O projeto AXÉ que na
língua africana
iorubá, significa
força mágica,
desenvolvido na
Bahia é hoje uma
lição de cidadania.
Este consegue fazer
o que os governantes
não são capazes, a
um custo muito
inferior a de outros
projetos
governamentais que
ajudam os meninos e
meninas de rua a
construírem projetos
de vida, e
transformam garotos
em cidadãos.
Criado em 1990, em
Salvador pelo então
advogado e pedagogo
italiano Cesare de
Florio la Rocca, o
Axé atende hoje mais
de duas mil crianças
e adolescentes.
O projeto tem cunho
educativo e foi
projetado para os
filhos e as filhas
da exclusão,
principalmente
aqueles que estão em
condição de rua. Com
uma receita simples,
onde a competência
pedagógica dos
educadores de rua
estimula a
permanência de
jovens que são
incentivados a um
projeto de vida
inovador, e estes
passam a reconhecer
a si próprio, não
apenas como Sujeitos
de Direito, mas,
Sujeitos de Desejo.
A administração
eficiente, bem como
o respeito pela
criança, o
incentivo, a
formação e bons
salários para os
educadores é que
fazem a diferença. O
projeto vê a ética e
a estética como
pilares fundamentais
de um novo projeto
de uma vida digna
para os meninos e
meninas que a
sociedade já tinha
condenado à exclusão
definitiva.
Vendo este projeto,
bem como a sua forma
de vê a realidade
podemos fazer um
parâmetro com o que
vimos ocorrer na
nossa seleção, em
relação à sua
administração.
Vimos um Brasil mais
uma vez nas mãos de
poucos, onde estes
podiam decidir por
milhões. E ainda por
cima, de forma
autoritária e
arrogante como foi a
do nosso técnico
Dunga. Onde o
resultado foi à
tristeza estampada
no rosto de milhões
de brasileiros.
Nos anos setenta o
Brasil, embora sobre
um regime militar,
fez o seu povo se
alegrar, pelo menos
com a vitória na
copa, onde muitos
estudiosos alegam
que estes estavam
com uma baixo-estima
que veio a melhorar
com a vitória. Hoje
podemos dizer que
não é ditadura
militar que os fazem
tristes, mas, a
ditadura de um país
subdesenvolvido que
vive na espera.
Portanto vamos
esperar mais quatro
anos.
Brasileiro está
sempre na espera...
Espera na fila do
INSS por uma
aposentadoria e
afins... Espera na
fila do SUS por
saúde... Espera na
fila dos tribunais
pela resolução de
uma causa... Espera
na fila dos bancos
para pagar as suas
contas... Espera no
ponto do ônibus para
ir para o
trabalho... Enfim, a
vida do brasileiro
se resume numa longa
espera em todas as
filas do cotidiano
por melhores dias.
Ficamos apenas a nos
perguntar. Por que
isso ocorre? Quem
paga para que os
brasileiros vivam
assim? Quem é
responsável por tudo
isso?
Ao fazermos um
paralelo com as duas
situações, podemos
chegar a uma
conclusão naquilo
que, segundo
Alexandre Pelagi vai
chamar de
“Involução”, onde
este afirma que de
acordo com livro
editado em 1901.
A civilização atual,
potentemente
aparelhada,
transformou a face
da terra; aproximou
os povos, suprimindo
as distâncias. A
instrução
derramou-se, as
instituições
melhoraram. Uma
grande batalha se
empenha entre o
passado que não quer
morrer e o futuro
que faz esforços por
vir à vida. Em favor
dessa luta, o mundo
se agita e marcha;
um impulso
irreversível o
arrasta, e o caminho
percorrido, os
resultados
adquiridos, faz-se
pressagiar
conquistas mais
admiráveis, mais
maravilhosas ainda.
Porém, se os
progressos efetuados
nas ordens físicas e
intelectuais são
notáveis é, pelo
contrário nulo o
adiamento moral.
Neste ponto, o mundo
parece antes recuar,
as sociedades
humanas, febrilmente
absorvidas pelas
questões políticas e
financeiras,
sacrificando os seus
interesses morais ao
bem estar
material...
Este afirma ainda
que, apesar de ter
se passado um século
é como se essas
referências fossem
aos dias de hoje,
onde este se sente
como a formiga sendo
observada pelo
gigante e a
velocidade de seus
passos é imensa, mas
o gigante que a
observa, o espaço
que avança é
insignificante, e a
distância que
percorre não leva a
lugar algum.
A ciência trás,
através de
psicólogos, uma
análise na questão
Dunga, onde este
passa para seus
adeptos cenas de
violência como
aquela em que este
esmurra a trave de
ferro no banco de
reserva, o que
segundo estes,
incentiva o jogador
a cometer o
lamentável ato de
pisotear o seu
adversário, bem como
a expressão de
Robinho visivelmente
irritado em campo,
já que este é
considerado uma
pessoa dócil. Outra
cena que estes
comentaram é aquela
onde o Maradona,
mesmo derrotado,
abraça seus súditos
um a um, coisa que o
Dunga não fez,
mostrando que a
moral, apesar dos
avanços da ciência e
do conhecimento, a
cada dia faz
crescer, no coração
do homem a
ignorância de si
mesmo, desconhecendo
a miséria que se
alastra ao seu
redor, provocada
pela sua ganância e
seu egoísmo...
Assim, a este, ou a
quem quer que sejam
responsáveis pela
“derrota”, as
lágrimas daqueles
que vivem pela
alegria de vê o seu
time ganhar, nada
importa, o mais
importante é que
estes já estão com
suas vidas dominadas
pelo capitalismo que
corrompe e que faz a
alegria de poucos,
em detrimento da
maioria, pois estes
estão ocupados,
apenas com seus
interesses e não os
da maioria, já que o
sucesso é uma
virtude exclusiva e
solitária e estes já
o detém.
Além de tudo isso o
que nos resta é
torcer. Isto por que
somos brasileiros. E
brasileiro não foge
à luta. Torcer por
um país onde o bem
estar material não
seja sinônimo de
felicidade.
Independente de
qualquer situação.
Brasileiro é movido
pela esperança e
pela alegria, nem
sempre ganhando, nem
sempre perdendo.
Torcer para que
tenhamos sempre
pessoas preocupadas
com as nossas
crianças e com os
nossos jovens, assim
como os executores
do Projeto Axé. No
país ainda há
pessoas boas que se
preocupam com o
futuro. Torcer para
que as pessoas
continuem a cada dia
saindo da
"involução". A
tecnologia nos
oferece esses
recursos é só não
permanecermos em
berço esplêndido.
Torcer para
rompermos com um
passado de
estereótipos e
estigmas que nos
aprisionam e nos
amordaçam nos
privando assim, da
liberdade, equidade
e também dos nossos
direitos e desejos.
Para isso precisamos
que cada um de nós
possamos ir à luta.
Precisamos continuar
participando,
inovando,
denunciando,
revolucionando... E
o mais importante:
confiando, já que a
confiança em si
próprio é o primeiro
segredo para o
sucesso e para que
continuemos a
"evoluir".
Para os mais
consolados em 2014
será diferente. Essa
também é a opinião
da "cúpula", ou
seja, "os donos do
poder" pois
estaremos disputando
em casa. Então só
nos resta esperar...
Até lá, quem
"viver",
"verá"!!!!!!!!
Luma, Lucineide Maria.