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Os
primeiros passos da nova
administração são claudicantes,
decerto. A dificuldade de acertar o
passo e imprimir um rumo para a
atual gestão é uma tarefa que deve
ser executada o mais rápido
possível.
Os
nomes que compõem o secretariado
são bons, embora alguns não tenham
experiência no serviço público. O
desafio é maior e deve ser tratado
com esmero e dedicação por aqueles
que agora gerenciam o dinheiro
público.
A
população, ansiosa, cobra ações que
venham ao encontro das mudanças tão
propaladas durante a campanha. Os
que ajudaram de uma forma ou de
outra querem participar das
primeiras movimentações.
O
momento é delicado e requer muito
jogo de cintura. Os primeiros meses
são essenciais para que possamos
compreender e visualizar como
serão os dias que virão. A cobrança
é normal e é preciso encarar isso
com naturalidade.
O
que nos cabe, como cidadãos, como
formadores de opinião e, de certa
forma, partidário da idéia, é jogar
uma luz nesse cenário e tentar
pontuar situações na tentativa de
contribuir de alguma forma.
Sempre afirmei, em conversas
reservadas, com o atual prefeito,
que o atual governo deveria pautar
sua atuação em duas vertentes:
transparência e transparência.
Mostrar para a população o montante
dos recursos que são aportados nas
contas municipais e sua destinação
é obrigação dos que manejam o
dinheiro da coletividade.
A
confecção de uma cartilha mensal
com o detalhamento dos valores e
repasses e aplicação dos mesmos na
infraestrutura e nos serviços de
forma ilustrativa para que todos
tivessem condições de monitorar os
recursos públicos seria uma grande
contribuição.
Além disso, disponibilizar na
internet, por meio dos sites locais
e de um próprio site da prefeitura,
as principais movimentações
financeiras do município, seria
mais uma ferramenta cidadã que o a
nova gestão ofertaria a todos.
Outra preocupação premente de toda
administração deve ser a
proximidade que deve haver entre o
secretariado e a população. Não se
pode conceber que secretários
escondam-se em gabinetes ou se
distanciem do povo. É necessário
uma proximidade apta a mostrar que
há uma interação sadia entre o
governo e os anseios populares.
O
prefeito, por seu turno, deve
estreitar os laços com o
coletividade. Estar antenado com o
que se diz nas ruas. Por isso, deve
ser criada uma ouvidoria. Assim, a
população poderá expressar o seu
desejo e os seus reclamos. Além
disso, o gestor maior deve manter
um canal permanente com as diversas
classes, desde os servidores
municipais até os sindicatos e
associações.
Enfim, é uma tarefa dispendiosa que
exige dedicação e boa vontade. Mas
que é possível, sim, avançar e
criar as condições para que todos
possam sentir a presença de um
governo firme, transparente e
propositivo.
É o
que desejamos como cidadão e como
fiador desse novo momento político
e social de São Raimundo.
Zeferino
Júnior
– Servidor Público |