enho observado, e
não é de agora, a
forma como os
internautas usam
este espaço cedido
pelo Portal. As
críticas as ofensas,
superam os elogios.
Mas, também tenho
observado que não é
somente neste espaço
e sim em muitos
outros: na net, nas
revistas de maiores
circulação, como é o
caso da Veja e
outras.
Como de vez em
quando sou vítima,
pois sem perceber,
aos poucos fui me
tornando uma pessoa
pública, resolvi
fazer algumas
indagações. Lya Luft,
colunista da revista
“Veja” também
abordou o assunto, o
qual intitulou:
Respeito é bom.
Em sua fala esta
destaca: “Sendo
humanos, homens,
mulheres e crianças,
somos ainda animais
predadores, querendo
ocupar espaço a
patadas. A gente
precisa ser
domesticado desde o
dia em que nasce”.
Achei de tamanha
ousadia e falta de
respeito, de uma
“coronelina” ao usar
este veículo de
comunicação, para me
julgar,
atribuindo-me
adjetivos, como por
exemplo, “arrogante”
e “metida” quando
estes não estão
presentes em meu
comportamento, ao
presenciar uma fala,
minha e de minha
amiga de infância,
Regina, 1ª Dama de
Coronel, quando em
sua residência, onde
esta oferecia aos
amigos um almoço e
relembrávamos de
momentos de nossa
adolescência,
marcada por muitas
realizações e
artimanhas.
Costumo falar com
propriedade e
sabedoria e não com
“arrogância”. Talvez
o meu comportamento,
tenha de certa forma
lhe frustrado. De
acordo com Saffiot
em seu livro
“Gênero Patriarcado
e Violência”,
onde esta relata que
o ser humano não é
perfeito. Seria o
caso de pedir
desculpa? Pois
obviamente, se nutre
a perspectiva de
agradar. Se isto não
ocorrer, como todo
sujeito, também sou
um membro da
sociedade, sujeita a
mudança, em termos
reformulados e da
própria concepção da
História, como
também, da minha
história.
Por outro lado,
entendo que sua
falta de respeito se
estendeu também ao
casal anfitrião, já
que esta, não soube
fazer a política,
que era preservar
tais fatos,
guardando sigilo, já
que nos fazíamos
presentes, em sua
residência, a seu
convite, ou por
fazer parte do
quadro de amigos da
atualidade e de
outrora, ou por
qualquer outra
razão.
Um dos provérbios,
que é carregado de
veneno, diz o
seguinte:
respeito é bom e eu
gosto. Todos
nós gostamos, mas o
que eu não entendo é
esta falta de
respeito destas
pessoas que
aproveitam de
espaços, onde estes
não se identificam e
abusa do seu lado
covarde maldoso e
agressivo.
Certo
leitor, da Revista
Veja, escreveu o
seguinte sobre Dilma
Rousseff:
“Primeiro a Dilma
Rouseff foi vendida
como a supergerente,
a doutora sabe-tudo,
a mãe do PAC, a que
bate o porrete na
mesa, que sabe falar
duro, que faz chorar
(literalmente) os
“homens meigos” que
a cercam. Não deu!
Com a doença, vimos
a Dilma heroína,
humana, gente como a
gente, que se
emociona, que
chora.... Também não
foi o bastante, (…)
Até agora, os magos
não conseguiram uma
forma de mandar a
verdadeira Dilma à
clandestinidade para
disputar a eleição
com uma Dilma falsa.
Também no “Portal”,
como é do
conhecimento de
todos, há muitas
pessoas se
digladiando. Muitos
usam o espaço não
só para o debate,
mas sim para
proferir ataques e
provocações.
Em tempos
contemporâneos, esse
tipo de atitude não
é mais permitido,
até mesmo por que, à
medida que a
humanidade avança
não há mais espaço e
nem necessidade
dessa disputa que só
emburrece e idiotisa
as pessoas que
deveriam se portar
com civilidade.
A modernidade
permite um avanço
muito grande na
contemporaneidade e
nós precisamos de
outro tipo de
cultura, outro
comportamento, ou
seja, precisamos de
uma nova leitura.
Precisamos que haja
um novo processo de
busca, por um novo
espaço, já que hoje
temos mais
ferramentas para o
conhecimento.
Se agirmos como
estas pessoas, ou
ficarmos calados
diante de tais
situações, não
haverá
transformações, não
haverá avanços, e a
sociedade vai sempre
ficar com esta ideia
de que não vai muito
além.
A transformação da
realidade é um
processo diário.
Sabemos que ninguém
muda da noite para o
dia, mas eu acredito
que num processo
histórico, essas
pessoas podem vir a
mudar. Há que ter
uma bagagem
anterior, ou seja,
uma caminhada, um
percurso. Em toda
realidade, bem como,
para toda relação, é
necessário um
início, um percurso.
Se partirmos do
pressuposto de que
isso é universal e
não particular,
vamos entender que
estas pessoas ainda
estão ligadas à mãe,
ao pai, ou seja, a
todo um processo em
que esta foi criada.
A verdade é que nós
nunca estamos
prontos para criar e
para conhecer
melhor. A humanidade
vai tendo saltos por
conta das criações e
construções. Mais
esses saltos ainda
são muito pequenos e
carregados de
preconceitos,
principalmente com
as mulheres. E
quando esse
preconceito vem de
outra mulher, é mais
perigoso ainda.
Nós mulheres damos
nossa colaboração,
dando nossa
melancólica parcela
no jeito como nos
portamos, nos
vestimos, como
agimos no trivial,
ou quando estamos no
poder, qualquer
poder e aí
provocamos inveja,
ciúmes e ameaça de
invasão de
territórios.
Precisamos
reconstruir algo
novo, particular,
individual, sem nos
desconectarmos do
todo, ou seja, do
universo. Entender o
porquê dessa
rebeldia, dessas
críticas que agridem
e desencadeiam esse
processo.
Augusto Cury,
em seu livro: “De
gênio e louco todo
mundo tem um pouco”,
relata: “O
conhecimento é a
única ferramenta que
nos retira da
condição de servos
do sistema social e
nos torna autores da
história, pelo menos
da nossa história”.
Em sua opinião, os
jovens de hoje e do
futuro não poderão
ser repetidores de
idéias, mas
pensadores. Estes
precisam se nutrir
com um cardápio de
conhecimento para
desenvolver a
consciência crítica,
a solidariedade, o
altruísmo, a
capacidade de pensar
antes de reagir, de
pensar em longo
prazo, de expor e
não impor as suas
idéias, de se
colocar no lugar dos
outros, de respeitar
as diferenças e se
tornar um ser
responsável.
Precisam libertar a
criatividade para
fazer críticas e dar
respostas
inteligentes aos
graves problemas que
hoje se desenham.
Precisam se tornar
seres humanos sem
fronteiras, capazes
de pensar na família
humana e não sair
por aí agredindo as
pessoas que de certa
forma, contribuem
para o
enriquecimento e a
valorização do
ambiente em que
estes vivem.
Muitas coisas podem
contribuir para esse
desenvolvimento, em
se tratando de SRN,
Coronel José Dias e
região. Sabemos que
muitas pessoas,
foram atrás desse
conhecimento, se
tornando filhos
ilustres e
oferecendo, até
mesmo por meio deste
jornal, uma grande
contribuição para
isso, não
desmerecendo,
àqueles que
permanecem e que
também dão a sua
contribuição.
Portanto caros
leitores, quero
dizer a vocês que
precisamos urgente
de um projeto de
transformação dessa
sociedade na direção
de uma democracia
integral. Este
artigo tem este
objetivo. Propõe-se
a combinar “macros”
e “micros”
processos, a fim de
avançar neste
objetivo. Talvez
sozinhos, não
tenhamos esse poder,
mas, a minha
vontade, aqui
esposada, traz em
seu bojo uma
potencial crítica,
bastante capaz de
apontar caminhos,
trilhas, picadas
para se atingir o
alvo expresso e
desejado, ou seja, a
democracia plena.
Sei que isto não
basta; é preciso
saber usar das
melhores estratégias
em cada momento, o
que cabe ao leitor
julgar criar e
realizar.
Este espaço, que
hora lhes é
oferecido, é uma boa
estratégia, e deverá
ser debatido e
discutido, já que
muitos temas
polêmicos e
relevantes são
levantados e
discorridos. Deverá
ser usado da melhor
forma possível, para
que os leitores
enriqueçam cada dia
mais o seu
conhecimento,
aumentando, assim, o
poder do debate e da
construção, para que
estes tenham sempre
o prazer de acessar
ou de folhear um
meio de comunicação.
Senão, deixaremos
uma péssima herança
para as gerações
futuras, ou teremos
que nos depararmos
com situações em que
somos obrigados a
conviver como é o
exemplo da perda de
um dos maiores
“cartunistas” de
todos os tempos,
Glauco Vilas Boas,
de 53 anos,
assassinado na
madrugada de
sexta-feira,
juntamente com seu
filho Raoni, de 25
anos em Osasco,
região metropolitana
de São Paulo.
Cronista do jornal
“Folha de São
Paulo”, onde era
considerado, por
seus colegas de
trabalho, como uma
das pessoas mais
inteligentes do meio
cultural. Uma figura
singular. Uma perda
irreparável para a
cultura do país, o
qual uma pessoa
doente, dizima não
se sabe por que, a
sua vida deixando a
cultura brasileira e
a imprensa em geral,
enlutada.
Apesar dos pesares,
façamos um brinde a
liberdade de
imprensa e a
expressão de
pensamento, mas que
esta nunca seja
usada para agredir e
desrespeitar o seu
próximo,
principalmente
aqueles, que de uma
forma ou de outra,
contribuem para uma
sociedade mais
justa.
Um brinde à
democracia, para que
esta seja sempre
preservada e
exercida por todos
os cidadãos e
cidadãs.
E finalmente!
Um brinde aos
futuros líderes que
sonham e batalham
por um mundo melhor,
não se deixando
abater jamais.
Luma, Lucineide Maria.