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Perfil:

- Técnico Agrícola, com Habilitação em Agricultura, pelo CEFET/PE;

- Bacharel em Engenharia Agronômica pela UESPI/PI;

- Extensão em Desenvolvimento e Comportamento Humano, pela FACINTER/PR;

- Extensão em Gestão em Administração e Marketing, pela ESAB/ES;

- Aperfeiçoamento em Planejamento Estratégico, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Projetos Educacionais, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Marketing na Gestão Empresarial, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Equipes, pelo PE?MS;

- Aperfeiçoamento em Práticas Pedagógicas, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Vigilância Sanitária, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão Financeira, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em Gestão de Recursos Hídricos, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em andamento em Gestão Escolar, pelo PE/MS;

- Aperfeiçoamento em andamento em Empreendedorismo, pelo PE/MS;

- MBA Profissional em andamento em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal, pela ESAB/ES.


Relatos

mascosdamasceno23@yahoo.com.br


          Iniciarei com um trecho de uma publicação da Fundação Astrojildo Pereira: “A política é vista pela maioria das pessoas como algo nocivo e pernicioso, como ação corrupta e corruptora, imprópria para ser praticada por uma pessoa séria e responsável. É coisa de gente graúda e pilantra. E se trataria de um vale-tudo pelo poder, em que não há princípios nem escrúpulos”.

 

          A política é uma missão nobre do cidadão. Observe as palavras do FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, ex-presidente da República - no seu livro ‘Cartas a um jovem político: para construir um país melhor’: “Política não é apenas ideal, é caminho para se aproximar do ideal. Por mais desmoralizada que seja atualmente a atividade política, alguém tem que se ocupar da tarefa de governar (...). E se os melhores não cuidarem disso, a atividade política fica nas mãos dos piores, ou dos medíocres. Como melhorar as coisas, como levar o país para frente, se os bons, os bem – intencionados, os querem mais progresso e mais justiça, ficam de fora? O que fazemos e deixamos de fazer na política faz toda a diferença. Isso vai afetar a sua vida, a vida da sua família, o seu futuro. Todo mundo precisa prestar muita atenção, porque vai sofrer os efeitos da política. Só entre na política para tentar mudar as coisas para melhor. Sonhe que será possível, mas não se perca no sonho: ajude a construir um caminho que permita fazer com que a vida das pessoas melhore”.

 

          Parafraseando um político piauiense, o povo que não discute política, está entregando a política para os maus políticos. A partir disso, ocorre a interferência econômica, comprometendo seriamente a qualidade da representação política e qualquer esforço futuro para a implementação das mudanças estruturais que a sociedade precisa. A política é o nosso dia-a-dia, onde é necessário, para a ampliação da democracia, ampliar a participação do cidadão no cotidiano político.

 

Confiram a indagação de um jurista: “Representante eleito pelo voto comprado não representa nada, e povo que vende o voto não tem representante interessado em servi-lo, nem pode esperar uma vida melhor. O povo não deve embarcar em qualquer barco, sem ter clareza para onde se vai”. Vejam, portanto, alguns ditados populares que se encaixam perfeitamente à temática: “As escolhas que fazemos ditam a vida que levamos”. “Voto não tem preço e sim conseqüências”. “O povo que vota por uma chinela, passa quatro anos levando chineladas”.

 

O eterno RUI BARBOSA, político baiano, disse: “Existem eleitores corruptos exigindo políticos sérios e honestos”. Não podemos ser ‘analfabetos políticos’. O que é isso? Sobre o assunto, confira as palavras de BERTOLT BRECHT, poeta alemão: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala nem participa dos acontecimentos políticos. (...). O analfabeto político é tão desinformado que se orgulha dizendo que odeia a política. Não sabe ele que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto...”.

 

  A política é a atividade mais nobre do homem, pois quando efetivamente praticada ela se faz em benefício de todos, e não de alguns. É no meio político onde ocorre a realização dos desejos econômicos, sociais, profissionais e culturais de uma sociedade. A política ideal só se faz com trabalho, e não com jogo de palavras. Se por um lado a luta é cotidiana e interminável, por outro lado, é uma luta extremamente gratificante, pois é solidária, compartilhada com todos aqueles que buscam e encontram na política o ideal de justiça e de progresso. Ampliar a democracia implica massificar a participação do cidadão no cotidiano da política.

 

Já NIZAN GUANAES, publicitário, disse: “Todo cidadão deve participar efetivamente da política, para não permitir que pessoas descomprometidas com a sociedade continuem usando a política em benefício, único e exclusivo, particular ou do seu grupo. Portanto, vamos pensar na coletividade, porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa sociedade onde a minoria morre de fome e a maioria morre de medo, medo de lutar. Para resolver o jogo da vida e apagar o incêndio dos problemas é preciso agir, isto é, precisa-se fazer política”.

 

 Certa vez ULYSSES GUIMARÃES, mártir da redemocratização do Brasil, falou: “Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida”. Como políticos, devemos ser capazes, depois de uma eficiente observação, de descobrir as regras do jogo em que estamos envolvidos. Observamos que uma peça se movimenta de uma forma e outra de outra. Percebemos que todas as peças têm um valor estratégico, e que o objetivo do jogo é política. Esta situação precisa mudar.

 

Para isso, é necessário que cada cidadão se convença da necessidade de fazer política, arregaçar as mangas e se lançar na luta. Ao lado disso, que se desenvolvam esforços para devolver a política seu caráter ético e de serviço para o bem da sociedade.  Essa é a razão por que, ao tratar de política, preferimos nos concentrar na análise lógica, pois ela se abre num foco em que a nossa decisão conta, em que as pequenas alianças fazem uma diferença, em que os indivíduos e os grupos pequenos ganham significação. Porque é somente a partir de pessoas concretas que a política é transformadora. E a grande questão que é colocada à política é a possibilidade que se abre de chegar uma realidade com novos mecanismos políticos, capazes de fazer explodir a ação transformadora.

 

Marcos Oliveira Damasceno

(Pesquisador)

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Marcos Damasceno