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Apesar de adentrar numa área que é
mais afeta ao nosso cientista
político, Alexandre Rocha,
permito-me, nesse fim de ano,
lembrar dessa obra que marcou, em
definitivo, a relação entre
sociedade, política e poder.
Rogo
ao nosso cientista/colunista que
nos presenteie no ano que entra com
uma análise sobre essa obra
clássica das Ciências Políticas.
Enquanto isso, fica, abaixo, umas
pinceladas mal dadas sobre Ela.
Maquiavel é sempre atual. A leitura
da obra desse genial Florentino,
que marcou definitivamente a
maneira de encarar o Poder e a
Política, deve ser retomada amiúde.
Ressalte-se que é necessário, ao
lê-lo, despir-se de preconceitos
para afastar o que senso comum
costuma apregoar. Apreender o seu
legado maior, que foi idealização
de um Estado forte, capaz de
superar as comoções que costumam
marcar a vida em sociedade, é o
desafio que deve ser encarado.
O
transcurso do tempo não é capaz de
envelhecer “ O príncipe”, sua obra
monumental. As “células” de um
clássico não sofrem a força
cronológica do passar dos anos, não
envelhece. Um clássico nunca morre,
não raro se faz presente no dia dos
diversos ramos do conhecimento.
Ao
perceber a situação caótica de uma
Itália debilitada, fragilizada
pelas vicissitudes e
transitoriedade dos governos,
imersos em crises institucionais,
sucumbindo frente às desordens
perpetradas pelas convulsões
sociais iminentes, numa Europa
esfacelada, Maquiavel buscou
através das suas teorias robustecer
a figura do governante, dando-lhe
força suficiente para governar com
proficiência.
Várias são suas lições. É preciso
mergulhar nos seus escritos e
buscar abstrair suas teses para
compreendê-lo. É tarefa árdua,
porém fascinante. Fazer uma análise
mais detida é lição básica para os
que se interessam pelo Estado , e
que acreditam na força de suas
teorias como premissas para
desempenhar a função pública como
um verdadeiro governante, na
acepção pura da palavra.
Mesmo com uma análise perfunctória,
obtida com leituras esparsas, já se
delineia, num primeiro momento, a
idéia maior da obra que mudou a
maneira de encarar a relação humana
com o poder político.
No
atual momento da nossa vida
política, onde se discute muito o
novo papel do governante, é
necessário buscar, na teoria
política, subsídios para
implementar governos fortes capazes
de contornar crises institucionais,
arrefecer ânimos exaltados que
desestabilizam qualquer ordem
democrática, e alicerçar a atuação
governamental para transformar a
realidade social com políticas
públicas condizentes com as novas e
velhas carências do povo.
Zeferino
Júnior
– Servidor Público |