.:":.Portal Sanraimundense.:":. - Entretenimento e Informação.

   

.

 

Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “ O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


Movimentos Sociais

lumasoliver@yahoo.com.br


“Agir coletivamente está de acordo com o espírito de nossas instituições, e confio que, já que nossas condições são mais favoráveis, e nossos recursos são maiores que os dos nobres. Ao invés de nobres, tenhamos nobres aldeias de homens. Se for necessário, deixemos de lado aquela ponte sobre o rio, façamos uma pequena volta e lancemos ao menos um arco sobre o abismo escuro da ignorância que nos cerca”. (Henry David Thoreau, 1999, p. 78)

 

P

ara falar de movimentos sociais devemos lembrar alguns nomes que foram percussores na idéia de mobilização por justiça e bem estar social, que fazem parte da história como mártir da luta pela liberdade e por dias melhores para a sociedade.

 

Quero destacar entre estes, Joaquim do Amor Divino Rabelo, conhecido por Frei Caneca, por vender canecas quando jovem. Condenado, em janeiro de 1825 a morrer na forca, por acreditar no direito de os povos decidirem seu destino político, mesmo que para isto fosse necessário fazer uma revolução. Seu crime foi participar ativamente das revoluções liberais ocorridas no Brasil. Mesmo sendo preso após a derrota da Revolução Pernambucana de 1817, o frei voltou a incitar o povo contra os desmandos do governo e, em 1824, foi um dos líderes da Confederação do Equador.

 

No jornal Typhis Pernanbuco, criticava a Constituição outorgada por D. Pedro I em 1824, pois ela “não garante a independência do Brasil, ameaça sua integridade e oprime a liberdade dos povos”, dizia ele.

 

Preso frei Caneca foi o único líder a não ser imediatamente executado. Foi preciso que o bispo de Salvador o despojasse da sua função de padre, para que alguém o fuzilasse. Morreu como morreram outros que lutaram pela verdadeira independência do seu povo.

 

Entende-se por movimentos sociais todas as formas de enfrentamento e reações coletivas, em prol das contradições sociais que se encontram fechadas ao desenvolvimento dos interesses de uma sociedade.

 

Os movimentos sociais surgem de organizações bem articuladas que buscam um objetivo, ou a solução de um problema coletivo e ou, causas imediatas concretas. Tiveram início na década de 70, na França, fluindo para outros países.

 

No Brasil, se questiona o domínio capitalista que é cada vez mais poderoso ultrapassando fronteiras, tanto nacional, como internacional, determinando a sua própria estrutura social e consolidando o desenvolvimento urbano industrial que evidencia a chamada “questão social”, definida a partir da consciência social de classe trabalhadora e seus direitos sociais, e obrigando o estado a reatualizar suas funções, que se caracterizam mais pelo exercício do controle e da repressão, provocando diversas formas de luta.

 

A falta de condições de trabalho, os baixíssimos salários, o poder aquisitivo baixo é quem condiciona estes trabalhadores às lutas para descobertas de novos caminhos, tanto no Brasil como em toda a América Latina.

 

Estamos vivendo um contexto em São Raimundo Nonato, a qual não é diferente das demais regiões, onde os professores estão, há vários dias lutando por melhorias na educação.

 

A criação da Justiça do Trabalho e da Previdência Social, bem como dos Sindicatos sinalizam para esse caminho.

 

Os sindicatos, embora sendo consideradas Instituições Particulares, que possui as suas normas e sua ideologia, ainda são vistos como forma de enfrentamento coletivo, para determinadas categorias como é o caso de SRN.

 

Nos meus vinte anos de São Paulo dediquei mais de dez ao Sindicato dos Professores de São Paulo (APEOESP). Uma das coisas que aprendi é que quando o sindicato chama para uma greve ou uma manifestação, para reivindicar qualquer coisa que seja, este precisa estar apoiado, em primeiro lugar, pelos seus sócios e concomitante pela categoria, e em segundo pela sociedade. Para isso é necessário que este tenha argumentos com o poder do convencimento e assim a adesão, caso contrário este sempre sairá derrotado, uma vez que esta é a função do Estado que de certa forma legitima as suas decisões de forma a superar e a convencer a sociedade sempre pensar o contrário.

 

Para que haja êxito nas reivindicações do sindicato é necessário que a população conte com pessoal politizado e consciente dos seus direitos, o que, as vezes, não é possível nem mesmo dentro da categoria. Esse número, geralmente é muito pequeno, haja vista, a função do Estado que é despolitizar a massa e dominá-la, do contrário este não terá êxito nas suas decisões.

 

No Brasil é normal a lei não ser cumprida, a impunidade impera em qualquer situação. Cabe a população, mais consciente, se unir e reunir em espaços democráticos, ou através da imprensa, para estar constantemente repassando esses valores.

 

È importante lembrar aqui também que quando o indivíduo passa a participar de uma instituição como o sindicato, ele passa a ser visto como baderneiro e anarquista.

 

O caminho é sempre a negociação, através de movimentos pacíficos, onde as partes devem usar do bom senso.

 

Quero dizer para os professores e professoras, meus colegas de profissão, principalmente os que estão à frente da Instituição (Sindicato) que as admiro muito, bem como a sua coragem. O que eu recomendo é que estas devem sim fazer um manifesto durante o Congresso. Esta é uma oportunidade única, onde estes podem mostrar a sua insatisfação, não só para SRN, e sim para o mundo.

 

Se organizem e façam uma passeata pacífica, sem agressão e outras formas de ataques. Registrem esse momento que a categoria e a sociedade só tem a ganhar. Mostrem a sua indignação e capacidade de lutar por seus direitos e assim por uma sociedade mais justa, sem qualquer tipo de preconceito e desigualdade social. Pensem que é o que nós educadores podemos fazer, além de defender um mundo hegemônico baseado na totalidade, não aceitando o relativismo moral, pois tudo aquilo que é contra a universalidade, é intolerável.

 

O importante é não pensarmos que as conquistas não serão imediatas, já que estes resultados, geralmente são a médio e longo prazo. O que importa é que outros colegas que virão possam usufruir desta conquistas que foram através de lutas de pessoas que tinham ou ainda tem a capacidade de se indignar.

 

Todos os sujeitos singulares ou particulares que participarão dessa construção devem reconhecer o direito de revolução, isto é, o direito de recusar a lealdade ao governo, e opor-lhe resistência, quando sua tirania ou sua ineficiência torna-se insuportáveis e se articular para defender os seus direitos e as suas causas.

 

A construção da democracia e do socialismo jamais vai existir se não houver a luta por direitos de cidadania.

 

 

Fonte: Conjuntura Sócias – Movimentos sociais e política social – Souza, Maria Luiza

 

Edital – Movimentos urbanos ou sujeitos em movimentos

www.adital.com.br

 

 

Luma, Lucineide Maria.

  Página Inicial | Comente esta matéria | Imprimir | Painel de Notícias | Topo

 

Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.