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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


"Cartografias" de um debate teórico: o "espaço e o tempo" na dinâmica urbana e da cidade

lumasoliver@yahoo.com.br


Lendo este texto o qual intitulo este artigo, da Isabel Cristina da Costa Cardoso, onde esta faz uma análise sobre  o mundo do trabalho e os possíveis destinos deste na sociedade brasileira, percebe-se como este se manifesta no espaço urbano e na transformação de uma sociedade, onde as pessoas estão engajadas, naquilo que podemos chamar de participação na prática e na dialética.

 

Com base nesta afirmativa e depois de ter apreciado um verdadeiro debate entre o colega Zeferino e os internautas, gostaria de dar, aqui, a minha contribuição, dentro daquilo que entendi ou entendo como questões que envolvem um processo histórico.  Sei que não é fácil falar da história do Brasil, haja vista, essa trazer muitos equívocos, ou seja, esta ser vista como convém à elite, isto é, aos “antigos” senhores de engenho, os "coronéis", e hoje os “mentores” do capitalismo.

 

De acordo com alguns estudiosos, entre eles, Milton Santos, considerado o maior geógrafo do mundo, vou fazer uma análise, breve, colocando a questão do “trabalho”, tentando relacioná-lo, desde a colonização até a contemporaneidade. Entendo que talvez, este seria o maior problema que vai provocar todas essas e outras manifestações.

 

A sociedade brasileira, de acordo com estudiosos, no assunto, está composta por desafios e manifestações em todos os âmbitos, seja no espaço urbano, seja no espaço rural. Essas alterações se refletem frente ao mundo do “trabalho”, como estrutura e prática de regulação, na esfera pública, onde se definem as medidas de igualdade social e as várias mudanças no mundo. Se colocarmos, juntos "cidade e trabalho", ou “trabalho e cidade” um não pode se separar do outro.

 

São várias as formas de ver e de narrar à história do trabalho, ou seja, as discussões contribuem para a contemporaneidade, onde trazem estudos relacionados às crises. Quando refletimos sobre a migração, por exemplo, os motivos que a provocam, qual a idéia que estas pessoas têm, ou ainda que a discussão de raça seja muito emblemática, ou seja, não é a raça que vai determinar e sim o espaço da cidade que, ao mesmo tempo em que concentra riqueza e pobreza é vista como cidade globalizada.

 

As políticas (formas de organizações) devem ser planejadas nas cidades, ou em qualquer território, como uma política de “empreendedorismo” com todas suas dificuldades e ou crises. Muitas vezes estas são causadas, ou representadas pelas formas de trabalho não assalariado e a precarização.

 

E aí, eu quero abrir um “adendo”, em relação a toda essa polêmica, instalada, a respeito das várias administrações de SRN, onde me parece, não há um orçamento participativo (se eu estiver enganada, que me corrijam) e fazer um “linque” com a situação histórica desde a colonização, com o trabalho do negro, até os dias atuais, lembrando que os Estados Unidos tiveram uma povoação anglo-saxônica, enquanto que o Brasil , um povoamento de exploração.

 

Milton Santos afirma que o tempo e o espaço é uma questão relacionada à materialidade, tecnicamente, ligada ao homem e a natureza e que este cria seu próprio “tempo” e seu próprio “espaço”. Conforme este, as ações dos sujeitos, ou seja, a técnica, que é o produto da prática humana, se insere, materialmente, no "espaço" e no "tempo", carregando a potencialidade de expressão e a própria realização objetiva da sociedade. Como exemplo, a questão divisória de território, como característica dos E.U.A, onde havia a divisão territorial por raça, enquanto que no Brasil essa divisão é por classe social, ou seja, nas grandes metrópoles, há os bairros de ricos e os bairros de pobres.

 

Com base nessa afirmação, eu quero chamar a atenção do internauta que se identificou como descendente de escravo, para o grande marco da história, deixado por Zumbi, no Quilombo dos Palmares, que, ao longo do tempo ainda é visto como uma das maiores expressões de coragem, em busca por “espaços” (oportunidades), onde este operou mudanças consideráveis, e provocou transformações na história dos escravos, em âmbito social e territorial, em outras palavras “trabalho e política” que são os elementos da ação humana. (Esta política, a qual me refiro, não é a partidária, e sim aquela de organização e planejamento social).

 

O desenvolvimento desigual estabelece a discussão e os conteúdos políticos que abrangem as relações entre espaço, ou seja, globalizados, ou não, mas aquelas dos espaços locais. E daí toda uma discussão a respeito das administrações, em SRN, que hoje guarda espaços, ao mesmo tempo de 1º mundo, com seus prédios em estrutura moderna, com os do 3º mundo, o que vamos chamar de impacto do capitalismo, que ao mesmo tempo, concentra riqueza e pobreza.

 

Como se vê, a história não é apenas contada, ou seja, é uma escala de desenvolvimento desigual.  Weber vai dizer que, apesar de não ser uma verdade absoluta, a ética católica, considerada conservadora, em meados do século XIX vai dizer para seus membros que o paraíso pode existir, e que estes podem não ter nada, aqui na terra, mas podem alcançá-lo, quando morrer, tornando-os resignados, ou seja, conformados, enquanto que para os evangélicos a felicidade vem por meio do dinheiro, e que estes precisam ter propriedades privadas, aqui na terra para alcançarem a felicidade.

 

Partindo do pressuposto de que o trabalho é responsável por todas essas mudanças e que este vai definir todas as questões sociais e os problemas que se manifestam no espaço urbano, é que podemos afirmar: "o trabalho muda, a questão social também muda". O que não podemos é nos resignar.

 

Portanto, conclui-se que o “espaço” e toda ação realizada pelos sujeitos, através de diferentes processos, que são realizados na sociedade, como um todo, de certa forma, ao decorrer da história e, de acordo com esta, a sociedade passa por momentos de desenvolvimento, transformação e desvalorização num determinado “espaço”, o que vai determinar, ou conduzir também para uma expressão da globalização em determinadas esferas desiguais.

 

Se tivermos essa visão sociológica, vamos entender que as nossas outoridades ou os nossos políticos devem pelo menos, tentar desenvolver a técnica de transformar a subjetividade pessoal que é ter uma visão de sociedade. As pessoas devem sim, cobrar o seu espaço, uma vez que a temporalidade influi na totalidade e muitas vezes essa relação está muito nítida em nossa SRN, sendo um movimento histórico. Ao mesmo tempo em que percebemos que essa totalidade teve muito tempo para transformar este “espaço”, e que o positivismo separa o tempo e “espaço” da “técnica”, o que vai nos obrigar a deparar com uma paisagem, definida, em seu significado, como essa da "praça" do bairro D. Umbelina, mostrada neste Portal. Na administração passada, foram oito longos anos, e essa já está no seu segundo e, no entanto, ainda não houve um “tempo” para se modificar, aquele “espaço”.

 

Por outro lado, estou observando, também os movimentos, feitos, por pessoas que não são do meio político, em relação à criação de lojas, e outros bens de consumo, necessários, e vejo que a população se manifesta para que ocorram mudanças no "espaço", aonde estas vão se transformando em oportunidades. Esse processo é o que os estudiosos vão chamar de "refilantropia" - a comunidade se responsabilizando por seus problemas, contribuindo, assim com o desenvolvimento sustentável, onde estes devem desenvolver também projetos, como quermesses, parcerias com empresas e afins e vá proporcionar aquilo que iremos chamar de luta pela igualdade social ou pelo, menos minimizar a vulnerabilidade.

 

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.