientalistas, é necessário um processo em que se busque despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais.

 

       Como está o meio ambiente? Qual a analogia que podemos fazer? Existe um falso alarme? Ou os fatos estão para serem comprovados? Ainda bem que existem muitos avanços nesse terreno, nesse sentido teórico/prático da causa ambiental. Nota-se que o ser humano começa a tomar consciência do seu lar, a Terra. Há sinais de mudanças. Para melhor. Se de um lado piorou, com a devastação ambiental, do outro, temos pessoas e instituições preocupadas e comprometidas com essa causa: a preservação e conservação do meio ambiente. Para um especialista em Gestão Ambiental, ‘apesar de inegáveis avanços, o meio ambiente ainda carece de muitos cuidados, pois ainda poluímos o ar que respiramos, degradamos o solo que nos alimenta e contaminamos a água que bebemos’. Para ele, precisamos aprender a viver em harmonia com o meio ambiente. Dependemos da Terra. A Terra não depende de nós. Tais recursos são finitos. Tarefa difícil? Basta um pouco de consciência e de compromisso sócio - ambiental.

 

       Tudo isso, de acordo com um estatístico dinamarquês, é devido ao atual modelo de "desenvolvimento", que produz exclusão social e miséria por um lado, e consumismo, opulência e desperdício, por outro. Baseia-se no aumento crescente da produção e, consequentemente, do consumo. Ao se aumentar o consumo, aumenta-se a pressão sobre os recursos naturais. A crise ambiental global é, de fato, a expressão de uma confusão interior. A busca mesquinha de interesses egoístas causou os problemas globais que ameaçam a todos.

 

       Dentre os inúmeros problemas ambientais gerados por essa forma de viver, por sinal irresponsável e inconseqüente, destacam-se como conseqüências alarmantes, baseado numa reunião mundial da ONU (Organização das Nações Unidas): alterações climáticas, alterações da superfície da Terra, assoreamento dos rios e lagos, aumento da temperatura da Terra, destruição de habitats, efeito estufa, erosão da diversidade cultural, erosão eólica, erosão do solo/desertificação, exclusão social, perda da biodiversidade, poluição (do ar, da água, do solo, sonora, visual, eletromagnética e outras), redução da camada de ozônio, dentre outros. Portanto, devemos ter a preocupação de cuidar da sua renovação, para evitar que o consumo irresponsável de determinado produto prejudique a natureza. A única forma de garantirmos que o planeta continue oferecendo para as gerações futuras o que hoje oferece para todos nós, é através de uma postura ambientalmente correta, com nações ambientalmente planejadas, com empresas ambientalmente responsáveis e com pessoas conscientes da importância do seu comportamento para a preservação ambiental.

 

       Finalizo dizendo que a cura do mundo tem de começar em um nível individual. A cura pessoal. Para mudar o mundo, primeiro, precisamos mudar a nós mesmos. E cito uma frase de DALAI LAMA: "Se não podemos modificar o nosso comportamento, como esperar que os outros o façam?".

 

Marcos Damasceno

(pesquisador)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Marcos Damasceno