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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


A adversidade

lumasoliver@yahoo.com.br


A ideia de um mundo globalizado, ainda é muito confusa para a maioria das pessoas. Clovis Brigagão e Gilbert Rodrigues, afirmam em seu livro “Globalização a olho nu”, que a palavra “Globalização” está na boca e na cabeça de todos: funcionários do governo, políticos, banqueiros e empresários, trabalhadores, executivos, funcionários internacionais, cientistas, publicitários, jornalistas, artistas, estudantes e empregados de serviços profissionais de toda gama. Mas, mesmo assim esta ainda traz um grande impacto e produz como mágica uma sensação estranha de “aldeia globalizada” e conectada com o mundo todo: Estados, sociedade, pessoas, culturas, mercados, meio de transporte, de comunicação e de informação.

 

Mais que tudo, a globalização expressa formas de vida, valores opiniões, pensamentos, ideias, teorias, ideologias sobre o que chamamos, simplesmente, de Política global da globalização.

 

Para muitos esse fenômeno não é recente. A pax romana foi sempre vista como um império global e mesmo em decadência, com a invasão dos bárbaros, teria dado a primeira grande partida para o processo de unificação no mundo.

 

Percorrendo esse longo caminho histórico-temporal rumo ao presente, várias outras camadas e tempos foram se sucedendo.

 

Num mundo globalizado a questão dos lugares e das identidades parecem radicalizadas. Somos globais por estarmos num sistema mundial em que cada identidade pode se expressar e interagir com outras identidades. Não sendo assim, uma ou poucas identidades culturais acabariam sufocando várias outras e aí não teríamos a globalização, mas sim a velha e histórica dominação e segregação que acompanha a história das relações internacionais.

 

Mas por outro lado a globalização, enquanto capitalismo é aquela onde há discriminação, preconceito e desigualdade social, se não houvesse esta distância, onde todos fossem respeitados como seres de direito, todas as leis fossem respeitadas e ninguém vivesse em situação de vulnerabilidade, podíamos dizer que o mundo estaria globalizado.

 

No Brasil e no mundo, assim como em SRN, ainda há muito o que se fazer, principalmente em termos de cultura.

 

É importante que desenvolvamos o ato de ler, apesar de haver coisas que não acrescentam, em nada  o nosso conhecimento, como é o caso de alguns comentários, de navegadores da net, do tipo do “Além do Horizonte”, recheado de preconceito e desrespeito às pessoas.

 

No entanto, vejo que é de grande importância, vermos esse tipo de comentário, exposto no mural, para que possamos fazer uma análise do nível cultural de determinados membros da sociedade, e assim investir mais na área da educação e ou em todos os órgãos que, de certa forma, estão envolvidos com a educação e a cultura em geral. Só assim poderemos entender, por que pessoas se manifestam dessa maneira.

 

Acredito que este ao se manifestar contra ações minhas e do vereador Laércio, poderá ser  impulsionado por algum interesse ou induzido por algo que está a lhe incomodar.

 

A conquista desse espaço que consegui no Portal, foi a custa da minha competência, o que tenho mostrado em meus artigos, que tem demandado muita dedicação.

Tenho me comportado com o máximo de ética, pois venho percebendo que enfrento uma batalha, comigo mesma, toda semana ao elaborar o meu texto, de acordo com as necessidades do meu público, o que demanda muita dedicação e responsabilidade.

 

Hoje já colho os frutos desse trabalho, quando vejo pessoas renomadas e dos quatro cantos do país, elogiando e fazendo considerações  positivas a esse respeito. Portanto jamais vou permitir e aceitar que pessoas de má índole, venham descaracterizar o meu trabalho, alegando imitação, ou plágio, pois sei que isso é crime e tenho muita capacidade para elaborar os meus textos, sem que haja necessidade para tal.

 

O meu objetivo é contribuir com o desenvolvimento cultural das pessoas, impulsionando ao crescimento destas e estimulando ao exercício da cidadania. É salutar tornar isso verdadeiro.

 

Quanto ao vereador, entendo que a confiança, o respeito ao outro, a humildade, a simplicidade, estão expressas no seu desejo de inovar, quando este se preocupa em denunciar aquilo que não está de acordo com os moldes culturais e ou sociais.

 

Um profissional, jamais poderá ser criticado quando este não encontra respaldo naquilo que é de suma necessidade. Nesse caso há uma necessidade orgânica, que foge do nosso domínio e da nossa vontade.

 

Eu, como profissional da educação, jamais me submeteria a uma situação dessa. Ter que procurar a caatinga para fazer as necessidades fisiológicas.

 

A professora, em questão deve procurar os seus direitos, e em último caso se recusar a ir trabalhar, sem prejuízo em seus vencimentos, já que houve uma denúncia, por um vereador, da cidade, independente de ser seu esposo ou não, denúncia esta que tem provas, suficiente, que são as fotos.

 

O vereador está cumprindo o seu papel, independente de ser ou não esposo de uma das vítimas e ou ser da caatinga ou não, como relata o internauta, “Além do horizonte”, de forma grosseira e de mal gosto, quando também coloca em cheque o seu caráter.

 

Esse fato nos leva a retroceder a época do descobrimento do Brasil, quando da vinda da Corte Portuguesa, que se instalou no Rio de Janeiro em 1808, onde não havia redes de esgoto e as condições de higiene eram ruins, e vacas e cavalos pastavam à vontade nas praças, as casas eram de palhas e se estendiam ao longo das ruas lamacentas sem calçamento e iluminação.  Na maioria das casas não tinham privadas. Na época a população usava as chamadas fossas negras, simples buracos abertos na terra onde se eliminavam os dejetos. Outra alternativa era o uso dos penicos para as necessidades fisiológicas, durante à noite. De manhã, nos bairros pobres os excrementos eram lançados pela população nas ruas e praças da cidade, o que ocorria, também em Londres e outras cidades européias. Já as famílias ricas, encarregavam seus escravos de lançar seus dejetos , armazenados em grandes barris, nas praias da cidade. Como não havia coleta de lixo, os restos eram jogados em todos os locais como: praças, ruas, praias e outros, favorecendo a proliferação de ratos, baratas e moscas, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças endêmicas.

 

É inaceitável, que em pleno século XXI, ou seja, em tempos modernos, ainda deparamos com uma situação desta, onde as pessoas, principalmente profissionais da educação, como nesse caso, que tem como papel instruir seus alunos e as pessoas em geral, a não cometerem esse tipo de atitude, terem que fazer suas necessidades fisiológicas, na caatinga,  fato esse, que provoca danos à saúde,

 

Sabe-se que muitas doenças, até hoje, são transmitidas por conta do processo, “fezes ao ar livre”, onde as águas das chuvas se encarregam de transportar as bactérias e os vermes para os rios, e ou lagos, o que é comum no interior, onde não há água tratada e as pessoas consomem dos açudes, lagos ou rios.

 

A justificativa da Diretora da Escola, para o problema, não é convincente, haja vista alguns internautas relatarem que o problema se arrasta à três meses. Seria melhor que esta viesse a pública e colocasse as dificuldades encontradas na sua administração. Não sei se a referida Escola possui APM – Associação de Pais e Mestres e ou uma Cantina Escolar, ou se há o processo de realização de eventos, onde esta possa retirar uma renda para esse tipo de manutenção. Se não tiver, o ideal seria ter, só assim, esta não dependeria, somente da verba pública e resolveria com mais rapidez esses probleminhas de manutenção. Pelo fato desta ser também uma profissional da educação, não justifica esta alegar que  na Escola existe um bom trabalho, sendo que, há esse tipo de defasagem.

 

Portanto entendo que ainda há muito o que se fazer por essa população. Acima de tudo, quero dizer que fatos como esse, bem como de determinados comentários na net, são de tamanha adversidade. Sendo um momento oportuno para a reflexão e a construção de algo melhor, em prol do combate à desigualdade social, que não para de crescer. O que demanda coragem e competência na busca de mudanças efetivas para a sociedade globalizada.

 

  

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.