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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

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Maquiavel e o nosso tempo

z_junior@bol.com.br


Apesar de adentrar numa área que é mais afeta ao nosso cientista político, Alexandre Rocha, permito-me, nesse fim de ano, lembrar dessa obra que marcou, em definitivo, a relação entre sociedade, política e poder.

 

Rogo ao nosso cientista/colunista que nos presenteie no ano que entra com uma análise sobre essa obra clássica das Ciências Políticas. Enquanto isso, fica, abaixo, umas pinceladas mal dadas sobre Ela.

 

Maquiavel é sempre atual. A leitura da obra desse genial Florentino, que marcou definitivamente a maneira de encarar o Poder e a Política, deve ser retomada amiúde.

 

Ressalte-se que é necessário, ao lê-lo, despir-se de preconceitos para afastar o que senso comum costuma apregoar. Apreender  o seu legado maior, que foi idealização de um Estado forte, capaz de superar as comoções que costumam marcar a vida em sociedade, é o desafio que deve ser encarado.  

 

O transcurso do tempo não é capaz de envelhecer “ O príncipe”, sua obra monumental.  As “células”  de um clássico não sofrem a força cronológica do passar dos anos, não envelhece. Um clássico nunca morre, não raro se faz presente no dia dos diversos ramos do conhecimento.

 

Ao perceber a situação caótica de uma Itália debilitada, fragilizada pelas vicissitudes e transitoriedade dos governos, imersos em crises institucionais,  sucumbindo frente às desordens perpetradas pelas convulsões sociais iminentes, numa Europa esfacelada, Maquiavel buscou através das suas teorias robustecer a figura do governante, dando-lhe força suficiente para governar com proficiência.

 

Várias são suas lições. É preciso mergulhar nos seus escritos e buscar abstrair suas teses para compreendê-lo. É tarefa árdua, porém fascinante. Fazer uma análise mais detida é lição básica para os que se interessam pelo Estado , e que acreditam na força de suas teorias como premissas para desempenhar a função pública como um verdadeiro governante, na acepção pura da palavra.

 

Mesmo com uma análise perfunctória, obtida com leituras esparsas, já se delineia, num primeiro momento, a idéia maior da obra que mudou a maneira de encarar a relação humana com o poder político.

 

No atual momento da nossa vida política, onde se discute muito o novo papel do governante, é necessário buscar, na teoria política, subsídios para implementar governos fortes capazes de contornar crises institucionais, arrefecer ânimos exaltados que desestabilizam qualquer ordem democrática, e alicerçar a atuação governamental para transformar a realidade social com políticas públicas condizentes com as novas e velhas carências do povo.

 

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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