Como pedadgoga e
participante desse
portal, na qualidade
de colunista, não
poderia deixar de
participar,
efetivamente da
discussão que
outrora se instalou,
a respeito da
posição em que o
curso de Pedagogia
da Universidade
local colocou a
cidade.
Quando cheguei em
São Paulo há
dezenove anos atrás,
uma das primeiras
coisas que fiz foi
prestar o vestibular
para o curso de
pedagogia. Era uma
necessidade para
exercer a função de
professora do ensino
básico e ao mesmo
tempo, aumentar os
conhecimentos, uma
vez que entendo que
o ensino básico é o
a base para um bom
desenvolvimento do
aluno. Direcionei o
mesmo para área da
administração, o que
me deu oportunidade
de passar pela
experiência.
Na época concorri
com mais de
oitocentos
pretendentes e
consegui galgar o
décimo primeiro
lugar. Fiquei
surpresa, pois já
faziam mais de dez
anos que tinha
concluído o
magistério. Vi muita
gente em prantos,
pelas escadarias da
Faculdade, por não
ter sido
selecionada.
Atribuo, essa
façanha a um bom
curso no ensino
fundamental e médio,
pois estudei em
escolas
conceituadas, como
as dos Padres e das
Freiras e a uma boa
educação dada pelos
meus pais com
princípios e valores
de pessoas simples,
mas honestas e
verdadeiras. Aos
professores, sempre
bem preparados
muitos deles recém
chegados do exterior
com cursos de
especialização e até
mestrado e ou
doutorado.
A pedagogia como
ciência ou teoria da
educação, que
segundo o dicionário
“Aurélio”, é um
conjunto de
doutrinas e
princípios que visam
a um programa;
estudo de ideais de
educação, segundo
uma determinada
concepção de vida, e
dos meios (processos
e técnicas) mais
eficientes para
realizá-los. Em fim,
são princípios que
norteiam a educação.
São muitas as
justificativas para
que o curso em SRN
tenha sido
classificado como o
“pior” do país. O
que, infelizmente
coloca nosso Estado
e a cidade numa
situação totalmente
desagradável
aumentando o nível
de preconceito e
outras que denigrem
o seu nome. É sabido
que muita gente fala
que o Piauí não está
no mapa, de tão
atrasado que é, isso
só vem consagrar
essa opinião dos
maus fadados e sem
escrúpulo.
Muitas das
justificativas são
totalmente sem nexo,
poderíamos dizer que
estão tentando
“tapar o sol com a
peneira”, e esconder
uma situação que foi
comprovada ou ainda
procurando
responsáveis, sendo
que está mais do que
evidente a
culpabilidade.
Uma delas é a
alegação de que os
alunos estavam de
ressaca. Ora todos
nós sabemos que
ressaca, não é
embriaguez, e essa
não tira o
conhecimento de
ninguém. Se for
avaliar por esse
ângulo, os alunos
jamais irão tirar
boas notas, haja
vista, o público
estudantil que é
jovem, e é comum
estes curtirem uma
balada nos finais de
semana. Isso ocorre
em todos os lugares,
não só em SRN. Por
outro lado, a forma
de seleção para
realização da prova,
é por amostragem e
não significa que
todos os alunos que
tenham sido
selecionados tenham
ido à festa no dia
anterior.
O Deputado, que se
diz representante da
cidade, vem a
público se
manifestar. Entendo
que de forma tardia,
por que este não o
fez antes. Será que
é por que
“brasileiro só fecha
a porta depois de
roubado” ou é por
que este quer
aproveitar a
oportunidade para
camuflar, a sua
imagem negativa que
estava em alta e
agora vem se fazendo
de bonzinho para as
pessoas esquecerem
do seu histórico?
Alguns, como é o
caso do nosso amigo
colunista,
Bartolomeu Souza,
retrata a falta de
recurso e estrutura
bem como professores
desqualificados.
Concordo plenamente
com este, ao mesmo
tempo em que quero
ressaltar que, “quem
faz o nome da
Universidade é o
aluno”. Quando se
coloca a falta de
estrutura há que se
lembrar que as
verbas para a
educação estão a
desejar em todas as
suas esferas:
federal estadual e
municipal. Temos que
lembrar aqui também
de uma coisa que é
fundamental para uma
boa formação que é o
currículo.
Quero me referir
aqui, não somente ao
currículo escolar,
mas sim ao currículo
das pessoas que
estão à frente da
instituição e ou do
processo como um
todo. A cultura
dessas pessoas, qual
é a sua preparação,
a sua formação, como
elas estão se
comportando e se
estão preocupadas
com o
desenvolvimento do
aluno e ou do curso.
Lembro-me de uma
série de reportagem
na rede globo, sobre
educação, onde estas
mostraram os vários
tipos de estrutura,
em todo o país, em
relação à educação,
onde havia uma
professora que dava
aula para seus
alunos, debaixo de
uma árvore. Outra
que usava um
estábulo de uma
fazenda abandonada
como sala de aula. O
armário, onde
guardava seus
materiais era a
cocheira dos
animais. Eu sei que
isso é uma vergonha
para o país, mas sei
também que nem por
isso os seus alunos
deixavam de
aprender.
Não quero dizer que
sou a favor que isso
ocorra, mas quero
mostrar que, em
tempos
contemporâneos, onde
a pós-modernidade e
a globalização,
mostra os vários
meios de o aluno
aprender, este deve
usar a Universidade
apenas como um lugar
de aperfeiçoamento
do seu conhecimento
e do seu currículo,
onde este vai
aprender a ser
investigativo e ter
o poder de
consolidar aquilo
que já traz de
bagagem, que foi
adquirida através de
uma boa educação e
de valores
culturais.
O processo
pedagógico vai
ajudar desenvolver o
senso crítico do
aluno, de acordo com
as mudanças, quase
que de forma
contínua que vem
ocorrendo na
sociedade
democrática.
A Globalização nos
coloca neste patamar
quando esta dá
oportunidade para as
pessoas buscarem os
seus direitos de
forma mais livre e
igualitária. Hoje
somente o conteúdo
não é suficiente
para preparar o
aluno para a vida
profissional, e sim
as ferramentas
teórico-metodológicas,
para que este
desenvolva a sua
capacidade de
aprender e adquirir
a base para o
enfrentamento das
situações que se
tornam cada vez mais
complexas.
O pensador
Demerval Saviane,
justifica que uma
boa formação está
ligada ao processo
filosófico educativo
e que a formação
profissional deve
ser aprendida num
bom estágio, de vida
e profissional, que
faz parte do
processo ensino
aprendizagem.
Portanto quero dizer
que não sei como é a
situação
político-pedagógica
das escolas que
estão mandando esses
alunos para as
Universidades e nem
os projetos que
estas desenvolvem, o
que eu sei é que a
tecnologia está em
todo o universo e a
maioria das pessoas,
hoje tem acesso a
esse recurso. Será
que SRN não está
inserido no processo
globalizante ou os
seus governantes e
seus líderes
políticos e até
mesmo a população
deixaram as coisas
andarem de qualquer
jeito?
As pessoas, de uma
forma geral, têm
mais é que correr
atrás dos seus
direitos, os pais
tem que educar os
seus filhos para um
mundo globalizado,
já que este é um
processo que está em
todos os países e em
todos os lugares,
desde os mais
remotos.
Há que se ter
consciência que hoje
se assiste a um
filme até mesmo
antes desse ter
chegado nos cinemas;
uma mensagem que
antes era
transportada por
alguém até o seu
destino, hoje é via
satélite e a
comunicação é
instantânea de um
lado a outro do
mundo.
De acordo com
Antony Giddens,
em “Mundo em
Descontrole”, até o
final da década de
50, não existia
nenhum cabo
transatlântico ou
transpacífico
exclusivo. Os
primeiros
comportavam menos de
cem canais de voz,
hoje conduzem mais
de um milhão. Em
1969 foi lançado o
primeiro satélite
comercial. Agora
existe mais de
duzentos desses,
transmitindo uma
vasta amplitude de
informação.
A comunicação
eletrônica não é
apenas, um meio,
onde as notícias, ou
as informações são
transmitidas mais
rapidamente. Sua
existência altera a
própria estrutura de
nossas vidas, quer
sejamos ricos ou
pobres.
Quando a imagem de
Nelson Mandela pode
ser mais familiar
para nós que o rosto
do nosso vizinho de
porta, alguma coisa
mudou na natureza da
experiência
cotidiana. (Giddens
– pg 21)
As mudanças, na
vida cotidiana, das
pessoas sejam ricas
ou pobres, vem
ocorrendo com a
comunicação
eletrônica e
globalizada, uma vez
que o alcance da
tecnologia cresce e
se faz presente na
vida cotidiana de
muitas delas. Este
fenômeno está em
todos os aspectos e
em todas as
dimensões,
influenciando na
vida de todos.
Cabe a população
procurar esses
meios, de forma que
venham mudar os seus
valores, as famílias
que tinham costumes
tradicionais devem
começar a se
transformar a cada
dia e conquistar a
sua igualdade de
direitos, uma vez
que isso vem
provocando mudanças
no trabalho e na
política.
O povo de SRN
precisa entender que
estamos num país
globalizado que
surge identidades
culturais
diversificados em
busca de liberdade e
enfraquecimento dos
antigos costumes
para se criar um
novo olhar, ou seja,
uma visão de dentro
pra fora, esses
alunos deve fazer
movimentos em prol
de melhorias, devem
estar mais engajados
no
processo-aprendizagem,
com mais interesse.
Cobrar das
autoridades, SIM,
mas também cumprir
com o seu papel de
estudante e de
investigador para
instigar uma
verdadeira revolução
no sistema
anemológico que se
instalou.
Uma boa sugestão
seria começar uma
pesquisa,
qualitativa, do
curso para que se
adquira respostas
satisfatórias para
poder sair da
aparência e partir
para a essência e
assim descobrir as
verdadeiras causas
do fracasso. E
ainda, apontar
caminhos para a
melhoria do curso já
que de acordo com a
LDB – Lei de
Diretrizes e Bases –
da educação, este é
condição para o
profissional
ministrar aulas no
ensino básico.
Sabe-se que o MEC
vai dar mais uma
oportunidade para o
curso se estruturar.
Lembro que isso já
ocorreu no curso de
Direito da UnG, aqui
em Guarulhos. Mas a
Universidade, mais
que depressa, se
estruturou, para
poder mandar
profissionais
preparados para o
mercadode trabalho.
Lembro-me, também
que a Medicina do
Piauí ficou com nota
“A”, sendo procurada
por vários países,
entre eles Cuba,
onde está a medicina
que é considerada a
melhor do mundo. É
isso que SRN tem que
fazer. Se
estruturar, para que
da próxima vez o
curso possa ter uma
boa nota, senão este
será fechado. Isso
vai ser ruim para a
população e para a
região.
Acorda minha gente!
Alguém tem que tomar
partido. Será que
devo dizer novamente
que um lugar se faz
pelo povo que nele
reside? O direito de
vocês, de uma boa
educação, está sendo
violado. O que está
posto, é que de uma
forma ou de outra
vocês precisam saber
quais e quantos são
esses direitos, qual
é a sua natureza e
os seus fundamentos,
se são direitos
naturais ou
históricos,
absolutos ou
relativos, para que,
apesar das
colocações,
declarações e ou
justificativas, eles
sejam garantidos.
Espero que as
autoridades locais
tomem as devidas
providências, que os
alunos se
manifestem, não
basta só os
vereadores tomarem
partido, a população
tem que vir junto,
principalmente a
estudantil e suas
famílias. Há uma
grande necessidade
de mudança de
conceitos.
Há que se fazer
muita fiscalização,
desde as verbas
existentes até as
pessoas que as
administram.
Fiscalizar,
questionar é
preciso. E isso pode
e deve ser feito por
todos e pela
sociedade em geral,
para que possamos
sair com lealdade e
com a cabeça erguida
dessa situação
constrangedora e
todos possam
usufruir o melhor e
da melhor forma e
assim serem e terem
uma sociedade justa
e sem percalços,
para que sejam
felizes. Pra isto o
histórico deve mudar
urgente. As feridas
devem ser curadas.
Boa Sorte a todos!
Luma, Lucineide Maria.