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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


A mulher e a política

lumasoliver@yahoo.com.br


A

 nossa cultura ainda é marcada por preconceitos contra a mulher em todos os sentidos, ainda vemos muitas pessoas acreditarem na fábula do capitalismo que as mulheres, por força da natureza, são inferiores aos homens por conta da sua função procriadora.

 

Nós mulheres aprendemos desde pequenas a costurar, copiar receitas de bolo, observar a nossa mãe trocar o bebê, para desenvolvermos o instinto materno, enquanto que os homens são treinados para a participação na política e no desenvolvimento econômico do país, justificando assim, a desigualdade de gênero e a degradante e desagradável posição que as mulheres ocupam na sociedade.

 

Nascemos ouvindo as histórias de que lugar de mulher é em casa, lavando roupa, fazendo comida, cuidando das crianças, ou ainda, que a mulher veio ao mundo por que o homem precisava de uma companheira e que essa teria sido retirada da costela de Adão.

 

Mito ou verdade? O fato é que devido essa colocação mal feita e malfadada da bíblia, o homem até hoje se acha no direito de se sobrepor à figura feminina. 

 

Pouco se fala de Lilith, primeira mulher de Adão que lutou por direitos iguais, de acordo com o folclore hebreu, por não aceitar ser dominada por ele e quando alertada por Deus, que essa seria a condição natural, e que o homem sempre teria o domínio sobre a mulher, esta se rebelou, alegando ter sido feita, também do mesmo material que Adão e que, portanto os direitos deveriam ser iguais, se tornando assim, a primeira mulher a não aceitar o sistema “patriarcal”.

 

Demos um salto considerável, tanto na conquista do voto como na questão da mulher ter o direito em se candidatar. Muito pouco ainda, se considerarmos a quantidade de homens que assumem o poder na política, bem como a maioria dos cargos que são destinados a estes.

 

Conhecida por desempenhar bem todas as funções que lhes são atribuídas, a mulher é hoje, vista de forma diferente. Aos poucos está deixando de ser a esposa que cuida do marido, a mãe que precisa cuidar dos filhos ou àquela que veio da costela de Adão, se tornando assim, adepta de Lilith.

 

As conquistas no mundo do trabalho, por meio da luta por direitos iguais fazem a mulheres, cada dia mais vencer os obstáculos impostos pelos preconceitos e rótulos a estas atribuídos. Embora o acesso aos mais variados cargos, inclusive na política, ainda seja muito tímido, principalmente nos países mais desenvolvidos.

 

Embora tenha ganhado destaque em participações políticas ainda é muito pouco se pensarmos no contingente atual, onde os números mostram, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que foram apenas cento e setenta e seis mulheres eleitas para cargos no Brasil. Apenas três governadoras, quatro senadoras, quarenta e seis deputadas federais e cento e vinte e três deputadas estaduais e distritais.

 

Mesmo assim estas vêm de certa forma, mostrando que no universo político há muitas mulheres de fibra que estão a cada dia ganhando mais espaços em todos os órgãos. Estas são vistas como boas oradoras e boas defensoras das causas públicas e sociais.

 

Esses números ainda são poucos quando constatamos que é de 51,5% o número de mulheres votantes no país, o que daria para eleger qualquer presidenciável e fazer a diferença. Esses números deixam de ser considerados ao analisarmos que a lei determina que uma porcentagem de 30% destas mulheres deveriam candidatar-se, mas apenas 14% desse total se habilitam a cargos eletivos no Brasil, não atingindo, assim a cota exigida.

 

Os partidos geralmente, também não atingem essa marca, considerando assim, muito tímida a presença da mulher na política.

 

O fato é que após muitos anos de luta da mulher, também pelo direito ao voto e por espaços na política, finalmente, o povo brasileiro assiste a um cenário onde duas mulheres disputam a mais alta “patente”, que é a Presidência da República.

 

Aprecio muito o histórico e o perfil das duas mulheres que estão na disputa pelo cargo, o que faz o diferencial.

 

Admiro a Marina, com seu visual próprio, mostrando que esta tem personalidade própria. Do seu histórico, que é de uma pessoa de luta onde concentra todos os atributos para uma presidenciável. Sua inteligência, sua competência e perseverança são ímpares.

 

Admiro também a Dilma, com todas as suas qualidades, principalmente àquela, em que esta mostrou força de vontade ao superar uma grave doença, que é o câncer, passando para todos nós uma visão de que é uma mulher de garra, de luta, de fibra, de personalidade e competência para estar aonde chegou. A sua inteligência e elegância também são únicas.

 

Qualquer uma das duas presidenciáveis que ganhar a eleição, o Brasil estará bem servido, no que se refere às causas sociais, não desmerecendo aos outros candidatos. Tenho certeza que com uma mulher na presidência, fato inédito no Brasil, este vai dá um salto considerável na questão da mulher na política, podendo, assim se tornar uma nação que apóia esta como administradora, dando início a uma nova era para a figura feminina na política. Será a quebra de paradigmas, pois é se sabe que até agora, o cargo foi ocupado somente por homens.

 

Ainda há bastante espaço para as mulheres na política. Estas precisam arregaçar as mangas e partir pra luta, para que possamos ocupar estes espaços e continuar na busca pela “emancipação”.

 

Comecemos pela participação ativa nos espaços de discussão como os Conselhos Gestores, Centros Comunitários e de Convivência, pelas Lideranças de bairro e Associações diversas, tanto de Jovens como de Adultos Idosos e outros.

 

Quando a mulher ocupa esses espaços ela deixa de ser vista como a doméstica, a esposa que só cuida do marido, a mãe que só cuida dos filhos e passa a ser vista pela população como uma defensora do atraso e da decadência, dando assim, a sua contribuição ao desenvolvimento cultural e democrático e passando a ser vista de outra forma, ou seja, aquela que participa diretamente na luta pela conquista de seus direitos, exercitando assim, a cidadania.

 

Quero lembrar que o feminismo, aqui expresso é dominado pelo senso crítico aguçado, que tem em seu âmago a vontade e ou o desejo de expressar e de ver o país sair do subdesenvolvimento e seguir o caminho de uma democracia plena desejada por todos os que lutam por igualdade social para as gerações futuras.

 

Mulheres!!!! Vamos à luta.

Luma.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.