nossa
cultura ainda é
marcada por
preconceitos contra
a mulher em todos os
sentidos, ainda
vemos muitas pessoas
acreditarem na
fábula do
capitalismo que as
mulheres, por força
da natureza, são
inferiores aos
homens por conta da
sua função
procriadora.
Nós mulheres
aprendemos desde
pequenas a costurar,
copiar receitas de
bolo, observar a
nossa mãe trocar o
bebê, para
desenvolvermos o
instinto materno,
enquanto que os
homens são treinados
para a participação
na política e no
desenvolvimento
econômico do país,
justificando assim,
a desigualdade de
gênero e a
degradante e
desagradável posição
que as mulheres
ocupam na sociedade.
Nascemos ouvindo as
histórias de que
lugar de mulher é em
casa, lavando roupa,
fazendo comida,
cuidando das
crianças, ou ainda,
que a mulher veio ao
mundo por que o
homem precisava de
uma companheira e
que essa teria sido
retirada da costela
de Adão.
Mito ou verdade? O
fato é que devido
essa colocação mal
feita e malfadada da
bíblia, o homem até
hoje se acha no
direito de se
sobrepor à figura
feminina.
Pouco se fala de
Lilith, primeira
mulher de Adão que
lutou por direitos
iguais, de acordo
com o folclore
hebreu, por não
aceitar ser dominada
por ele e quando
alertada por Deus,
que essa seria a
condição natural, e
que o homem sempre
teria o domínio
sobre a mulher, esta
se rebelou, alegando
ter sido feita,
também do mesmo
material que Adão e
que, portanto os
direitos deveriam
ser iguais, se
tornando assim, a
primeira mulher a
não aceitar o
sistema
“patriarcal”.
Demos um salto
considerável, tanto
na conquista do voto
como na questão da
mulher ter o direito
em se candidatar.
Muito pouco ainda,
se considerarmos a
quantidade de homens
que assumem o poder
na política, bem
como a maioria dos
cargos que são
destinados a estes.
Conhecida por
desempenhar bem
todas as funções que
lhes são atribuídas,
a mulher é hoje,
vista de forma
diferente. Aos
poucos está deixando
de ser a esposa que
cuida do marido, a
mãe que precisa
cuidar dos filhos ou
àquela que veio da
costela de Adão, se
tornando assim,
adepta de Lilith.
As conquistas no
mundo do trabalho,
por meio da luta por
direitos iguais
fazem a mulheres,
cada dia mais vencer
os obstáculos
impostos pelos
preconceitos e
rótulos a estas
atribuídos. Embora o
acesso aos mais
variados cargos,
inclusive na
política, ainda seja
muito tímido,
principalmente nos
países mais
desenvolvidos.
Embora tenha ganhado
destaque em
participações
políticas ainda é
muito pouco se
pensarmos no
contingente atual,
onde os números
mostram, segundo o
TSE (Tribunal
Superior Eleitoral),
que foram apenas
cento e setenta e
seis mulheres
eleitas para cargos
no Brasil. Apenas
três governadoras,
quatro senadoras,
quarenta e seis
deputadas federais e
cento e vinte e três
deputadas estaduais
e distritais.
Mesmo assim estas
vêm de certa forma,
mostrando que no
universo político há
muitas mulheres de
fibra que estão a
cada dia ganhando
mais espaços em
todos os órgãos.
Estas são vistas
como boas oradoras e
boas defensoras das
causas públicas e
sociais.
Esses números ainda
são poucos quando
constatamos que é de
51,5% o número de
mulheres votantes no
país, o que daria
para eleger qualquer
presidenciável e
fazer a diferença.
Esses números deixam
de ser considerados
ao analisarmos que a
lei determina que
uma porcentagem de
30% destas mulheres
deveriam
candidatar-se, mas
apenas 14% desse
total se habilitam a
cargos eletivos no
Brasil, não
atingindo, assim a
cota exigida.
Os partidos
geralmente, também
não atingem essa
marca, considerando
assim, muito tímida
a presença da mulher
na política.
O fato é que após
muitos anos de luta
da mulher, também
pelo direito ao voto
e por espaços na
política,
finalmente, o povo
brasileiro assiste a
um cenário onde duas
mulheres disputam a
mais alta “patente”,
que é a Presidência
da República.
Aprecio muito o
histórico e o perfil
das duas mulheres
que estão na disputa
pelo cargo, o que
faz o diferencial.
Admiro a Marina, com
seu visual próprio,
mostrando que esta
tem personalidade
própria. Do seu
histórico, que é de
uma pessoa de luta
onde concentra todos
os atributos para
uma presidenciável.
Sua inteligência,
sua competência e
perseverança são
ímpares.
Admiro também a
Dilma, com todas as
suas qualidades,
principalmente
àquela, em que esta
mostrou força de
vontade ao superar
uma grave doença,
que é o câncer,
passando para todos
nós uma visão de que
é uma mulher de
garra, de luta, de
fibra, de
personalidade e
competência para
estar aonde chegou.
A sua inteligência e
elegância também são
únicas.
Qualquer uma das
duas presidenciáveis
que ganhar a
eleição, o Brasil
estará bem servido,
no que se refere às
causas sociais, não
desmerecendo aos
outros candidatos.
Tenho certeza que
com uma mulher na
presidência, fato
inédito no Brasil,
este vai dá um salto
considerável na
questão da mulher na
política, podendo,
assim se tornar uma
nação que apóia esta
como administradora,
dando início a uma
nova era para a
figura feminina na
política. Será a
quebra de
paradigmas, pois é
se sabe que até
agora, o cargo foi
ocupado somente por
homens.
Ainda há bastante
espaço para as
mulheres na
política. Estas
precisam arregaçar
as mangas e partir
pra luta, para que
possamos ocupar
estes espaços e
continuar na busca
pela “emancipação”.
Comecemos pela
participação ativa
nos espaços de
discussão como os
Conselhos Gestores,
Centros Comunitários
e de Convivência,
pelas Lideranças de
bairro e Associações
diversas, tanto de
Jovens como de
Adultos Idosos e
outros.
Quando a mulher
ocupa esses espaços
ela deixa de ser
vista como a
doméstica, a esposa
que só cuida do
marido, a mãe que só
cuida dos filhos e
passa a ser vista
pela população como
uma defensora do
atraso e da
decadência, dando
assim, a sua
contribuição ao
desenvolvimento
cultural e
democrático e
passando a ser vista
de outra forma, ou
seja, aquela que
participa
diretamente na luta
pela conquista de
seus direitos,
exercitando assim, a
cidadania.
Quero lembrar que o
feminismo, aqui
expresso é dominado
pelo senso crítico
aguçado, que tem em
seu âmago a vontade
e ou o desejo de
expressar e de ver o
país sair do
subdesenvolvimento e
seguir o caminho de
uma democracia plena
desejada por todos
os que lutam por
igualdade social
para as gerações
futuras.
Mulheres!!!! Vamos à
luta.
Luma.