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Como ensinamento básico para vida, deve-se ensinar a
‘Educação Emocional’, aos
indivíduos, enquanto crianças,
o senso de respeito, de limites
e de responsabilidades. Segundo
GARDNER, ‘todos nós nascemos
com o potencial emocional, mas
é a partir das relações com o
meio sociocultural, aspectos
ambientais, é que essa Educação
Emocional é desenvolvida
construtivamente ou
destrutivamente’.
De acordo com GILBERTO VITOR, ‘estamos assistindo a
passagem de uma sociedade de
sobrevivência para uma de
realização pessoal, onde o
indivíduo ganha importância
enquanto valor e
responsabilidade’. ANTHONY
ROBBINS afirma que ‘é nos
momentos de decisão que o
destino é traçado. E que o
conceito prático de infância
modificou-se muito na
atualidade, o que dificulta o
acompanhamento dos pais, às
vezes desinformados, por não
conseguirem acompanhar a
evolução desse processo de
desenvolvimento educacional –
emocional, e com o receio de
produzir crianças escabreadas,
reprimidas, acabam tornando –
nas em pessoas mal educadas e
menos aptas emocionalmente’.
Despreparadas para a vida, para
as dificuldades do cotidiano.
No entanto, os pais ainda têm
um papel fundamental, o mais
legítimo e preciso, na
‘Educação Emocional’ dos
filhos.
Isso tudo
provoca uma notável precocidade
na formação intelectual e
física das crianças. E quando
não aprendem esses valores,
essas normas, no seio familiar,
acabam aprendendo fora de casa,
muitas vezes de forma indevida.
Sem o controle de qualidade
regulado pelos pais. Se na
infância não forem
disciplinadas, na fase adulta
podem se tornar pessoas
insensíveis e indiferentes ao
sofrimento do próximo, e
egoístas sem pensar na
necessidade alheia. Desde
pequenas, já precisam saber
rótulos e regulamentos de
convivência, para que não sejam
indivíduos fracos
emocionalmente ou prepotentes,
estúpidos e desrespeitadores.
Serão assim, “analfabetas
emocionais”, como dizem
BERROCAL e RAMOS.
Portanto, a preocupação elementar dos pais, na realidade
atual, deve ser a de
prepará-las emocionalmente,
enquanto crianças, para que
possam ser adultos preparados
para os desafios impostos pela
vida, pela realidade cruel do
dia-a-dia. Para reagir às
dificuldades. Exemplaridade!
Como diz a SABEDORIA POPULAR:
“A palavra convence, mas é o
exemplo que arrasta”. Esses
valores morais e éticos devem
ser conteúdos da vivência
familiar e social. Quando a
criança cresce considerando –
se capaz, e ao mesmo tempo com
definição realística das
coisas, obterá a maturidade
necessária para vencer na vida.
Buscar a formação emocional das
crianças, de maneira que se
tornem pessoas capazes,
conscientes e batalhadoras.
Atuantes no bem-estar social.
Seres humanos responsáveis, com
atitudes benéficas à
coletividade e à natureza.
Uma noção de
como regular as emoções das
crianças é o papel dos pais. E
que esse regulador seja justo,
que não castre a iniciativa
própria delas, mas que também
evite pessoas “mimadas” ou “mal
criadas”. O uso de etiquetas ou
rótulos eficientes para o
desenvolvimento de uma
personalidade, para essas
crianças, socialmente
equilibrada. O equilíbrio
emocional. A insuficiência
emocional é um fator limitador
da desenvoltura do indivíduo,
já que a emoção é a parte
crucial da natureza humana. Do
psíquico humano. Precisamos,
porém, de relacionamentos
afetuosos entre as pessoas.
E essa ‘Educação Emocional’ deve ser iniciada na infância.
Na educação dos filhos.
Comportamentos que nos conduzam
a uma vida mais harmoniosa e
plena. É a realização do
próprio ser. Seremos todos,
enquanto integrantes desse meio
social, beneficiários através
de um padrão de comportamento
equilibrado e pacífico. Como
dizia PITÁGORAS, ‘eduquem as
crianças e não será necessário
castigar os homens’. Isso me
faz lembrar do texto de
GONZÁLEZ PECOTCHE, intitulado
‘Respeito, fator essencial da
paz’, onde ele diz com
propriedade: “Não existe uma
lei que imponha o respeito,
pois que o mesmo, pode-se
dizer, responde a uma lei
natural. Em todos os tempos, o
respeito constituiu o meio
imprescindível que fez
realizável a convivência entre
os seres humanos. O homem,
desde que nasce, assim como
tudo o que se manifesta à vida
no seio da Criação, deve
inspirar respeito. Nada melhor
se poderia fazer, pois, para
edificar a paz futura, que
alcançar que o respeito presida
a todos suas determinações,
erigindo-o como algo
inseparável da responsabilidade
dos homens”. Um respeito
recíproco (de mim para você e
de você para mim). Com isso,
surgirá outra sociedade. Bem
melhor.
Marcos Damasceno
(pesquisador) |