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Perfil:

- Técnico Agrícola, com Habilitação em Agricultura, pelo CEFET/PE;

- Bacharel em Engenharia Agronômica pela UESPI/PI;

- Extensão em Desenvolvimento e Comportamento Humano, pela FACINTER/PR;

- Extensão em Gestão em Administração e Marketing, pela ESAB/ES;

- Aperfeiçoamento em Planejamento Estratégico, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Projetos Educacionais, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Marketing na Gestão Empresarial, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Equipes, pelo PE?MS;

- Aperfeiçoamento em Práticas Pedagógicas, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Vigilância Sanitária, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão Financeira, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Recursos Hídricos, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em andamento em Gestão Escolar, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em andamento em Empreendedorismo, pelo PE/MS;

- MBA Profissional em andamento em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal, pela ESAB/ES.


Educação Emocional

mascosdamasceno23@yahoo.com.br


Como ensinamento básico para vida, deve-se ensinar a ‘Educação Emocional’, aos indivíduos, enquanto crianças, o senso de respeito, de limites e de responsabilidades. Segundo GARDNER, ‘todos nós nascemos com o potencial emocional, mas é a partir das relações com o meio sociocultural, aspectos ambientais, é que essa Educação Emocional é desenvolvida construtivamente ou destrutivamente’.

 

De acordo com GILBERTO VITOR, ‘estamos assistindo a passagem de uma sociedade de sobrevivência para uma de realização pessoal, onde o indivíduo ganha importância enquanto valor e responsabilidade’. ANTHONY ROBBINS afirma que ‘é nos momentos de decisão que o destino é traçado. E que o conceito prático de infância modificou-se muito na atualidade, o que dificulta o acompanhamento dos pais, às vezes desinformados, por não conseguirem acompanhar a evolução desse processo de desenvolvimento educacional – emocional, e com o receio de produzir crianças escabreadas, reprimidas, acabam tornando – nas em pessoas mal educadas e menos aptas emocionalmente’. Despreparadas para a vida, para as dificuldades do cotidiano. No entanto, os pais ainda têm um papel fundamental, o mais legítimo e preciso, na ‘Educação Emocional’ dos filhos.

 

Isso tudo provoca uma notável precocidade na formação intelectual e física das crianças. E quando não aprendem esses valores, essas normas, no seio familiar, acabam aprendendo fora de casa, muitas vezes de forma indevida. Sem o controle de qualidade regulado pelos pais. Se na infância não forem disciplinadas, na fase adulta podem se tornar pessoas insensíveis e indiferentes ao sofrimento do próximo, e egoístas sem pensar na necessidade alheia. Desde pequenas, já precisam saber rótulos e regulamentos de convivência, para que não sejam indivíduos fracos emocionalmente ou prepotentes, estúpidos e desrespeitadores. Serão assim, “analfabetas emocionais”, como dizem BERROCAL e RAMOS.

 

Portanto, a preocupação elementar dos pais, na realidade atual, deve ser a de prepará-las emocionalmente, enquanto crianças, para que possam ser adultos preparados para os desafios impostos pela vida, pela realidade cruel do dia-a-dia. Para reagir às dificuldades. Exemplaridade! Como diz a SABEDORIA POPULAR: “A palavra convence, mas é o exemplo que arrasta”. Esses valores morais e éticos devem ser conteúdos da vivência familiar e social. Quando a criança cresce considerando – se capaz, e ao mesmo tempo com definição realística das coisas, obterá a maturidade necessária para vencer na vida. Buscar a formação emocional das crianças, de maneira que se tornem pessoas capazes, conscientes e batalhadoras. Atuantes no bem-estar social. Seres humanos responsáveis, com atitudes benéficas à coletividade e à natureza.

 

 Uma noção de como regular as emoções das crianças é o papel dos pais. E que esse regulador seja justo, que não castre a iniciativa própria delas, mas que também evite pessoas “mimadas” ou “mal criadas”. O uso de etiquetas ou rótulos eficientes para o desenvolvimento de uma personalidade, para essas crianças, socialmente equilibrada. O equilíbrio emocional. A insuficiência emocional é um fator limitador da desenvoltura do indivíduo, já que a emoção é a parte crucial da natureza humana. Do psíquico humano. Precisamos, porém, de relacionamentos afetuosos entre as pessoas.

 

E essa ‘Educação Emocional’ deve ser iniciada na infância. Na educação dos filhos. Comportamentos que nos conduzam a uma vida mais harmoniosa e plena. É a realização do próprio ser. Seremos todos, enquanto integrantes desse meio social, beneficiários através de um padrão de comportamento equilibrado e pacífico. Como dizia PITÁGORAS, ‘eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens’. Isso me faz lembrar do texto de GONZÁLEZ PECOTCHE, intitulado ‘Respeito, fator essencial da paz’, onde ele diz com propriedade: “Não existe uma lei que imponha o respeito, pois que o mesmo, pode-se dizer, responde a uma lei natural. Em todos os tempos, o respeito constituiu o meio imprescindível que fez realizável a convivência entre os seres humanos. O homem, desde que nasce, assim como tudo o que se manifesta à vida no seio da Criação, deve inspirar respeito. Nada melhor se poderia fazer, pois, para edificar a paz futura, que alcançar que o respeito presida a todos suas determinações, erigindo-o como algo inseparável da responsabilidade dos homens”. Um respeito recíproco (de mim para você e de você para mim). Com isso, surgirá outra sociedade. Bem melhor. 

Marcos Damasceno

(pesquisador)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Marcos Damasceno