Em
atendimento aos
internautas
“Observador” e
“Leitor”, que
solicitaram a minha
opinião a respeito
do processo
impetrado pela
Prefeitura de SRN,
contra o Portal, na
pessoa de Pe.
Herculano, prefeito
atual e Weslley,
diretor do jornal.
Por
ser um assunto muito
amplo e polêmico,
muito já se falou,
mas como os meus
artigos são de cunho
opinativos e sempre
há o que se falar,
vou discorrer sobre
este. O Observador,
fez um comentário a
respeito dos
colunista, afirmando
que cada um tem o
seu estilo. Vejo que
esta colocação
procede ao comparar
a dissertação dos
colegas Zeferino e
Alexandre Rocha.
Muito boa, por
sinal, mas diferente
da minha.
Segundo Carlos Matus,
em O Método,
nada é menos
rigoroso e objetivo
do que ignorar as
subjetividades que
toda explicação de
um problema contém.
Se queremos conhecer
a realidade,
precisamos entender
que conhecê-lo é
identificar e
compreender o outro
e seu ponto de
vista, descobrir a
chave com a qual ele
lê sua realidade.
Portanto falar deste
assunto seria mais
fácil se eu
conhecesse bem as
duas partes
envolvidas, mas o
conhecimento que
tenho é aquele que é
fornecido, apenas,
pela imprensa.
A
família do Weslley,
diretor do Portal,
esta eu conheço. A
sua avó, Benícia,
foi uma das técnicas
de enfermagem mais
bem conceituada da
região, bem como sua
mãe. Seu pai eu o
conheço desde os
tempos de colégio.
Sei que são pessoas
humildes e de boa
índole.
Quanto ao Pe.
Herculano, eu também
não o conheço. Sei
quem é a sua
família, ao mesmo
tempo que não
conheço bem a sua
administração, pois
depois que este
iniciou o seu
governo atual, não
fui mais à São
Raimundo Nonato. O
que sei, por meio da
imprensa, é que este
estudou na Europa,
já morou em São
Paulo e já foi
prefeito da cidade,
o que dá a entender
que é letrado,
civilizado,
experiente e
educado.
Já o
Portal, o que sei é
o que está posto,
este deve ser o
retrato do seu
administrador.
Demonstra capacidade
e competência no
ramo. Como se vê,
sei muito pouco a
respeito da
realidade dos dois
lados em questão.
A
análise que tenho
hoje sobre a
administração do Pe.
Herculano, segundo
os veículos de
informações, é de
conflito e
contradições,
embora, para se
falar deste
mecanismo, preciso
ter clareza das
diferenças
essenciais entre a
esfera pública e a
privada, ou seja, o
seu particular, e
assim, de suas
especificidades em
termos de gestão,
para compreender que
atuar na esfera
pública, prestando
serviços sociais,
exige mais do que
discurso, e sim, uma
ação realmente
transformadora das
condições sociais
atuais.
Nossa
imaginação faz
suposições sobre
coisas futuras, faz
previsões sobre o
que pode ou não
acontecer, cria
imagens, as mais
variadas...
fantasia... Nossa
capacidade de
imaginar passeia
entre dois campos
imprecisos. De um
lado, como
capacidade
inteligente e
inovadora, é ela
quem constrói o
sonho, faz parecer o
que não é,
mostra-nos ser
possível o
impossível. De
outro, pode nos
levar ao exagero, à
ilusão, ao
delírio...
Para
Der Eyken, estudioso
do assunto, o que as
pessoas dizem – como
elas sentem e o elas
pensam e conhecem –
são fatos tão
válidos e
“científicos” quanto
a nota de QI ou a
resposta a um
questionário ou
levantamento.
Com
isso quero dizer que
os sanraimundenses
saíram de um período
administrativo, o
qual o progresso
estava,
praticamente,
estagnado, motivo,
pelo qual, estes
estão apostando tudo
no governo atual.
Portanto tudo que
surgir, que não seja
do agrado da
população, vai ser
motivo de comentário
e de insatisfação,
por essa ou por esse
ou por aquele. O que
é natural.
É
preciso refletir
sobre os nossos
passos,
cuidadosamente, para
que nossas ações
tenham bons
resultados. É
preciso entender a
realidade, suas
relações, para que
possamos enxergar
todas as suas
potencialidades,
oportunidades e
riscos. É preciso
planejar
minunciosamente,
fazer opções entre
as muitas
alternativas
possíveis. É preciso
analisar, uma
ligação direta com o
anteriormente, para
corrigir rumos,
apontando ações
corretivas
necessárias, que
venham satisfazer um
desejo de
desenvolvimento.
Sabemos que realizar
um processo de
planejamento
participativo não é
fácil, haja vista,
grupos sociais não
serem homogêneos.
Escolher este ou
aquele objetivo,
esta ou aquela
estratégia para
alcançá-lo irá
depender muito da
posição de cada um,
do recorte pessoal
feito da realidade,
da maneira como cada
um vê e a explica.
Há
que se ter
consciência que
estes movimentos
sempre irão trazer
conflitos, embora
nem toda inovação
produza crise. Vai
depender muito do
ambiente cultural em
que ocorre a mudança
ou a crise, isto é,
se for mudanças para
melhor, haverá
satisfação, mas se
for o contrário, a
tendência é que haja
uma crise,
principalmente,
quando é a coisa
pública.
Assim, um dos
aspectos
fundamentais nesse
momento é a
compreensão.
Várias são as
maneiras de se
abordar uma questão
ligada a coisa
pública e a um
projeto social.
Como
já disse, é
fundamental
identificar quais
são os atores, isto
é, as pessoas ou
organizações que
poderão influenciar,
positiva ou
negativamente nos
resultados do
processo e como
esses atores se
inserem na realidade
social. Como eles a
explicam, já que não
existe explicações
únicas e,
consequentemente,
soluções únicas para
a resolução de um
problema. Há que se
perceber que o atual
cenário é de uma
inovação tecnológica
e globalizada, que
também provoca
mudanças e crises.
Quanto ao jornal,
não podemos afirmar
que este é
sensacionalista, uma
vez que, toda
notícia é uma
leitura de dados e
informações que
expressam uma
realidade, e cada
ator retira dessa
realidade uma
interpretação dos
fatos, conforme as
lentes com que as
observa. Toda
explicação é
declarada por alguém
e esse alguém é
sempre um ser humano
que tem seus
valores, suas
ideologias e seus
interesses.
Esperamos que o
processo
comunicativo, deve
ser o resultado de
uma pesquisa, com
ênfase na essência e
não na aparência.
Daí a necessidade de
um vasto
questionamento para
tornar pública essa
comunicação.
Nesse
ponto, vejo que há
vários fatores
envolvidos.
Considero que as
duas partes estão
cometendo equívocos,
devendo haver um bom
diálogo para tirar
as diferenças. Nada
melhor do que uma
boa conversa para
sair de um impasse.
Por
outro lado, quero
dizer que o Portal,
deve sim noticiar as
mazelas e denunciar
os abusos
cometidos por
qualquer força
negativa ao
desenvolvimento e
desrespeito aos
direitos dos
cidadãos, as suas
lutas, os seus
descontentamentos.
Deve continuar com o
seu papel de inimigo
da corrupção e
disseminador da
democracia, e jamais
sofrer qualquer tipo
de dano e ou punição
à sua ideologia e a
sua força de
expressão, para que
não corramos o risco
de voltar à ditadura
e os tempos em que
os acontecimentos
não eram divulgados
para que a opinião
pública não pudesse
julgá-los.
É
inegável a grande
contribuição que
este vem dando, em
tão pouco tempo,
para que as pessoas
se tornem mais
cultas,
participativas e
informadas,
ampliando cada dia
mais esse número. É
notório os avanços e
as técnicas mais
modernas possíveis,
de propaganda e o
quanto este evoluiu,
em pouco tempo, e
conquistou a
simpatia do povo da
macro região.
Quanto ao Pe.
Herculano, deve
pensar no poder
que a mídia
tem. De acordo com
colunistas e
internautas, este
jornal deu uma
expressiva
contribuição para
sua vitória e isso
deve ser ponderado e
analisado com muito
cuidado, além de ser
levado em conta, por
ser de muita
relevância. É
preciso pensar que
as pessoas tendem a
reagir com mais
rapidez se fatos ou
opiniões afetam seus
sentimentos, seus
interesses e as suas
emoções.
É bom
lembrar aqui de um
grande fato que a
mídia foi
responsável.
Acelerar o
“crescimento
político” do Collor,
bem como a sua
“queda”.
No
caso de SRN, as
pessoas vão reagir
de acordo com aquilo
que elas já
acreditam. Ocultar
os problemas que
existem em nossa
cidade não irá fazer
com que estes
desapareçam, pelo
contrário, fará com
que eles perdurem,
acarretando em
retrocesso para o
desenvolvimento
cultural e
democrático,
provocando uma
grande perda para a
população.
Quero
lembrar ainda, que a
mídia não tem
o poder de criar
acontecimentos ou
necessidades,
desejos, opiniões e
pensamentos nas
pessoas, o que ela
faz, normalmente, é
tornar conhecidos
por um público
maior, fatos que
poderiam ficar no
anonimato.
No
entanto, a lição que
fica de tudo isso é
a PONDERAÇÃO.
O
Padre tem que
PONDERAR em suas
ações, já que este é
gestor dos
bens públicos, e
entender que por
mais poderoso que
seja, as pessoas não
querem ver o seu
poder e sim as suas
ações. Deverá
entender também, que
o dono do Portal não
vai colocar na
internet, aquilo que
quer mas, sim o que
a maioria dos seus
eleitores preferem.
O
Weslley, deve
PONDERAR nas
notícias que vai
colocar em seu
jornal. De acordo
com o internauta
“Leitor”, deve
elaborar bem as suas
matérias, no que diz
respeito ao caráter
informativo e
investigativo, já
que este tem uma
vasta repercussão.
Eu
espero que os dois
pensem por este
ângulo e acabem com
o impasse, para que
nenhuma das partes
venham a ter
prejuízos, nem
morais nem
financeiros, e saiam
do ringue sem
sequelas.
Alguém tem que jogar
a toalha.
Luma, Lucineide Maria.