Tiradentes,
considerado “o
mártir da
independência” foi
enforcado em 21 de
abril de 1792.
Duzentos anos, após
a sua morte, em
comemorações do
bicentenário, foi
divulgada com mais
clareza a informação
de que aquele herói
parecido com Jesus
Cristo nunca
existiu.
Documentos comprovam
que em sua casa
foram encontradas
duas navalhas e um
espelho. Sabemos
que, naquela época,
os presos eram
proibidos de usar
barbas e cabelos
longos. Além disso
Tiradentes era
militar, e no seu
regimento, exigia
cabelo curto e rosto
escanhoado.
Os livros escolares,
mostram uma figura
magra, sem camisa,
cabelos e barbas
longas, olhos
tristes e profundos,
ou seja, uma imagem
bem reproduziada,
pois os artistas,
ávidos por esculpir
um mártir capaz de
facilitar a
mobilização
política, deram-lhe
o aspecto de cristo,
sacrificado pelos
ramaonos.
Pois bem, caro
leitor, ao imaginar
a figura de
Tiradentes, como nos
livros escolares, ou
seja, magro, sem
camisa, cabelos e
barbas longas, olhos
tristes e profundos,
você é vítima de uma
empulhação. Mas
mesmo com toda essa
informação
histórica,
comprovada em
documentos, não será
fácil para você
mudar essa figura,
manipulada e
propagada ao longo
do tempo pelos meios
de comunicação.
A verdade é que
também fomos
enganados nos bancos
escolares, ou seja,
feitos de bobos.
Também é verdade que
continuamos, no
nosso dia a dia,
encenando esse
incômodo papel, que
é de sermos
enganados por ideias
e outros
personagens, com a
barba de Tiradentes.
2010 é ano
eleitoral. Com
certeza aparecerão
muitos Tiradentes
por aí, querendo
enganar você
eleitor. Eleição
sempre foi um
serviço de
profissional, não
existindo mais
espaço para
amadorismo. Portanto
antes de decidir se
você vai ou não
continuar lendo este
artigo, responda a
seguinte questão:
Você gosta de ser
enganado? Se a sua
resposta for “sim”
pode parar por aqui
mesmo, pois vai
perder o seu tempo
se continuar a
leitura. Mas se você
não gosta de ser
feito de bobo
aqui vão algumas
dicas. Depois não
reclame.
Nesse exato momento
em que está lendo
este parágrafo, há
um batalhão de
políticos tentando
abocanhar o seu
voto. Alguém poderá
estar lhe
trapaceando, ou
seja, lhe seduzindo,
ou por meio de uma
promessa ou por meio
da publicação de uma
obra eleitoreira.
Muitos poderão
estar, até mesmo ,
usando este meio de
comunicação para se
auto-promoverem,
portanto você está
correndo um sério
risco de ser passado
por bobo.
Mas eu tenho uma boa
ideia, neste exato
momento em que está
lendo este
parágrafo, você vai
começar a conhecer
alguns sergredos,
onde poderá evitar
que algumas
armadilhas,
preparadas por esse
bando de políticos,
corruptos, que ora
se preparam para as
eleições,
principalmente a de
presidente da
República, onde
milhõpes de
eleitores, são
cobiçados.
Suponhamos que você
entre numa loja para
comprar um carro
usado e aparece um
vendedor muito
elegante e escolado,
com um papo muito
agradável e convence
você a comprar um
excelente veículo
que, apesar do preço
mais baixop tem um
ótimo desempenho, só
teve um único dono e
parece zero
quilômetro. Logo na
primeira viagem este
começa a sair fumaça
do motor. Você é
obrigado a chamar o
guincho e constata
que comprou gato
por lebre,
ou seja uma
geringonça, e lá
se foi a sua
economia de anos.
Sua vontade é tomar
satisfação com o
vendedor e de também
lhe enganar. Mas de
quem é a culpa? Será
que foi do vendedor.
Claro que a culpa
também é sua, pois
na hora de comprar
um carro deve-se
levar um mecânico ou
um motorista mais
experiente, para que
não acredites em
falsas promessas.
Vivemos rodeados de
vendedores com o
poder de sedução,
muitos deles, falsos
e mentirosos.
Prometem a cura de
doenças e até
renascer cabelo, por
exemplo, virilidade
sexual jamais vista
ou remédio para
emagrecimento rápido
sem fazer ginástica
ou dieta alimentar.
Imagine as
propagandas de
televisão. Todas
elas subestimam a
nossa inteligência.
Quem é que não sabe
que o cigarro faz
mal a saúde? Tente
então lembrar de uma
dessas propagandas
do fumo, que
geralmente mostram
homens atletas,
corpos culturais,
dançando, pulando,
andando de jet-ski,
ou seja, paraecem
mais que estão
esbanjando juventude
e esportividade.
Tudo isso é para nos
enganar e para
associarmos a imagem
do cigarro não à
morte ou à doença, e
sim à beleza, à
juventude e ao
sucesso.
Imaginemos que um
publicitário, ao
invés de mulheres de
biquini e homens de
sunga na praia
ensolarada,
colocasse na tela um
sujeito tossindo e
cheio de olheiras
com um cigarro na
mão. Seria bem mais
verdadeiro. Mas se
isso ocorresse,
certamente o
publicitário seria
despedido e a venda
daquela marca seria
despencada.
Os políticos também
são vendedores.
Vendem ideias.
Alguns são
verdadeiros, mas a
maioria são
charlatões. Quem não
se lembra de
Fernando Collor de
Mello? Ele virou
presidente por que
milhões de
brasileiros
acreditaram que este
lutaria contra a
corrupção e
caçaria os
marajás, pois
estas eram algumas
das suas promessas
de campanha.. Acabou
perdendo o cargo,
sem pelo menos,
completar o mandato,
justamente por
corrupção. Seus
eleitores se
sentiram, frustrados
e enganados na sua
boa fé.
Eleição é assunto
sério, o voto é um
ato de cidadania
muito importante. Ao
votar, a primeira
recomendação é ter
analisado e pensado
com calma a quem vai
dar o voto. Votar é
escolher alguém, que
se eleito, irá
representar todos os
seus eleitores.
Votar, não é apenas
escolher um
candidato, colocar o
voto na urna e
pronto, acabou!
Um prefeito, um
deputado, um
governador ou até
mesmo o presidente
da República ganham
um mandato da
sociedade para
trabalhar por esta
sociedede, portanto,
ao escolher um
candidato, é
fundamental
pesquisar a sua
história e os seus
caminhos políticos.
Se tivéssemos
procurado nos
informar sobre o
histórico de Collor,
antes de darmos o
nosso voto,
poderíamos ter, pelo
menos desconfiado,
pois quando este foi
governador em
Alagoas estava
envolvido em várias
denúncias.
Ao comprar um
candidato, devemos
fazer, exatamente
como se compra um
carro usado:
investigando o seu
passado, testando,
comparando, ou
ouvindo conselhos,
senão faremos papel
de bobos se
apenas prestarmos
atenção às
maravilhas do
elegante vendedor.
Devemos ficar
atentos às famosas
frases:
Nunca
roubei; Deus me
ama... Ganhei 500
vezes na loteria;
Omisso? Eu?; Não
penso, logo insisto;
Estou falando a pura
verdade.
Seremos espertos se
descobrirmos um bom
automóvel, ou um bom
candidato, que seja
capaz de exercer,
com seriedade, seu
mandato, pois ainda
há bons carros
usados assim como há
bons políticos. A
grande diferença é
que ao compar um
carro ruim, você
pode trocá-lo em
poucos dias, já um
político tem um
mandato que deve ser
respeitado e vamos
ter que aturá-lo por
muitos anos. A
escolha desastrada
de um carro vai
afetar somente você,
enquanto que a
escolha de um
deputado, um
presidente e demais,
vai afetar uma
comunidade inteira.
Nada vai garantir
que depois de
comprar um carro
usado, devidamente
investigado, ele não
dê problema logo na
primeira esquina.
Mas o objetivo aqui
é apenas alertar
para a redução da
probabilidade de
erro e dar mais
trabalho aos
demagogos e
mentirosos.
O fundamental é
desconfiar e
desconfiar de
tudo e de todos,
inclusive de mim
mesma, que estou
escrevendo este
texto,
principalmente se
você não me conhece.
Um determinado
internauta,
identificado como
“Santos”, em um dos
seus comentários no
Mural de Recados,
quando me referí aos
projetos da Niede
Guidon, abandonados,
reportou que eu era
muito boa apenas
para latir e
que cachorro que
late não morde.
Como diz o velho
ditado. Mas eu quero
dizer, também, que
um bom cachorro
caçador, quando
anuncia a caça,
ou seja quando dá
uns bons latidos,
é por que encontrou
a caça.
Portanto quero dizer
ainda que o meu
papel aqui, também é
denunciar, apesar de
correr o risco de
omitir, aqui ou ali,
ou enfatizar um nome
para exercer a
manipulação. Aliás,
uma das melhores
formas de revolução
é através da
denúncia, ou seja,
do latido.
E aí eu me volto
para SRN, a nossa
querida cidade, onde
passei mais de
trinta dias e tive a
oportunidade de ver
de perto como ela
está. No primeiro
momento a sensação
que dá é que esta,
está deitada em
berço esplêndido há
muitos e muitos anos.
Apenas abriu uma
fresta do olho,
agora com o governo
de Pe. Herculano.
SRN hoje é
considerada, por
muitos internautas,
a periferia
de Teresina. Até
achei esta
comparação
engraçada. Mas se
formos analisar, ela
é verdadeira, haja
vista, tudo que se
vai fazer,
principalmente na
área da saúde, é em
Teresina. Já eu
comparo SRN como uma
cidae dinossauro,
onde quase nada
mudou, após vinte
anos que eu moro em
SP.
O grande problema
que eu vejo, é que
em SRN não existem
mais grupos
políticos fortes.
Ali existe, apenas o
grupo da família
“Ferreira”, que
corre um sério risco
de retornar ao
governo e a cidade a
extinção.
A eleição de outubro
pode ser a primeira
em que para muitos
jovens será a
primeira vez em que
vai votar, mas nem
por isso deve votar
em qualquer um.
Seria constrangedor
sair nas ruas com a
cara pintada depois,
pedindo o
impeachment do
sujeito ou sujeita
que mereceu o seu
voto. Para se
informar sobre o
histórico dos
candidatos, as suas
propostas e
promessas, você deve
acompanhar os
noticiários da
imprensa nos
próximos meses. Mas
tome cuidado, pois
nem tudo que sai
publicado nas
revistas e jornais
pode-se confiar.
A imprensa é séria,
mas precisamos ficar
espertos para
aqueles momentos em
que , também esta
faz campanha. Na
maioria das vezes os
jornais e as
revistas tentam
seguir uma linha de
independência, ou
seja apartidarista e
com distanciamento
crítico, tentando
cobrir com isenção
todos os candidatos.
Mas quando é a faixa
verde amarela, ou
seja, a faixa
presidencial que
está em jogo a coisa
pode não ser
tranquila. Os
interesses passam a
ser maiores do que
as intenções, sendo
assim, azar do
(e)leitor que vai
receber um
noticiário inverso.
Portanto, repito,
fique esperto. A
primeira providência
é saber interpretar
as notícias, ou
seja, aprender ler
os jornais com uma
perspectiva mais
histórica,
conhecendo um pouco
sobre a origem e a
trajetória de cada
um destes,
entendendo algumas
características
comuns a cada um.
Aprenda a ler os
números de pesquisas
eleitorais para não
ser enganado pela
aparência que os
jornais, as vezes
querem transformar
em evidências.
Consulte vários
tipos de imprensa,
nem sempre uma única
fonte de informação
pode estar dando a
notícia de forma
completa sem
compromissos ou
contaminações.
Lembre-se na
democracia, nem toda
maioria deve ser
considerada correta.
Para muitos
estudiosos, toda
maioria é burra.
Fonte: Como não ser
enganado nas
eleições
Gilberto Dimenstein.
Luma, Lucineide Maria.