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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “ O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


A morte do ídolo

lumasoliver@yahoo.com.br


 

E

ste grande ídolo da música pop, que foi notícia em diversos veículos de comunicação, por mais de uma semana, em todo o mundo e mobilizou fãs de várias classes sociais, tanto em países de primeiro mundo como em emergentes mostra que todos nós, seres humanos, somos frágeis em nossa vida seja ela de um ídolo ou não. A morte muitas vezes chega sem nos avisar. Foi assim com Michael Jeckson, e com muitos outros ídolos como John Lennon, Elvis Presley, Elis Regina, e tantos outros que desapareceram fisicamente e precocemente do nosso convívio.

 

A morte de um ídolo, além de comoção, revela que o sucesso tem preço. Ou por estes não saberem administrá-lo ou pelos vários problemas que este traz às pessoas que o fazem. A integridade física, a privacidade o isolamento que muitas vezes os levam a depressão e provavelmente a outros vários tipos de doenças. Ora! O ser humano não foi feito para viver isolado e sim em sociedade convivendo em grupo junto um aos outros.

 

Se o ser humano perde uma das mais valiosas formas de vida que é a liberdade, este deixa praticamente de viver uma vida normal, cheias de mistérios, assim como é a vida de um ídolo.

 

No Caso de Michael Jakson ao desaparecer, deixa muitas dúvidas sobre a sua vida. Esta é considerada para muitos “um mistério”. Sabemos que nenhum artista conseguiu a façanha que este consegui. De ser inimitável. Seu talento não era algo repentino. Era coisa sem explicação. Os números são incomparáveis a de outros artistas e jamais vistos na história em todo mundo.  Só em 1982 este vendeu 104 milhões de cópias do álbum “thriller”, coisa que nem os Beatles, que eram considerados um dos maiores nomes do rock no mundo, não chegou perto desta façanha. Em 1985 o cantor compra os direitos autorais das músicas de John Lennon e Paul McCartney por US$ 47 milhões. O que lhe renderia muitos outros números. Sua fortuna é calculada em US$ 1 Bilhão ( R$ 2 bilhões), desde o início de sua carreira.

 

Mas o que leva alguém que faturou tanto dinheiro, amargar um débito calculado em torno de Us$ 400 milhões (R$ 800 milhões). Próximo da falência pessoal. Como este chegou ao estado de saúde que comentam?

 

Diversas reportagens apontam que a sua infância não foi um mar de rosas. O seu pai o obrigava cantar, sem lhe oferecer nenhuma alternativa. Era cantar com seus irmãos ou cantar.

 

Quando a família começou ganhar dinheiro através da venda de discos, a pressão aumentou. Este não podia mais sair da vida onde entrou.

 

Como se não bastasse vieram os problemas de saúde. A doença do vitiligo que aos poucos ia deixando sua pele com manchas e pontos brancos, o que não se sabe se foi este o motivo pelo qual optou pelo branqueamento.

 

Uma funcionária garantiu que o artista era refém de medicamentos controlados, talvez uma saída para os problemas. Para outra ele teria confessado que não se lembrava do número correto de show que teria de fazer em Londres.

Outro funcionário que trabalhava na montagem de seus shwos revelou que este não era dono de suas ações e que pra isso havia um grupo que decidia, dando a impressão que este era dominado por outras pessoas.

 

Diversas reportagens publicaram opiniões de seus familiares, dizendo que estes tinham pouco acesso aos negócios do cantor. Eram impedidos de opinar. A relação com seu pai nunca foi boa. Alguns falam que este, às vezes zombava da sua cor. Diversos veículos de comunicação publicaram textos a respeito desse assunto.

 

Por outro lado ao descobrir que este tinha o dom de cantar, não o deixou ter infância. Não se pode afirmar que os supostos abusos que sofria do pai aliado à doença e problemas financeiros podem ter contribuído para sua morte precoce que ainda é um mistério.

 

O curioso nessa história é que o drama do cantor é parecido com o de outras estrelas. O mesmo aconteceu com a triz Marilyn Monroe, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, além, é claro, não poderia deixar de citar aqui, o rei do rock, Elvis Presley que assim como Michael Jeckson não conseguia romper o bloqueio existente entre o cantor, principalmente quando se tratava de finanças.

 

Como se vê a vida de Megas Estrelas não é nenhum mar de rosas como pensamos. Estes estão expostos a especulações a escândalos que, muitas vezes nem é verdade assim como a maioria dos fãs de Michael Jakcson, que não acreditam que este tenha praticado pedofilia.

 

Fatos como estes, quando ocorrem servem para refletirmos sobre as nossas vidas e as vidas dessas pessoas quando revelam que estas também enfrentam batalhas e não vivem iguais aos deuses imunes a qualquer dificuldade.

 

Assistindo ao tributo ao ídolo realizado nesta terça feira dia 07 de julho, onde vários amigos e autoridades norte-americanas deram depoimentos a seu respeito, a impressão que fica é que Michael Jackson, realmente era uma pessoa singular. Rompeu todas as barreiras, uniu  nações e gerações, bem como a luta contra o preconceito. Talvez por este partir de uma pessoa que ele não aceitava, que era o seu pai.

 

Apesar de todos os mistérios atribuídos a sua vida era uma pessoa alegre, gostava de viver. Queria que todos fossem felizes. Sempre falava que mesmo com o coração triste, deveríamos sorrir. Além do mais teve uma vida voltada para a solidariedade. Gostava muito de ajudar as pessoas. Gostaria de ter acabado com a fome no mundo. E gostaria de não ter crescido. Continuado sempre criança.

 

O legado que Michael Jackson deixa ao mundo é a grande lição de vida como ser humano, como pessoa, independente de todas as especulações a sua vida particular. É o grande feito que ele fez pela música pop. É a grande contribuição ao combate ao preconceito, este fez o mundo respeitar a garra da raça negra provocando mudanças até na política dos Estados Unidos.

 

É a forma como este se apresentava levando alegria aos demais. É o grande mistério que soube fazer de sua vida. É a saga em deixar seu pai que, o torturava, fora do testamento. Em fim, a grande façanha de se tornar um “negro”, “branco” independente dos motivos que o levaram a isto.  E como se não bastasse, por último o grande mistério, é para onde foi ou para onde vai o seu corpo.

 

Que surjam outros ídolos como Michael Jackson para que as pessoas possam acreditar que o mundo ainda tem jeito. E só assim se unirem em favor da inclusão social e de um mundo de “iguais”.

 

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.