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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


O dia Internacional da Mulher

lumasoliver@yahoo.com.br


Mulher...

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis

Que divide sua alma em duas

Para carregar tamanha sensibilidade e força

Que ganha o mundo com a sua coragem

Que traz paixão no olhar

Mulher,

Que luta pelos seus ideais,

Que dá a vida pela sua família

Mulher,

Que ama incondicionalmente

Que se arruma e se perfuma, que vence o cansaço

Mulher,

Que chora e que ri

Mulher que sonha...

 

Depois de alguns textos em defesa da mulher, não poderia deixar de felicitá-las neste dia considerado “O Dia Internacional da Mulher”. Mas não podemos esquecer, jamais, que este dia foi criado após um ato covarde, desumano e de total violência, contra a mulher, quando em 08 de março de 1857, em Nova Iorque, mulheres operárias que lutavam pelos seus direitos como: melhoria de salário; melhores condições de trabalho; redução de carga horária; equiparação de salário com os dos homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

 

A manifestação foi reprimida com brutal violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

 

No ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que aquela data passaria a ser “O Dia Internacional da Mulher” em homenagem a estas guerreiras que morreram na luta pelos seus direitos. Mas somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

 

O objetivo da data não seria apenas comemorar, e sim dar continuidade na luta. É por isso que na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões, cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade contemporânea. O esforço é para diminuir, e quem sabe um dia acabar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.

 

Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagem na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 

Contudo, neste texto quero citar algumas grandes mulheres que ficaram na história do Brasil e do mundo, em diversas épocas e contextos.

 

Sensibilidade e firmeza; intuição e tenacidade; coragem e capacidade de doar-se, são características que estão presentes nos exemplos. Trata-se de uma homenagem, mas também de exemplos para a nossa prática, de homens e mulheres que queremos tornar o mundo um lugar melhor para todos, sem distinção.

 

Uma delas é Bertha Lutz, que nasceu em São Paulo, em 1894 e foi uma das figuras pioneiras do feminismo no Brasil.

 

Chiquinha Gonzaga, Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847, transformando-se na maior personalidade feminina da história da música brasileira.

 

Dandara, que foi a primeira e única mulher de Zumbí , o líder do Quilombo dos Palmares, onde chegou a viver mais de 50 mil pessoas. Para esta, o ideal de liberdade estava acima de tudo e de todos.

 

Joana D'arc, (Jeanne D'arc, em francês), a santa padroeira da França, nasceu em 6 de janeiro. Descendente de camponeses, aos treze anos, praticamente analfabeta, alegava ouvir vozes sagradas que a orientaram a lutar para salvar a França dos ingleses. Sua missão: coroar o prícipe herdeiro do trono , Carlos.

 

Mercede Sosa, nasceu em 9 de julho de 1935 na cidade de San Miguel de Tucumán, Argentina, na mesma cidade onde foi assassinada. Foi uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América latina.

 

Olga Benário Prestes, nasceu em Munique, Alemanha, em 12 de fevereiro de 1908. Foi fundamental para o partido comunista no Brasil. Morta por um gás letal, no campo de extermínio em Bernburb, em 23 de abril de 1942. Sua morte não apagou da memória coletiva seu exemplo de luta, dedicaçõa e sacrifício por um ideal.

 

Rachel de Queiroz, nasceu em Fortaleza – Ce, no dia 17 de novembro de 1910, foi a primeira  mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, eleita em 1977. Em 1993, recebeu dos governos do Brasil e de Portugal, o Prêmio Camões e da União Brasileira de Escritores, o Juca Pato.

 

Em SRN, a nossa cidade maravilhosa, quero parabenizar, em especial, a minha colega de profissão, Claúdia Macêdo, apesar de não a conhecê-la, pelo exelente trabalho, cujo a programação e o convite encontram-se neste jornal.

 

A todas essas mulheres e a muitas outras que, também fizeram história, e aquelas que deram as suas vidas e as que continuam na luta por seus ideais, as que se destacaram e as que continuam anônimas, exercendo os diferentes papeis que lhe são atribuídos e todas as mulheres , em geral, o meu sincero e “Feliz Dia Internacional da Mulher “.

 

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.