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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


O impasse entre a Prefeitura e o Portal

lumasoliver@yahoo.com.br


 

Em atendimento aos internautas “Observador” e “Leitor”, que solicitaram a minha opinião a respeito do processo impetrado pela Prefeitura de SRN, contra o Portal, na pessoa de Pe. Herculano, prefeito atual e Weslley, diretor do jornal.

 

Por ser um assunto muito amplo e polêmico, muito já se falou, mas como os meus artigos são de cunho opinativos e sempre há o que se falar, vou discorrer sobre este. O Observador, fez um comentário a respeito dos colunista, afirmando que cada um tem o seu estilo. Vejo que esta colocação procede ao comparar a dissertação dos colegas Zeferino e Alexandre Rocha. Muito boa, por sinal, mas diferente da minha.

 

Segundo Carlos Matus, em O Método, nada é menos rigoroso e objetivo do que ignorar as subjetividades que toda explicação de um problema contém. Se queremos conhecer a realidade, precisamos entender que conhecê-lo é identificar e compreender o outro e seu ponto de vista, descobrir a chave com a qual ele lê sua realidade.

 

Portanto falar deste assunto seria mais fácil se eu conhecesse bem as duas partes envolvidas, mas o conhecimento que tenho é aquele que é fornecido, apenas, pela imprensa.

 

A família do Weslley, diretor do Portal, esta eu conheço. A sua avó, Benícia, foi uma das técnicas de enfermagem mais bem conceituada da região, bem como sua mãe. Seu pai eu o conheço desde os tempos de colégio. Sei que são pessoas humildes e de boa índole.

 

Quanto ao Pe. Herculano, eu também não o conheço. Sei quem é a sua família, ao mesmo tempo que não conheço bem a sua administração, pois depois que este iniciou o seu governo atual, não fui mais à São Raimundo Nonato. O que sei, por meio da imprensa, é que este estudou na Europa, já morou em São Paulo e já foi prefeito da cidade, o que dá a entender que é letrado, civilizado, experiente e educado.

 

Já o Portal, o que sei é o que está posto, este deve ser o retrato do seu administrador. Demonstra capacidade e competência no ramo. Como se vê, sei muito pouco a respeito da realidade dos dois lados em questão.

 

A análise que tenho hoje sobre a administração do Pe. Herculano, segundo os veículos de informações, é de conflito e contradições, embora, para se falar deste mecanismo, preciso ter clareza das diferenças essenciais entre a esfera pública e a privada, ou seja, o seu particular, e assim, de suas especificidades em termos de gestão, para compreender que atuar na esfera pública, prestando serviços sociais, exige mais do que discurso, e sim, uma ação realmente transformadora das condições sociais atuais.

 

Nossa imaginação faz suposições sobre coisas futuras, faz previsões sobre o que pode ou não acontecer, cria imagens, as mais variadas... fantasia... Nossa capacidade de imaginar passeia entre dois campos imprecisos. De um lado, como capacidade  inteligente e inovadora, é ela quem constrói o sonho, faz parecer o que não é, mostra-nos ser possível o impossível. De outro, pode nos levar ao exagero, à ilusão, ao delírio...

 

Para Der Eyken, estudioso do assunto, o que as pessoas dizem – como elas sentem e o elas pensam e conhecem – são fatos tão válidos e “científicos” quanto a nota de QI ou a resposta a um questionário ou levantamento.

 

Com isso quero dizer que os sanraimundenses saíram de um período administrativo, o qual o progresso  estava, praticamente, estagnado, motivo, pelo qual, estes estão apostando tudo no governo atual. Portanto tudo que surgir, que não seja do agrado da população, vai ser motivo de comentário e de insatisfação, por essa ou por esse ou por aquele. O que é natural.

 

É preciso refletir sobre os nossos passos, cuidadosamente, para que nossas ações tenham bons resultados. É preciso entender a realidade, suas relações, para que possamos enxergar todas as suas potencialidades, oportunidades e riscos. É preciso planejar minunciosamente, fazer opções entre as muitas alternativas possíveis. É preciso analisar, uma ligação direta com o anteriormente, para corrigir rumos, apontando ações corretivas necessárias, que venham satisfazer um desejo de desenvolvimento.

 

Sabemos que realizar um processo de planejamento participativo não é fácil, haja vista, grupos sociais não serem homogêneos. Escolher este ou aquele objetivo, esta ou aquela estratégia para alcançá-lo irá depender muito da posição de cada um, do recorte pessoal feito da realidade, da maneira como cada um vê e a explica.

 

Há que se ter consciência que estes movimentos sempre irão trazer conflitos, embora nem toda inovação produza crise. Vai depender muito do ambiente cultural em que ocorre a mudança ou a crise, isto é, se for mudanças para melhor, haverá satisfação, mas se for o contrário, a tendência é que haja uma crise, principalmente, quando é a coisa pública.

 

Assim, um dos aspectos fundamentais nesse momento é a compreensão.

 

Várias são as maneiras de se abordar uma questão ligada a coisa pública e a um projeto social.

Como já disse, é fundamental identificar quais são os atores, isto é, as pessoas ou organizações que poderão influenciar, positiva ou negativamente nos resultados do processo e como esses atores se inserem na realidade social. Como eles a explicam, já que não existe explicações únicas e, consequentemente, soluções únicas para a resolução de um problema. Há que se perceber que o atual cenário é de uma inovação tecnológica e globalizada, que também provoca mudanças e crises.

 

Quanto ao jornal, não podemos afirmar que este é sensacionalista, uma vez que, toda notícia é uma leitura de dados e informações que expressam uma realidade, e cada ator retira dessa realidade uma interpretação dos fatos, conforme as lentes com que as observa. Toda explicação é declarada por alguém e esse alguém é sempre um ser humano que tem seus valores, suas ideologias e seus interesses.

 

Esperamos que o processo comunicativo, deve ser o resultado de uma pesquisa, com ênfase na essência e não na aparência. Daí a necessidade de um vasto questionamento para tornar pública essa comunicação.

 

Nesse ponto, vejo que há vários fatores envolvidos. Considero que as duas partes estão cometendo equívocos, devendo haver um bom diálogo para tirar as diferenças. Nada melhor do que uma boa conversa para sair de um impasse.

 

Por outro lado, quero dizer que o Portal, deve sim noticiar as mazelas e denunciar os abusos

cometidos por qualquer força negativa ao desenvolvimento e desrespeito aos direitos dos cidadãos, as suas lutas, os seus descontentamentos. Deve continuar com o seu papel de inimigo da corrupção e disseminador da democracia, e jamais sofrer qualquer tipo de dano e ou punição à sua ideologia e a sua força de expressão, para que não corramos o risco de voltar à ditadura e os tempos em que os acontecimentos não eram divulgados para que a opinião pública não pudesse julgá-los.

 

É inegável a grande contribuição que este vem dando, em tão pouco tempo, para que as pessoas se tornem mais cultas, participativas e informadas, ampliando cada dia mais esse número. É notório os avanços e as técnicas mais modernas possíveis, de propaganda e o quanto este evoluiu, em pouco tempo, e conquistou a simpatia do povo da macro região.

 

Quanto ao Pe. Herculano, deve pensar no poder que a mídia tem. De acordo com colunistas e internautas, este jornal deu uma expressiva contribuição para sua vitória e isso deve ser ponderado e analisado com muito cuidado, além de ser levado em conta, por ser de muita relevância. É preciso pensar que as pessoas tendem a reagir com mais rapidez se fatos ou opiniões afetam seus sentimentos, seus interesses e as suas emoções.

 

É bom lembrar aqui de um grande fato que a mídia foi responsável. Acelerar o “crescimento político” do Collor, bem como a sua “queda”.

 

No caso de SRN, as pessoas vão reagir de acordo com aquilo que elas já acreditam. Ocultar os problemas que existem em nossa cidade não irá fazer com que estes desapareçam, pelo contrário, fará com que eles perdurem, acarretando em retrocesso para o desenvolvimento cultural e democrático, provocando uma grande perda para a população.

 

Quero lembrar ainda, que a mídia não tem o poder de criar acontecimentos ou necessidades, desejos, opiniões e pensamentos nas pessoas, o que ela faz, normalmente, é tornar conhecidos por um público maior, fatos que poderiam ficar no anonimato.

 

No entanto, a lição que fica de tudo isso é a PONDERAÇÃO.

 

O Padre tem que PONDERAR em suas ações, já que este é gestor dos bens públicos, e entender que por mais poderoso que seja, as pessoas não querem ver o seu poder e sim as suas ações. Deverá entender também, que o dono do Portal não vai colocar na internet, aquilo que quer mas, sim o que a maioria dos seus eleitores preferem.

 

O Weslley, deve PONDERAR nas notícias que vai colocar em seu jornal. De acordo com o internauta “Leitor”, deve elaborar bem as suas matérias, no que diz respeito ao caráter informativo e investigativo, já que este tem uma vasta repercussão.

 

Eu espero que os dois pensem por este ângulo e acabem com o impasse, para que nenhuma das partes venham a ter prejuízos, nem morais nem financeiros, e saiam do ringue sem sequelas.

 

Alguém tem que jogar a toalha.

 

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.