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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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Caros leitores, dando continuidade à publicação dos trechos do Ensaio Literário, publico nesta semana a consumação do ato que selou de vez a união do Magistrado e de sua amante.

 

Na semana passada, narrei a chegada do Juiz à casa onde estava hospedada Rosa, recém chegada do interior.

 

Hoje, publico o trecho em que narro o “congresso carnal” dos amantes.

 

Antes, queria agradecer a um leitor-amigo que me abordou quando da minha passagem neste final de semana por São Raimundo. Ele já leu o livro “Mulher Dama, Sinhá Madama”, e acompanha atentamente a publicação deste Ensaio. Além disso, disse que é um leitor assíduo dos meus textos. Que bom, pelo menos com um leitor eu posso contar. Para quem escreve sem grandes pretensões, um leitor torna-se uma legião.

 


 

 Sem mais delongas, o juiz entrou e, sem olhar para trás, bateu a porta. Nesse instante, os olhares se entrecruzaram e, despojados de preconceitos e pudores, se aproximaram e se atiraram na cama, embevecidos e envolvidos pelo desejo ardente de possuir um ao outro. A noite se apequenou diante do frenesi produzido pelo contato dos corpos inundados de paixão.

 

Rosa dos Arcanjos entregou-se como nunca àquele homem que resolveu amá-la sem pudores e recatamento.

 

Gemidos, grunhidos quebravam o silêncio sepulcral da noite baforenta de Teresina. A incursão dos dois, noite adentro, envolvidos por desejos incontroláveis, não respeitou limites temporais nem carnais.

 

Desvairados pelos impulsos, os dois se completaram, e como numa orquestra comandada por um maestro insano, dimanaram, no mesmo instante, um grito agônico, gutural, num desfecho apoteótico para aquele encontro que prometia selar os seus destinos.”

 

Do ato, ou melhor, dos atos, sobraram peles avermelhadas, cabelos desalinhados, e um sentimento de culpa por parte do magistrado, depois do gozo, é claro; para Rosa dos Arcanjos, ainda envolta pelo prazer que insistia em tomar conta do seu corpo desnudo, a felicidade se materializava num sorriso ligeiro no canto esquerdo da boca. Os olhos umedecidos e a sensação imorredoura de saciedade davam conta de sua satisfação.

 

A chama do lampião que iluminou a noite orgástica já não mais se fazia presente. Os fachos de luz do sol é que produziam o fino claro que alumiava o “quarto da devassidão”.

 

Retomada a lucidez, o tempo encarregou-se de colocar as coisas nos seus devidos lugares. A vida voltou ao normal. O próximo passo do “Doutor das Leis” o levou para o truncado e difícil mundo político. Seria mais uma empreitada desses dois personagens que resolveram caminhar juntos por todos os caminhos ofertados pela vida.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Zeferino Junior

 

 

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