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A necessidade exigida pela
formulação teórica não
significa, de fato, uma mudança
ocorrida. As teorias da
administração existem com
várias fórmulas que se propõem
ao emprego de fórmulas
milagreiras e rápidas. No
entanto sabe-se que, por mais
que haja revisões das
estratégias dos processos não
se pode deixar de levar em
conta o fator humano.
O administrador público é
fundamental na organização
enquanto capacitor consciente
da responsabilidade do papel
por ele desempenhado. Não basta
a compreensão da mudança pelos
seus elementos internos. A
chave do sucesso repousa no
engajamento das pessoas, em um
amplo processo construtivo de
significados
desenvolvimentistas reais. O
aspecto empreendedor do
administrador releva as
políticas de capacitação: é o
ideário do investimento que
necessita de criatividade, de
capacidade estratégica, para
que se possa preparar os
quadros técnicos.
A eficácia está em focalizar
oportunidades ao invés de
problemas. Para esse aspecto
importa as habilidades de cada
profissional. É a clara noção
de como as aptidões se farão
essenciais no momento em que
precisará estabelecer
prioridades e programações.
Faz-se necessária a promoção do
aumento da capacidade
institucional da administração
pública como garantia de uma
melhor formulação das políticas
públicas. Para tal há a
necessidade de investir na
capacitação para o
desenvolvimento da relação
governo - sociedade.
A administração pública é um
importante agente de construção
do quadro de uma sociedade
civil coesa, através da
promoção de diálogos com os
diversos setores da comunidade.
Existirão sempre as frustrações
e impasses advindos dessa nova
situação, mas faz parte do
sistema como um todo. A
modernização da estrutura
administrativa perpassa pela
necessidade de descentralizar
suas políticas internas de
gerenciamento.
Para que a sociedade como um
todo possa usufruir de
resultados, faz-se necessária a
finalização do precário, do mal
estruturado, do despreparado. O
perfil da administração pública
hoje requer mudanças reais.
Trabalhar com parâmetros de
eficiências reais. Dentro de
suas fronteiras
preestabelecidas e preparadas
para assumir suas
culpabilidades e suas
responsabilidades.
É intrigante como o aspecto da
culpabilidade perdura. Algo
errado acontece nas finanças
públicas e a culpa recai de
modo inevitável sobre o social.
Por que há uma eterna
insistência em divulgar que a
busca de um equilíbrio fiscal e
pela estabilidade econômica
está necessariamente sobre os
gastos sociais? A administração
deve mostrar sua face.
Envolvida em soluções realmente
austeras, porém com bases
reais. Deve parar com soluções,
ou solucionáticas, que somente
trazem demagogias e poucos
resultados. Poder acompanhar o
controle das políticas públicas
não se trata de fantasia e sim
do fato palpável,
característica de qualquer
administração competente.
A administração pública precisa
de uma infra-estrutura com
operacionalidade. Com critérios
de funcionalismo, normas, e
necessidades preestabelecidas.
Precisa parar com a arcaica
mania de trabalhar com um
orçamento que já nasce
quebrado. Só porque é um
processo de existência
historicamente comprovada não
significa que deva ser
perpetuado.
Ao relevar a participação da
sociedade civil no contexto,
intenta-se repartir a
responsabilidade de uma gestão
fiscal responsável e
transparência fiscal. A
propagação das associações
comunitárias confirma que há um
fator de mudança ocorrendo. O
interesse da pessoa social pela
sociedade onde vive quebra
espaços privados.
Marcos
Oliveira Damasceno
(pesquisador) |