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Perfil:

- Técnico Agrícola, com Habilitação em Agricultura, pelo CEFET/PE;

- Bacharel em Engenharia Agronômica pela UESPI/PI;

- Extensão em Desenvolvimento e Comportamento Humano, pela FACINTER/PR;

- Extensão em Gestão em Administração e Marketing, pela ESAB/ES;

- Aperfeiçoamento em Planejamento Estratégico, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Projetos Educacionais, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Marketing na Gestão Empresarial, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Equipes, pelo PE?MS;

- Aperfeiçoamento em Práticas Pedagógicas, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Vigilância Sanitária, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão Financeira, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Recursos Hídricos, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em andamento em Gestão Escolar, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em andamento em Empreendedorismo, pelo PE/MS;

- MBA Profissional em andamento em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal, pela ESAB/ES.


Alicerce para o desenvolvimento

mascosdamasceno23@yahoo.com.br


Vemos comumente a seguinte afirmação: “A educação transforma a vida das pessoas”. O conhecimento é a luz que ilumina o caminho da promissão, é a luz da libertação. E já diz a sabedoria popular: “O saber é o único bem inalienável”.

 

Num primeiro momento traz o desenvolvimento pessoal, num segundo momento, o desenvolvimento familiar, e num terceiro momento, o desenvolvimento social. Para isso, é necessário um sistema educacional de qualidade, com compromisso sociocultural, com lição de cidadania. Para RUBEM ALVES, educador, não se pode entender o processo educacional, na sua totalidade, se não se levarem em conta fatores da ordem biológica, psicológica, social, econômica, política. Nesse meio educacional, percebe-se a existência de estudantes e de carregadores de caderno, de professores e de educadores. Ser estudante é além de um simples freqüentador de escola, é estudar para a vida e para a liberdade, considerando-se o desenvolvimento sociocultural. A mesma observação aplica-se em professor e educador: ser professor é uma profissão, a pessoa faz aquilo como um “bico profissional”, um meio de sobrevivência; ser educador é diferente, é uma vocação, a pessoa exerce a função com amor, com esperança em melhorar a sua cidade, o seu estado e o seu país. Cabe salientar que, todas as situações requerem pessoas motivadas, com propósitos direcionados, para concretização de um compromisso social e cultural na profissão. ALBERT EINSTEIN, no seu livro ‘Escritos da Maturidade’, que trata da educação, diz: “Atentem bem para o que é a professora e a escola pública. É ainda a escola, a educação, o melhor instrumento que temos”.

 

Presenciamos certa negligência, em algumas circunstâncias, nesse foco educacional. Vemos, em parte, escolas em que o “professor” passa o conteúdo do seu caderno para o caderno do “aluno”, sem passar pela cabeça de nenhum dos dois. Não se valoriza, nesse caso, o segmento educacional, existe uma educação “faz de conta”. Será que existem assuntos desinteressantes ou pessoas desinteressadas? Como medir isso? O fato é que conheço crianças que preferem as férias ao período letivo, época das aulas. O que está errado? ERNST CASSIRER, pensador, afirmou que a dificuldade real está menos na aprendizagem de uma nova linguagem que no esquecimento da linguagem anterior. WHITEHEAD, outro pensador, observa: “Não existe coisa pior para a educação que as idéias inertes, idéias que são meramente recebidas, sem nenhum poder que as relacione com a vida. Na história da educação, um dos fenômenos mais marcantes é que instituições de saber, que num momento estiveram vivas com o fermento da genialidade, na geração seguinte meramente exibem pedantismo e rotina”.  ALBERT EINSTEIN, físico, disse: “Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável (...) para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do Reino do Espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer”. PITÁGORAS, pensador grego, foi taxativo: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.  CÍCERO, outro pensador grego, alertou: “Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la”.

 

Então, não há outro caminho, outro rumo, a não ser o da educação. Quando a escola abre caminhos, a vida abre as portas. PAULO FREIRE, educador, afirmou que a educação é a semente do desenvolvimento. BACON, pensador, falou o seguinte bordão: “Conhecimento é poder”. Poder de indignação, de perceber as coisas erradas e as certas, de ver o mundo com outros olhos. É massa crítica. Alguns educadores alertam: “Quando estamos na escola procuramos entender o mundo, ao sairmos devemos estar aptos a transformá-lo”.

 

 Para ALBERT ENSTEIN, físico, educação é o que sobre depois que se esquece tudo o que se aprendeu na escola: são as virtudes, é o aprender a pensar, é o aprender a estudar, é a disciplina. Outros pensadores dão uma referência da escola ideal: “A verdadeira escola é aquela que faz do aluno um agente de transformação social”. FRIGOTTO e MACHADO, pensadores, dão uma definição que reforça a tese: “A escola deve ir na direção de uma formação que tenha a dimensão científico-técnica, social, política, cultural e estética da formação humana”. Por isso, uma instituição de ensino deve ser mais que formatura, ser um instrumento de formação pessoal, social, profissional, cultural.

 

A falta de instrução elementar e a conseqüente incapacidade cultural para a compreensão dos problemas socioeconômicos no nosso núcleo social, são a regra nos grotões de atraso na nossa região. Segundo JAMES CLARKE (1810-1888), teólogo americano, um político pensa na próxima eleição e um municipalista pensa na próxima geração. DARCY RIBEIRO, grande educador brasileiro, amigo e companheiro de luta do educador ANÍSIO TEIXEIRA, nos seus últimos meses de vida escreveu: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras. Tentei salvar os índios. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente, mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. Lembro de um provérbio chinês: “Se os teus projetos forem para um ano, semeia o grão. Se forem para dez anos, planta uma árvore. Se forem para cem anos, educa o povo”.

 

Portanto, deve ser nossa missão fermentar o ambiente educacional, para que aconteça uma educação de verdade, que promova um verdadeiro desenvolvimento sociocultural de todos os “alunos”, sem distinção. É a melhor herança que um pai pode deixar para um filho, que um gestor público pode construir para um povo. Aplicar recursos públicos na educação não representa gastos, e sim investimentos. Estudar é um sacrifício que nos traz um bom retorno. Vamos trilhar por esse caminho, essa conquista, de interesse público.

 

Marcos Oliveira Damasceno

(Pesquisador)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Marcos Damasceno