empos atrás, em uma
das minhas andanças
pela terrinha, em
bate papo com uma
das minhas amigas,
esta me falou que
estava fazendo um
curso de "Ciências
Ocultas e Letras
Apagadas". A mesma
se referia aqueles
cursos de férias, ou
seja aqueles que
trazem um conteúdo
resumido, onde não
se aprende muita
coisa já que o
período é muito
curto. Vejo que esta
tinha razão quando
me ponho a pensar
nos absurdos que
ocorrem em nosso
país, já que muitas
"Leis" são iguais a
esses cursos onde o
seu processo
contribui para que
muitas situações
acabem ficando pelo
meio do caminho, e
para outras as
letras são
consideradas, apenas
como “letras mortas”
ou “apagadas” como
diria a minha amiga.
Uma grande ironia ou
uma grave certeza? O
fato é que as letras
podem ter vindo
apagadas desde o
começo da nossa
história e talvez,
por isso tenham
ocorrido grandes
revoluções, desde a
"Francesa", ocorrida
no século XIX onde a
política e a
ideologia do mundo
foram constituídas,
e tantas outras
mais. Assim vemos
algumas
transformações
acontecendo desde a
colonização do nosso
país até os dias
atuais.
O “feudalismo” cria
poderes políticos
sem que estes
atentem para a
diversidade e
competências
estanques,
desconhecendo também
a homogeneidade e as
conquistas
reconhecidas de uma
camada vulnerável,
sobrepondo camadas
de uma população
sobre outra, onde só
alguns são dotados
de uma cultura
diversa.
A acumulação do
capital e o dogma
frio que comanda a
história da
sociedade, hoje são
caracterizados pela
propriedade burguesa
dos meios de
produção e da
exploração do
trabalho
assalariado, onde
tudo isso faz parte
de uma "lei" da
dialética que não se
tornam legítimas e
vão dando lugar a
uma produção de
economia apenas com
troca de supérfluo e
cedendo lugar às
manufaturas
irreversíveis e
fatais do aumento,
bem como o acúmulo
do "capital" nas
mãos de poucos que
vão expropriando as
terras dos pequenos
produtores da
produção artesanal e
assim do poder
econômico.
Esta doutrina
construída e
fortalecida como uma
tradição histórica
aprofunda e agrava
ainda mais a
“vulnerabilidade
social” nos países
subdesenvolvidos.
Embora alguns
“movimentos sociais”
existentes tenham
antecipado o curso
histórico geral, os
problemas não seriam
pertinentes a essa
situação se o
"feudalismo" não
tivesse deixado o
legado para prefixar
os rumos do Estado
moderno.
Podemos dizer que
são “letras mortas”
ou “apagadas”
àquelas proferidas
pela Princesa
Isabel, ao libertar
os escravos, quando
vemos o "negro"
sendo estereotipado
e preso nos estigmas
e preconceitos que
lhes tiram as
oportunidades de
concorrer com o
branco de igual para
igual no setor
econômico, no
mercado de trabalho
e tantas outras
situações.
O "direito" é
considerado pela
ciência como lei ou
regra e poder de
ação, ou ainda,
prerrogativa ou
norma jurídica,
podendo ser objetivo
ou subjetivo. Este
trás para nós um
conceito muito
importante que é o
de "cidadania" que
seria o direito de
viver de forma
decente. Mas, quando
vemos estes muitas
vezes não serem
respeitados e nem
atendidos ou
legitimados,
certamente o que vem
à nossa mente é que
realmente podemos
considerá-los como
"letras mortas".
Quando vemos as
crianças e os
idosos, considerados
os mais frágeis, se
transformando nas
maiores vítimas da
perversidade social,
excluídos dos seus
direitos, sendo
tratados com
indiferença e
desprezo, também
podemos considerar
que essas garantias
conquistadas pela
legislação, são como
"letras mortas" e ou
“apagadas”.
É
dever da família, da
sociedade e do
Estado assegurar à
criança e ao
adolescente, com
absoluta prioridade,
o direito à saúde, à
alimentação, à
cultura, à
dignidade, ao
respeito, à
liberdade e à
convivência familiar
e comunitária, além
de colocá-los a
salvo de toda a
forma de
negligência,
discriminação,
exploração,
crueldade e
opressão.
Assim reza à nossa
“Carta Maior”.
(Art. 227,
Constituição Federal
do Brasil)
Mesmo assim, a
mortalidade infantil
possui um alto
índice, sendo
responsável pela
morte de mais de 40
mil crianças, que
são vítimas de
doenças comuns e
desnutrição.
O trabalho infantil
ainda é fato em
nossa sociedade. Os
nossos jovens são
excluídos das
escolas de qualidade
onde muitos deles
jamais irão chegar a
uma universidade.
Embora a
Declaração Universal
dos Direitos Humanos
(1948) e a
Constituição
Brasileira
(1988), garantam
Direito à igualdade,
sem distinção de
raça, religião ou
nacionalidade e
ainda educação para
todos.
Muitos pais que são
pobres, ainda não
conseguem garantir
uma boa educação
para os seus filhos.
Estes vão continuar
pobres, já que não
irão conseguir um
bom estudo e assim,
um bom emprego.
Então, também não
conseguirão
progredir.
A maioria dos pais
de famílias, hoje no
Brasil, ganha menos
de um salário
mínimo. De acordo
com o IBGE este
entrou na década de
90 com uma população
de 146 milhões de
habitantes onde 64,5
milhões vivem abaixo
da linha da pobreza.
Os assassinatos são
rotineiros no
Brasil, onde estes
chocam o mundo por
mostrar uma grande
indiferença e
descaso com a vida
humana, esta é de
certa forma,
banalizada
principalmente, a da
mulher, apesar da
existência da lei
“Maria da Penha”.
A violência tomou
conta até das
pequenas cidades que
eram mais pacatas,
como é o caso de SRN,
de acordo com
notícias nos sites
da região, onde se
constata uma grande
evolução de casos de
homicídios,
latrocínios e
outros.
A falta de cidadania
também é visível nas
manifestações de
pessoas que se
agridem até via
internet, onde se vê
ameaças de morte,
provocações,
insultos e outros.
Esse tipo de atitude
num país democrático
jamais poderia
existir, já que é
uma grande falta de
respeito para com o
seu semelhante.
Seria como se
estivéssemos remando
contra a maré.
Todas essas mazelas
provam a carência de
"cidadania" de toda
uma população onde
vemos uma imensa
quantidade de
garantias que não
saíram do papel ou
não estão em
exercício. Muitas
pessoas as
desconhecem.
O que se vê são
Leis, Estatutos e
CPIs sendo criadas
para investigar e
esclarecer
problemas, revelar
soluções que não
irão sair do papel.
E a história do
Brasil vai sendo
marcada por descasos
de uma elite e de
políticos corruptos
e descomprometidos
com os menos
privilegiados, onde
“caso social” vira
“caso de polícia” e
um evento
tradicional, como
aquele ocorrido em
São João do Piauí
vai deixando a marca
de um povo que não
ganha nem um salário
mínimo e vê os
políticos
arrematando uma
"leitoa" pelo valor
quase de dois, ou de
um frango a mais de
mil reais (notícia
postada em site) o
que podemos
considerar uma
grande afronta
aqueles que não
ganham, sequer, nem
um salário mínimo.
Há que se ascender
essas luzes e
procurar chegar ao
ponto culminante,
nem que seja por
meio de "revoluções"
permanentes, para
que se possa varrer
a parte negra da
história e
conjugarmos todos, o
mesmo verbo para uma
nova abertura de uma
nova idade de uma
nova geração de
gente mais
fortalecida, onde se
possa afirmar um
domínio político e
não dilacerar a
nação ou ameaçar a
própria existência
desta, onde se
provoca uma guerra
de expressões e
agressões que vão
deixando as suas
marcas e ou feridas.
Como regra, podemos
questionar tudo que
se ouve e se lê
independente de quem
fala e de quem
escreve. Para isso
aumente a sua
desconfiança, preze
a sua liberdade.
Lembre-se, diante de
problemas difíceis,
não há fáceis
soluções. E os
políticos, de má fé,
estão aí dizendo
para a população que
vão resolver os seus
problemas, onde
estes com certeza,
não irão acabar com
a miséria e nem
investir no
crescimento
econômico, como
distribuição de
renda ou
investimento social.
O momento no cenário
político é de
"reflexão",
sobretudo no que se
refere à luta contra
esses "senhores
fidalgos" que fazem
do voto mercadoria
de "baixo valor",
que compram voto
para transformá-los
em bens particulares
de alto custo, por
que as leis para
estes são "letras
mortas".
Portanto, caro (e)
leitor, fique
atento. A viagem
pelas “urnas” pode
ser uma viagem pelas
mudanças de uma
“nação”. Lembrem-se,
raramente os jornais
não falam, de forma
explícita, as coisas
como elas deveriam
ser.
Atentem, também para
o velho ditado. "Árvores
doentes não dão bons
frutos". Os
velhos políticos que
aí estão podem não
ser os candidatos
ideais, considerando
as suas fichas.
A sua arma para
revolução permanente
é o "voto". Com ele
você vai poder
mudar, transformar,
criar, questionar...
Mas, cuidado! Você
só vai poder
questionar realmente
se fizer uso deste,
portanto, não fique
em cima do muro.
Votar significa
dizer: eu posso
questionar, eu posso
denunciar, eu posso
cobrar, eu posso
fiscalizar. Eu
“posso”, eu “devo”,
pois foi para isso
que declarei o meu
voto. Seja criativo,
combativo. Antes de
votar justifique o
seu voto, pois ele é
mais poderoso do que
você pensa. Vale a
mudança de uma
“nação”. E você só
vai poder questionar
se você votar, pois
se você "anular" o
seu voto, estará, de
certa forma, privado
de questionar o não
funcionamento das
leis, por exemplo,
ou do
desenvolvimento da
sua cidade ou do seu
país, pois quando
muitos lutavam,
batalhavam para que
as mudanças
ocorressem você
estava em cima do
muro ou anulou o seu
voto, perdendo,
assim o direito de
questionar.
Antes de votar
verifique se as
pessoas as quais
você vai dá o seu
voto são de
confiança, são
pessoas
comprometidas com as
causas sociais.
Verifique o seu
histórico político.
Verifique, também se
este já fez alguma
coisa em prol do
desenvolvimento
pessoal ou coletivo
da cidade. Assim
você não irá
estragar a única
bala que você tem
para disparar contra
os fantasmas da
desigualdade social.
Luma, Lucineide Maria.