Mulher...
Que
traz beleza e luz
aos dias mais
difíceis
Que
divide sua alma em
duas
Para
carregar tamanha
sensibilidade e
força
Que
ganha o mundo com a
sua coragem
Que
traz paixão no olhar
Mulher,
Que
luta pelos seus
ideais,
Que
dá a vida pela sua
família
Mulher,
Que
ama
incondicionalmente
Que
se arruma e se
perfuma, que vence o
cansaço
Mulher,
Que
chora e que ri
Mulher que sonha...
Depois de alguns
textos em defesa da
mulher, não poderia
deixar de
felicitá-las neste
dia considerado “O
Dia Internacional da
Mulher”. Mas não
podemos esquecer,
jamais, que este dia
foi criado após um
ato covarde,
desumano e de total
violência, contra a
mulher, quando em 08
de março de 1857, em
Nova Iorque,
mulheres operárias
que lutavam pelos
seus direitos como:
melhoria de salário;
melhores condições
de trabalho; redução
de carga horária;
equiparação de
salário com os dos
homens e tratamento
digno dentro do
ambiente de
trabalho.
A manifestação foi
reprimida com brutal
violência. As
mulheres foram
trancadas dentro da
fábrica, que foi
incendiada.
Aproximadamente 130
tecelãs morreram
carbonizadas.
No ano de 1910,
durante uma
conferência na
Dinamarca, ficou
decidido que aquela
data passaria a ser
“O Dia Internacional
da Mulher” em
homenagem a estas
guerreiras que
morreram na luta
pelos seus direitos.
Mas somente em 1975,
através de um
decreto, a data foi
oficializada pela
ONU (Organização das
Nações Unidas).
O objetivo da data
não seria apenas
comemorar, e sim dar
continuidade na
luta. É por isso que
na maioria dos
países, realizam-se
conferências,
debates e reuniões,
cujo objetivo é
discutir o papel da
mulher na sociedade
contemporânea. O
esforço é para
diminuir, e quem
sabe um dia acabar,
com o preconceito e
a desvalorização da
mulher.
Mesmo com todos os
avanços, elas ainda
sofrem, em muitos
locais, com salários
baixos, violência
masculina, jornada
excessiva de
trabalho e
desvantagem na
carreira
profissional. Muito
foi conquistado, mas
muito ainda há para
ser modificado nesta
história.
Contudo, neste texto
quero citar algumas
grandes mulheres que
ficaram na história
do Brasil e do
mundo, em diversas
épocas e contextos.
Sensibilidade e
firmeza; intuição e
tenacidade; coragem
e capacidade de
doar-se, são
características que
estão presentes nos
exemplos. Trata-se
de uma homenagem,
mas também de
exemplos para a
nossa prática, de
homens e mulheres
que queremos tornar
o mundo um lugar
melhor para todos,
sem distinção.
Uma delas é
Bertha Lutz, que
nasceu em São Paulo,
em 1894 e foi uma
das figuras
pioneiras do
feminismo no Brasil.
Chiquinha Gonzaga,
Francisca Edwiges
Neves Gonzaga nasceu
no Rio de Janeiro em
17 de outubro de
1847,
transformando-se na
maior personalidade
feminina da história
da música
brasileira.
Dandara,
que foi a primeira e
única mulher de
Zumbí , o líder do
Quilombo dos
Palmares, onde
chegou a viver mais
de 50 mil pessoas.
Para esta, o ideal
de liberdade estava
acima de tudo e de
todos.
Joana D'arc,
(Jeanne D'arc, em
francês), a santa
padroeira da França,
nasceu em 6 de
janeiro. Descendente
de camponeses, aos
treze anos,
praticamente
analfabeta, alegava
ouvir vozes sagradas
que a orientaram a
lutar para salvar a
França dos ingleses.
Sua missão: coroar o
prícipe herdeiro do
trono , Carlos.
Mercede Sosa,
nasceu em 9 de julho
de 1935 na cidade de
San Miguel de
Tucumán, Argentina,
na mesma cidade onde
foi assassinada. Foi
uma árdua defensora
do Pan-americanismo
e da integração dos
povos da América
latina.
Olga Benário
Prestes,
nasceu em Munique,
Alemanha, em 12 de
fevereiro de 1908.
Foi fundamental para
o partido comunista
no Brasil. Morta por
um gás letal, no
campo de extermínio
em Bernburb, em 23
de abril de 1942.
Sua morte não apagou
da memória coletiva
seu exemplo de luta,
dedicaçõa e
sacrifício por um
ideal.
Rachel de Queiroz,
nasceu em Fortaleza
– Ce, no dia 17 de
novembro de 1910,
foi a primeira
mulher a ingressar
na Academia
Brasileira de
Letras, eleita em
1977. Em 1993,
recebeu dos governos
do Brasil e de
Portugal, o Prêmio
Camões e da União
Brasileira de
Escritores, o Juca
Pato.
Em SRN, a nossa
cidade maravilhosa,
quero parabenizar,
em especial, a minha
colega de profissão,
Claúdia Macêdo,
apesar de não a
conhecê-la, pelo
exelente trabalho,
cujo a programação e
o convite
encontram-se neste
jornal.
A
todas essas mulheres
e a muitas outras
que, também fizeram
história, e aquelas
que deram as suas
vidas e as que
continuam na luta
por seus ideais, as
que se destacaram e
as que continuam
anônimas, exercendo
os diferentes papeis
que lhe são
atribuídos e todas
as mulheres , em
geral, o meu sincero
e
“Feliz Dia
Internacional da
Mulher “.
Luma, Lucineide Maria.