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Sempre testemunhamos atos e
relatos de maneira negativa
sobre o Piauí. Muitos deles
partiram do nosso próprio povo.
Historiadores de expressão
regional na literatura e na
cultura, como FONSECA NETO e
CINÉAS SANTOS, sempre
externaram a indignação que
sentiam dessa imagem negativa
atribuída ao nosso Estado.
Sentimento de indignação
endossado por nós piauienses.
No entanto, temos parcela de
culpa nisso. Muitas vezes fomos
negligentes, não cultuamos
nossa cultura, não valorizamos
nossa história e não nos
orgulhamos da maravilha de ser
piauiense. Como disse o
professor CINÉAS SANTOS:
"Nossa historia é rica, heróica
e digna de ser contada".
Em 1920, JOÃO RODRIGUES
DAMASCENO, meu bisavô, em seus
relatos já demonstrava sua
indignação. Não pelo fato do
nosso Estado ser pobre, nunca
foi. Naturalmente não!
Baseio-me na máxima de que não
existe região pobre por
natureza. De que não existe
região subdesenvolvida e sim
sub-administrada. Há quem diga
que o Piauí é um Estado
miseravelmente rico. Talvez a
pobreza existente fosse somente
de espírito, essa é que é a
verdade. Naquela época, há 88
anos atrás, JOÃO DAMASCENO
conclamava: “Precisamos
construir um Estado do José.
Não do José barão,
latifundiário, mas do José da
roça, do povo humilde. Um
Estado de todos e para todos”.
Quantas pessoas, ao longo
da nossa história, lutaram por
um Piauí melhor. Deram suas
vidas por esse propósito.
Dedicaram-se por essa causa.
Gastaram as suas energias nessa
luta. Às vezes até morreram,
como muitos, para defender a
honra e a integridade física e
moral do nosso povo e da nossa
terra. A agonia parecia ser
interminável. O que faltava,
porém? A consolidação de um
Estado na trilha do
desenvolvimento.
Historicamente a imagem do
Piauí foi difamada a ponto de
ser tão difícil mostrar o lado
bom do nosso Estado, nossas
riquezas, nossas
potencialidades, o valor
cultural e histórico da nossa
gente. Nossa negligência, a
falta de espírito patriótico,
contribuiu muito para essa
situação negativa. Fomos
coniventes com tudo isso,
enquanto piauienses. Nossa
auto-estima era baixa. Por aí
afora, muitos afirmavam que não
havia vida inteligente no nosso
Estado, ou até mesmo inóspito,
sem condições para hospedar, em
que não se podia viver. O fato
é que o Brasil e o mundo não
conheciam o Piauí. Mas o mais
grave é que nós piauienses não
conhecíamos o nosso Estado.
Essa é a definição realística
da problemática.
E hoje? Qual a análise que pode
ser feita? Aquele Estado que
tantos piauienses lutaram por
ele, assim como meu bisavô,
sonharam em vê-lo, com um
governo popular, existe. É fato
real. Ocorreu o encontro do
Piauí com o povo piauiense.
Isso a partir do momento em que
a nossa gente ouviu o clamor
daqueles co-estaduanos do
passado, por uma demanda também
do presente, e numa perspectiva
de um futuro melhor, o de
presenciar o Piauí sendo gerido
pelo José da roça, do povo
humilde. E surgiu! Apareceu o
JOSÉ WELLINGTON BARROSO DE
ARAÚJO DIAS, da roça, do povo
humilde. Trouxe consigo aqueles
valores culturais, conceitos
morais, princípios éticos, e
aquelas regras comportamentais,
sagrados na cultura do povo
humilde do Piauí. Com certeza,
representa o alicerce do
desenvolvimento.
Missão histórica: saldar uma
dívida do Estado para com o
povo humilde, historicamente
excluído das ações da estrutura
político – administrativa
estadual. A responsabilidade
depositada na sua pessoa foi
enorme, lembro disso em 2002,
levando – se em conta a
circunstância do momento. Essa
demanda social histórica traz
muita exigência para ele, essa
situação cobra muito dele. Além
disso, foi o primeiro
Governador do Piauí a sair do
seio do povo, de uma origem
humilde. A responsabilidade
aumenta mais ainda, pela
legitimidade e identidade da
sua pessoa com a causa da
justiça social. Ele deu
maturidade política ao Piauí.
Anda em consonância com os
anseios da sociedade piauiense.
Vem consolidando um Piauí mais
justo e mais desenvolvido.
Sua grandeza pode ser percebida
nos seus atos, nas suas ações.
Sempre age pela causa coletiva,
pelo bem comum. Suas conquistas
são sempre as conquistas do
povo. Com uma posição
construtiva, decide sempre pelo
caminho da prosperidade das
pessoas e do Piauí. Pensa
sempre no bem – estar social
das pessoas. Um homem de
valores e de exemplaridade.
Nunca ninguém, podemos
confessar isso, demonstrou
tanto amor e tanto compromisso
para com a nossa terra e nossa
gente. Sempre cortês e afável.
Sentimos firmeza com ele no
Governo do Estado. Seus hábitos
são modestos, característicos
da cultura interiorana. Nunca
entra no debate mesquinho, da
politicagem, da destruição. Mas
o que mais nos chama atenção na
sua pessoa é a seriedade, tudo
que faz é com dedicação,
organização e com caráter de
responsabilidade. Um homem
sério, correto e honrado. Nunca
presenciamos qualquer ato de
molecagem nele. Qualquer desvio
de conduta. É um líder
autêntico, compromissado, que
segue com retidão o caminho das
causas populares. Um governador
educado, que sempre cultua bons
costumes, sagrados na cultura
regional. Prima sempre pela
solidariedade ao próximo. Tem
respeito pelo povo. Ele não tem
tratamento diferenciado para
com ninguém. Tem uma
característica que é tida como
algo próprio dele: a
sensibilidade popular.
Certamente pela sua origem
sofrida. Isso traz - lhe muita
determinação nas suas ações. E
muito resultado para o Estado.
Ele tem uma força sobrenatural.
A bem da verdade, antes o Piauí
não era levado a sério. Passou
a existir honestidade,
seriedade, inclusão social,
justiça social, organização,
planejamento, responsabilidade,
e o melhor, desenvolvimento. O
Estado está funcionando, está
se desenvolvendo, e isso se
deve à interiorização da gestão
pública, que atingiu os grotões
atrasados do Piauí. O povo
piauiense sente orgulho, mais
ainda, da sua terra. A sua
auto-estima melhorou. No Gov.
WELLINGTON DIAS sentimos
firmeza. Basta olhar nos olhos
dele para percebermos o
compromisso com o
desenvolvimento do Piauí. Ele
tem resposta popular favorável.
Com isso, somando-se a garra
dessa gente trabalhadora, a
nossa ‘Terra Querida’ se
tornou, também, num lugar mais
justo, mais humano, mais livre,
mais fraterno e mais
desenvolvido.
Somando-se a isso, tivemos a
felicidade da existência de
estruturas midiáticas
responsáveis e construtivas
como o PORTAL SRN, que exerce o
papel de instrumento de
formação humana, de valorização
da nossa cultura e da nossa
história. O Piauí está sendo
mostrado de forma positiva, e
mais do que isso, está havendo
um novo processo de
descobrimento das nossas
belezas naturais e dos nossos
valores culturais. São ações
que nos engrandecem.
Isso a partir do momento em que
tivemos iniciativas louváveis
da mídia, em geral, não podemos
negar, de forma articulada, com
uma orientação fundamentada no
propósito de uma agenda
positiva para o engrandecimento
do Piauí. Isso levanta a nossa
auto-estima. Temos a obrigação
de cantar a nossa aldeia,
orgulharmos da nossa história.
Enfim, a nossa história, de
sangue, de suor, de conquistas,
de marcos históricos, está
sendo amplamente lembrada e
resgatada. Ocupou o espaço e a
pauta do debate regional, fruto
do esforço de vários segmentos
sociais.
São casos de sucesso que
devemos registrar como
referência de um caminho a ser
seguido para o desenvolvimento
do Piauí. São referenciais
característicos da nossa brava
gente piauiense. Eu agradeço a
Deus por ter nascido no Piauí.
Abençoe esta ‘Terra Querida’ e
sua gente valiosa!
Marcos Damasceno
(pesquisador) |