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Luma, Lucineide Maria,  oriunda de Coronel José Dias, onde aos treze anos migrei para São Raimundo Nonato, com a finalidade de prosseguir nos estudos. Concluí o Curso Ginasial hoje, Ensino Fundamenta, no Colégio D. Inocêncio e o Magistério na “Escola Normal Madre Lúcia” em 79 aos 21 anos.

 

Em 1990 passei a residir em São Paulo, na cidade de Guarulhos, onde estou até hoje.  Aqui concluí o curso de Pedagogia e exerço a função de Professora do Ensino Público Estadual.

 

Atualmente cursando Serviço Social, com o objetivo de voltar às raízes e contribuir com os meus conterrâneos naquilo que for possível na área social.

 

Como Já dizia a minha avó. “O bom filho é aquele que tem asas para voar e raízes para retornar”;

 

 


Saúde, um bem necessário

lumasoliver@yahoo.com.br


A constituição de 1988 deliberou que o direito à saúde passaria a ser universal, acabando com a discriminação que só garantia atendimento, a quem tivesse devidamente registrado no mercado de trabalho.

 

Com a promulgação da lei maior, criou-se o SUS (Sistema Único de Saúde) formado por uma rede de serviços regionalizada, hierarquizada e descentralizada, para legitimar os direitos dos usuários que tem o dever de controlar sua gestão única em cada esfera do governo, constituindo o conjunto de idéias, princípios e conceitos estabelecidos pela constituição, além de significar uma concepção gerencial.

 

O SUS é um sistema único porque segue a mesma doutrina e os mesmos princípios organizativos em todo território nacional. Como sistema, é um conjunto de ações, serviços e entidades de promoção, proteção e recuperação de saúde e tem como princípio a universalidade do atendimento, a igualdade das ações, as descentralizações dos serviços e a participação social em seu controle.

 

Em função de informações da imprensa é que estou enfatizando, novamente este assunto e dando essa introdução a respeito do SUS.  O que se percebe é que em SRN, as regras do SUS não estão sendo totalmente atendidas. Quando se fala de políticos desviando verbas, de profissionais da saúde que não estão inseridos e até de falta de higiene nas UBSs, há que se lembrar da importância desse sistema e da gravidade destas denúncias.

 

É bom lembrar que o Sistema Único de Saúde (SUS) surgiu através de conquistas e um longo processo de lutas e de acúmulo teórico-conceitual que, desde os anos 70, tem sido realizados por movimentos populares, de trabalhadores em saúde, usuários, intelectuais, sindicalistas e militantes de diversos movimentos sociais constituídos nesse período.

 

Entre esses últimos, destaca-se, com importante repercussão nas práticas da saúde, o movimento feminista, a luta antimanicomial e o novo sindicalismo, além de numerosas organizações não governamentais, e outras entidades da sociedade civil, que protagonizaram a luta pela democracia e pela efetivação de direitos de cidadania. Assim o SUS tem suas raízes históricas nas lutas sociais das décadas de 70 e de 80 com a emergência de um conjunto de novos sujeitos sociais que viriam a marcar o período, gerando importantes transformações que hoje se fazem presentes de várias formas.

 

Os movimentos sociais viriam ainda a participar ativamente por meio dos Conselhos de Saúde (no plano nacional, estadual, municipal), de caráter deliberativo de composição que privilegia entidades e movimentos da sociedade civil entre outros.

 

A participação social no controle do SUS tem apontado para importantes reorganizações nos serviços, possibilitando interessantes experiências no plano municipal com forte influência na melhoria nos indicadores de saúde – não apenas por vigorar a extensão de assistência médica individual em todo país, mas, também, pela nova qualidade nas ações voltadas na coletividade.

 

Em SRN há que se formar espaços de participação da sociedade e se construir um lugar para a promoção da saúde e combate a qualquer tipo de ação que venha prejudicar esse processo. Isso deve ocorrer por meio de solidariedade, onde vários sujeitos sociais possam atuar coletivamente com a intenção de promover a melhoria das condições de vida e saúde.

 

Entende-se que apesar da saúde ser um direito de todos, muitas dificuldades decorrentes da permanente falta de recursos e da crise social que produz ainda mais doenças e que amplia muito a demanda por serviços de saúde, formando um círculo vicioso.

 

Se com base neste contexto ainda formos analisar que tem políticos corruptos que ainda desviam verbas desse sistema é muito mais grave a problemática.

 

É necessário que se faça, além das denúncias ações que venham combatê-las e que promovam a prevenção de doenças. Que se faça valer a garantia de atenção à saúde por parte do sistema a todo e qualquer cidadão, para que o indivíduo possa ter direito e acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim como aqueles contratados pelo poder público. Este deve assegurar as ações e serviços de todos os níveis com a complexidade que cada caso requeira, more o cidadão onde morar, sem privilégios, e sem barreiras. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema puder oferecer para todos.

 

Os profissionais da saúde, bem como as instituições, públicas ou privadas, deverão atender as pessoas dentro da integralidade: que é o reconhecimento da prática dos serviços em que cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade, as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde formam também um indivisível e não podem ser compartimentalizadas. Não podem esquecer que os serviços, com seus diversos graus de complexibilidade formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral, e reconhecer que o homem é um ser integral, bio-psicossocial, e deverá ser atendido com esta visão integral por um sistema de saúde também integral, voltado para a promoção, a proteção e a recuperação da saúde.

 

SAÚDE É DIREITO DE CIDADANIA E DEVER DO GOVERNO: MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.

 

Enquanto tivermos seres que somente fazem a crítica pela crítica, chegando a ponto de dizer que “não adianta texto bonito” ou que “nós que moramos fora, não deveríamos usar o Portal para fazermos as nossas colocações e sim criar um próprio”, estaremos no caminho da REGRESSÃO.

 

Em tempo quero dizer que: o significado de cada lugar é dado pelo seu uso, pelas pessoas que nele residem e a sociedade a qual estão inseridos. Lugar de produzir ou somente de consumir, lugar de curar ou somente de adoecer ou ainda lugar de AMAR E LUTAR.

 

Luma, Lucineide Maria.

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Está coluna é de inteira responsabilidade da colunista Luma, Lucineide Maria.