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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


Cuidado! Não se deixe enganar

lumasoliver@yahoo.com.br


Tiradentes, considerado “o mártir da independência” foi enforcado em 21 de abril de 1792. Duzentos anos, após a sua morte, em comemorações do bicentenário, foi divulgada com mais clareza a informação de que aquele herói parecido com Jesus Cristo nunca existiu.

 

Documentos comprovam que em sua casa foram encontradas duas navalhas e um espelho. Sabemos

que, naquela época, os presos eram proibidos de usar barbas e cabelos longos. Além disso Tiradentes era militar, e no seu regimento, exigia cabelo curto e rosto escanhoado.

 

Os livros escolares, mostram uma figura magra, sem camisa, cabelos e barbas longas, olhos tristes e profundos, ou seja, uma imagem bem reproduziada, pois os artistas, ávidos por esculpir um mártir capaz de facilitar a mobilização política, deram-lhe o aspecto de cristo, sacrificado pelos ramaonos.

 

Pois bem, caro leitor, ao imaginar a figura de Tiradentes, como nos livros escolares, ou seja, magro, sem camisa, cabelos e barbas longas, olhos tristes e profundos, você é vítima de uma empulhação. Mas mesmo com toda essa informação histórica, comprovada em documentos, não será fácil para você mudar essa figura, manipulada e propagada ao longo do tempo pelos meios de comunicação.

 

A verdade é que também fomos enganados nos bancos escolares, ou seja, feitos de bobos. Também é verdade que continuamos, no nosso dia a dia, encenando esse incômodo papel, que é de sermos enganados por ideias e outros personagens, com a barba de Tiradentes.

 

2010 é ano eleitoral. Com certeza aparecerão muitos Tiradentes por aí, querendo enganar você eleitor. Eleição sempre foi um serviço de profissional, não existindo mais espaço para amadorismo. Portanto antes de decidir se você vai ou não continuar lendo este artigo, responda a seguinte questão: Você gosta de ser enganado? Se a sua resposta for “sim” pode parar por aqui mesmo, pois vai perder o seu tempo se continuar a leitura. Mas se você não gosta de ser feito de bobo aqui vão algumas dicas. Depois não reclame.

 

Nesse exato momento em que está lendo este parágrafo, há um batalhão de políticos tentando abocanhar o seu voto. Alguém poderá estar lhe trapaceando, ou seja, lhe seduzindo, ou por meio de uma promessa ou por meio da publicação de uma obra eleitoreira. Muitos poderão estar, até mesmo , usando este meio de comunicação para se auto-promoverem, portanto você está correndo um sério risco de ser passado por bobo

 

Mas eu tenho uma boa ideia, neste exato momento em que está lendo este parágrafo, você vai começar a conhecer alguns sergredos, onde poderá evitar que algumas armadilhas, preparadas por esse bando de políticos, corruptos, que ora se preparam para as eleições, principalmente a de presidente da República, onde milhõpes de eleitores, são cobiçados.

 

Suponhamos que você entre numa loja para comprar um carro usado e aparece um vendedor muito elegante e escolado, com um papo muito agradável e convence você a comprar um excelente veículo que, apesar do preço mais baixop tem um ótimo desempenho, só teve um único dono e parece zero quilômetro. Logo na primeira viagem este começa a sair fumaça do motor. Você é obrigado a chamar o guincho e constata que comprou gato por lebre, ou seja uma geringonça, e lá se foi a sua economia de anos. Sua vontade é tomar satisfação com o vendedor e de também lhe enganar. Mas de quem é a culpa? Será que foi do vendedor. Claro que a culpa também é sua, pois na hora de comprar um carro deve-se levar um mecânico ou um motorista mais experiente, para que não acredites em falsas promessas.

 

Vivemos rodeados de vendedores com o poder de sedução, muitos deles, falsos e mentirosos.  Prometem a cura de doenças e até renascer cabelo, por exemplo, virilidade sexual jamais vista ou remédio para emagrecimento rápido sem fazer ginástica ou dieta alimentar.

 

Imagine as propagandas de televisão. Todas elas subestimam a nossa inteligência. Quem é que não sabe que o cigarro faz mal a saúde? Tente então lembrar de uma dessas propagandas do fumo, que geralmente mostram homens atletas, corpos culturais, dançando, pulando, andando de jet-ski, ou seja, paraecem mais que estão esbanjando juventude e esportividade. Tudo isso é para nos enganar e  para associarmos a imagem do cigarro não à morte ou à doença, e sim à beleza, à juventude e ao sucesso.

 

Imaginemos que um publicitário, ao invés de mulheres de biquini e homens de sunga na praia ensolarada, colocasse na tela um sujeito tossindo e cheio de olheiras com um cigarro na mão. Seria bem mais verdadeiro. Mas se isso ocorresse, certamente o publicitário seria despedido e a venda daquela marca seria despencada.

 

Os políticos também são vendedores. Vendem ideias. Alguns são verdadeiros, mas a maioria são charlatões. Quem não se lembra de Fernando Collor de Mello? Ele virou presidente por que milhões de brasileiros acreditaram que este lutaria contra a corrupção e caçaria os marajás, pois estas eram  algumas das suas promessas de campanha.. Acabou perdendo o cargo, sem pelo menos, completar o mandato, justamente por corrupção. Seus eleitores se sentiram, frustrados e enganados na sua boa fé.

 

Eleição é assunto sério, o voto é um ato de cidadania muito importante. Ao votar, a primeira recomendação é ter analisado e pensado com calma a quem vai dar o voto. Votar é escolher alguém, que se eleito, irá representar todos os seus eleitores. Votar, não é apenas escolher um candidato, colocar o voto na urna e pronto, acabou!

 

Um prefeito, um deputado, um governador ou até mesmo o presidente da República ganham um mandato da sociedade para trabalhar por esta sociedede, portanto, ao escolher um candidato, é fundamental pesquisar a sua história e os seus caminhos políticos.

 

Se tivéssemos procurado nos informar sobre o histórico de Collor, antes de darmos o nosso voto, poderíamos ter, pelo menos desconfiado, pois quando este foi governador em Alagoas estava envolvido em várias denúncias.

 

Ao comprar um candidato, devemos fazer, exatamente como se compra um carro usado: investigando o seu passado, testando, comparando, ou ouvindo conselhos, senão faremos papel de bobos se apenas prestarmos atenção às maravilhas do elegante vendedor.

 

Devemos ficar atentos às famosas frases: Nunca roubei; Deus me ama... Ganhei 500 vezes na loteria; Omisso? Eu?; Não penso, logo insisto; Estou falando a pura verdade.

 

Seremos espertos se descobrirmos um bom automóvel, ou um bom candidato, que seja capaz de exercer, com seriedade, seu mandato, pois ainda há bons carros usados assim como há bons políticos. A grande diferença é que ao compar um carro ruim, você pode trocá-lo em poucos dias, já um político tem um mandato que deve ser respeitado e vamos ter que aturá-lo por muitos anos. A escolha desastrada de um carro vai afetar somente você, enquanto que a escolha de um deputado, um presidente e demais, vai afetar uma comunidade inteira.

 

Nada vai garantir que depois de comprar um carro usado, devidamente investigado, ele não dê problema logo na primeira esquina. Mas o objetivo aqui é apenas alertar para a redução da probabilidade de erro e dar mais trabalho aos demagogos e mentirosos.

 

O fundamental é desconfiar e desconfiar de tudo e de todos, inclusive de mim mesma, que estou escrevendo este texto, principalmente se você não me conhece. Um determinado internauta, identificado como “Santos”, em um dos seus comentários no Mural de Recados, quando me referí aos projetos da Niede Guidon, abandonados, reportou que eu era muito boa apenas para latir e que cachorro que late não morde. Como diz o velho ditado. Mas eu quero dizer, também, que um bom cachorro caçador, quando anuncia a caça, ou seja quando dá uns bons latidos, é por que encontrou a caça. Portanto quero dizer ainda que o meu papel aqui, também é denunciar, apesar de correr o risco de omitir, aqui ou ali, ou enfatizar um nome para exercer a manipulação. Aliás, uma das melhores formas de revolução é através da denúncia, ou seja, do latido.

 

E aí eu me volto para SRN, a nossa querida cidade, onde passei mais de trinta dias e tive a oportunidade de ver de perto como ela está. No primeiro momento a sensação que dá é que esta, está deitada em berço esplêndido há muitos e muitos anos. Apenas abriu uma fresta do olho, agora com o governo de Pe. Herculano.

 

SRN hoje é considerada, por muitos internautas, a periferia de Teresina. Até achei esta comparação engraçada. Mas se formos analisar, ela é verdadeira, haja vista, tudo que se vai fazer, principalmente na área da saúde, é em Teresina. Já eu comparo SRN como uma cidae dinossauro, onde quase nada mudou, após vinte anos que eu moro em SP.

 

O grande problema que eu vejo, é que em SRN não existem mais grupos políticos fortes. Ali existe, apenas o grupo da família “Ferreira”, que corre um sério risco de retornar ao governo e a cidade a extinção.

 

A eleição de outubro pode ser a primeira em que para muitos jovens será a primeira vez em que vai votar, mas nem por isso deve votar em qualquer um. Seria constrangedor sair nas ruas com a cara pintada depois, pedindo o impeachment do sujeito ou sujeita que mereceu o seu voto.  Para se informar sobre o histórico dos candidatos, as suas propostas e promessas, você deve acompanhar os noticiários da imprensa nos próximos meses. Mas tome cuidado, pois nem tudo que sai publicado nas revistas e jornais pode-se confiar.

 

A imprensa é séria, mas precisamos ficar espertos para aqueles momentos em que , também esta faz campanha.  Na maioria das vezes os jornais e as revistas tentam seguir uma linha de independência, ou seja apartidarista e com distanciamento crítico, tentando cobrir com isenção todos os candidatos. Mas quando é a faixa verde amarela, ou seja, a faixa presidencial que está em jogo a coisa pode não ser tranquila. Os interesses passam a ser maiores do que as intenções, sendo assim, azar do (e)leitor que vai receber um noticiário inverso.

 

Portanto, repito, fique esperto. A primeira providência é saber interpretar as notícias, ou seja, aprender ler os jornais com uma perspectiva mais histórica, conhecendo um pouco sobre a origem e a trajetória de cada um destes, entendendo algumas características comuns a cada um.

 

Aprenda a ler os números de pesquisas eleitorais para não ser enganado pela aparência que os jornais, as vezes querem transformar em evidências. Consulte vários tipos de imprensa, nem sempre uma única fonte de informação pode estar dando a notícia de forma completa sem compromissos ou contaminações.

 

Lembre-se na democracia, nem toda maioria deve ser considerada correta. Para muitos estudiosos, toda maioria é burra.

 

 

Fonte: Como não ser enganado nas eleições

Gilberto Dimenstein.

 

 

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.