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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

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A estupidez de uma guerra não precisa ser materializada em fatos ou fotos. Quando se pronuncia o vocábulo “guerra”, de pronto somos remetidos à barbárie, à ausência de ordem civilizada, ao caos e à descida vertiginosa do ser humano na escala zoológica.

 

É fato inconteste a disposição dos nossos semelhantes para guerrear. Territórios, religiões, poder, tudo justifica uma ofensiva, um combate. É assim desde os primeiros tempos. E assim será.

 

O ódio é o impulso mais primitivo que conduz as ações beligerantes. Na mesma esteira, a insensatez adorna os caminhos, emoldurando de espinhos as “pontes” que deveriam unir e não distanciar um ser humano do outro.

 

A atual reação de Israel aos ataques terroristas do HAMAS, considerada por todos como desproporcional, tem revelado mais uma vez a face do horror de uma guerra. As crianças palestinas vitimadas pelas ações do Estado Judeu são os símbolos mais eloqüentes desse caos instalado nas “terras santas”.

 

A imprensa cobre ostensivamente os acontecimentos. As opiniões são desabonadoras em face das ações de Israel. A guerra da mídia já tem um derrotado: o Estado Judeu criado em 1948, fincado na região que historicamente guarda laços históricos com os judeus e palestinos, a partir do Patriarca Abraão.

 

O desequilíbrio das opiniões fica patente quando não se condenam, numa única linha, as provocações e os métodos do grupo terrorista, legitimamente reconhecido popularmente como detentor do poder político Palestino.

 

            Cabe aqui e alhures condenar a guerra e seus protagonistas. Não existem motivos legítimos para deflagrar conflitos que redundam em mortes de civis inocentes, mormente crianças indefesas, sejam elas palestinas ou judias.

 

            A covardia do Hamas, ao escudar-se em áreas residenciais para provocar a morte de civis inocentes, deve ser criticada com veemência. Não se pode esquecer que há vítimas inocentes, também, do lado do Estado Judeu.

 

            Evidente que todos nós nutrimos esperança que a razão, um dia, sei lá quando, predomine naquela região. E que todos passem a conviver em harmonia. Enquanto isso, é preciso condenar com firmeza as duas partes da contenda belicosa.

 

            Israel tem o direito de existir, embora as autoridades palestinas, apoiadas pelo Irã e por alguns asseclas, entendam que não; os Palestinos também necessitam de uma base territorial que lhes garanta dignidade e condições de tocar suas vidas com tranqüilidade.

 

            Ansiamos pelo fim dos conflitos. Enquanto isso, devemos ojerizar a brutalidade engendrada pelo grupo terrorista, detentor do poder político palestino, e repudiar os ataques desmedidos perpetrados por Israel na sua legítima reação aos ataques de vizinhos fanáticos que querem riscá-lo do mapa.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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