Lendo este texto o
qual intitulo este
artigo, da Isabel
Cristina da Costa
Cardoso, onde
esta faz uma análise
sobre o mundo do
trabalho e os
possíveis destinos
deste na sociedade
brasileira,
percebe-se como este
se manifesta no
espaço urbano e na
transformação de uma
sociedade, onde as
pessoas estão
engajadas, naquilo
que podemos chamar
de participação na
prática e na
dialética.
Com base nesta
afirmativa e depois
de ter apreciado um
verdadeiro debate
entre o colega
Zeferino e os
internautas,
gostaria de dar,
aqui, a minha
contribuição, dentro
daquilo que entendi
ou entendo como
questões que
envolvem um processo
histórico. Sei que
não é fácil falar da
história do Brasil,
haja vista, essa
trazer muitos
equívocos, ou seja,
esta ser vista como
convém à elite, isto
é, aos “antigos”
senhores de engenho,
os "coronéis", e
hoje os “mentores”
do capitalismo.
De acordo com alguns
estudiosos, entre
eles, Milton
Santos,
considerado o maior
geógrafo do mundo,
vou fazer uma
análise, breve,
colocando a questão
do “trabalho”,
tentando
relacioná-lo, desde
a colonização até a
contemporaneidade.
Entendo que talvez,
este seria o maior
problema que vai
provocar todas essas
e outras
manifestações.
A sociedade
brasileira, de
acordo com
estudiosos, no
assunto, está
composta por
desafios e
manifestações em
todos os âmbitos,
seja no espaço
urbano, seja no
espaço rural. Essas
alterações se
refletem frente ao
mundo do “trabalho”,
como estrutura e
prática de
regulação, na esfera
pública, onde se
definem as medidas
de igualdade social
e as várias mudanças
no mundo. Se
colocarmos, juntos
"cidade e trabalho",
ou “trabalho e
cidade” um não pode
se separar do outro.
São várias as formas
de ver e de narrar à
história do
trabalho, ou seja,
as discussões
contribuem para a
contemporaneidade,
onde trazem estudos
relacionados às
crises. Quando
refletimos sobre a
migração, por
exemplo, os motivos
que a provocam, qual
a idéia que estas
pessoas têm, ou
ainda que a
discussão de raça
seja muito
emblemática, ou
seja, não é a raça
que vai determinar e
sim o espaço da
cidade que, ao mesmo
tempo em que
concentra riqueza e
pobreza é vista como
cidade globalizada.
As políticas (formas
de organizações)
devem ser planejadas
nas cidades, ou em
qualquer território,
como uma política de
“empreendedorismo”
com todas suas
dificuldades e ou
crises. Muitas vezes
estas são causadas,
ou representadas
pelas formas de
trabalho não
assalariado e a
precarização.
E aí, eu quero abrir
um “adendo”, em
relação a toda essa
polêmica, instalada,
a respeito das
várias
administrações de
SRN, onde me parece,
não há um orçamento
participativo (se eu
estiver enganada,
que me corrijam) e
fazer um “linque”
com a situação
histórica desde a
colonização, com o
trabalho do negro,
até os dias atuais,
lembrando que os
Estados Unidos
tiveram uma povoação
anglo-saxônica,
enquanto que o
Brasil , um
povoamento de
exploração.
Milton Santos
afirma que o tempo e
o espaço é uma
questão relacionada
à materialidade,
tecnicamente, ligada
ao homem e a
natureza e que este
cria seu próprio
“tempo” e seu
próprio “espaço”.
Conforme este, as
ações dos sujeitos,
ou seja, a técnica,
que é o produto da
prática humana, se
insere,
materialmente, no
"espaço" e no
"tempo", carregando
a potencialidade de
expressão e a
própria realização
objetiva da
sociedade. Como
exemplo, a questão
divisória de
território, como
característica dos
E.U.A, onde havia a
divisão territorial
por raça, enquanto
que no Brasil essa
divisão é por classe
social, ou seja, nas
grandes metrópoles,
há os bairros de
ricos e os bairros
de pobres.
Com
base nessa
afirmação, eu quero
chamar a atenção do
internauta que se
identificou como
descendente de
escravo, para o
grande marco da
história, deixado
por Zumbi, no
Quilombo dos
Palmares, que,
ao longo do tempo
ainda é visto como
uma das maiores
expressões de
coragem, em busca
por “espaços”
(oportunidades),
onde este operou
mudanças
consideráveis, e
provocou
transformações na
história dos
escravos, em âmbito
social e
territorial, em
outras palavras
“trabalho e
política” que são os
elementos da ação
humana.
(Esta
política, a qual me
refiro, não é a
partidária, e sim
aquela de
organização e
planejamento
social).
O desenvolvimento
desigual estabelece
a discussão e os
conteúdos políticos
que abrangem as
relações entre
espaço, ou seja,
globalizados, ou
não, mas aquelas dos
espaços locais. E
daí toda uma
discussão a respeito
das administrações,
em SRN, que hoje
guarda espaços, ao
mesmo tempo de 1º
mundo, com seus
prédios em estrutura
moderna, com os do
3º mundo, o que
vamos chamar de
impacto do
capitalismo, que ao
mesmo tempo,
concentra riqueza e
pobreza.
Como se vê, a
história não é
apenas contada, ou
seja, é uma escala
de desenvolvimento
desigual. Weber
vai dizer que,
apesar de não ser
uma verdade
absoluta, a ética
católica,
considerada
conservadora, em
meados do século XIX
vai dizer para seus
membros que o
paraíso pode
existir, e que estes
podem não ter nada,
aqui na terra, mas
podem alcançá-lo,
quando morrer,
tornando-os
resignados, ou seja,
conformados,
enquanto que para os
evangélicos a
felicidade vem por
meio do dinheiro, e
que estes precisam
ter propriedades
privadas, aqui na
terra para
alcançarem a
felicidade.
Partindo do
pressuposto de que o
trabalho é
responsável por
todas essas mudanças
e que este vai
definir todas as
questões sociais e
os problemas que se
manifestam no espaço
urbano, é que
podemos afirmar: "o
trabalho muda, a
questão social
também muda". O que
não podemos é nos
resignar.
Portanto, conclui-se
que o “espaço” e
toda ação realizada
pelos sujeitos,
através de
diferentes
processos, que são
realizados na
sociedade, como um
todo, de certa
forma, ao decorrer
da história e, de
acordo com esta, a
sociedade passa por
momentos de
desenvolvimento,
transformação e
desvalorização num
determinado
“espaço”, o que vai
determinar, ou
conduzir também para
uma expressão da
globalização em
determinadas esferas
desiguais.
Se tivermos essa
visão sociológica,
vamos entender que
as nossas
outoridades ou
os nossos
políticos devem
pelo menos, tentar
desenvolver a
técnica de
transformar a
subjetividade
pessoal que é ter
uma visão de
sociedade. As
pessoas devem sim,
cobrar o seu espaço,
uma vez que a
temporalidade
influi na
totalidade e
muitas vezes essa
relação está muito
nítida em nossa SRN,
sendo um movimento
histórico. Ao mesmo
tempo em que
percebemos que essa
totalidade
teve muito tempo
para transformar
este “espaço”, e que
o positivismo separa
o tempo e “espaço”
da “técnica”, o que
vai nos obrigar a
deparar com uma
paisagem, definida,
em seu significado,
como essa da "praça"
do bairro D.
Umbelina, mostrada
neste Portal. Na
administração
passada, foram oito
longos anos, e essa
já está no seu
segundo e, no
entanto, ainda não
houve um “tempo”
para se modificar,
aquele “espaço”.
Por outro lado,
estou observando,
também os
movimentos, feitos,
por pessoas que não
são do meio
político, em relação
à criação de lojas,
e outros bens de
consumo,
necessários, e vejo
que a população se
manifesta para que
ocorram mudanças no
"espaço", aonde
estas vão se
transformando em
oportunidades.
Esse processo é o
que os estudiosos
vão chamar de "refilantropia"
- a comunidade se
responsabilizando
por seus problemas,
contribuindo, assim
com o
desenvolvimento
sustentável,
onde estes devem
desenvolver também
projetos, como
quermesses,
parcerias com
empresas e afins e
vá proporcionar
aquilo que iremos
chamar de luta pela
igualdade social ou
pelo, menos
minimizar a
vulnerabilidade.
Luma, Lucineide Maria.