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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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De MULHER DAMA a SINHA MADAMA

z_junior@bol.com.br


Surpreso!!! Essa foi a minha reação ao ser contemplado com a premiação da Academia Piauiense de Letras.

 

Confesso a vocês que não esperava tamanha honra. Quando resolvi participar do concurso literário, apenas quis homenagear o lendário Willian Palha Dias. Como somos amigos e parentes, achei que ele ia ficar feliz se eu comentasse uma de suas obras.

 

Com esse espírito, reli “MULHER DAMA,SINHA MADAMA”, romance ambientado nas cercanias de São Raimundo Nonato, que narra a trajetória de Rosa dos Arcanjos, personagem principal do livro.A sua caminhada é digna, realmente, de ser romanceada e contada por um grande ficcionista do naipe de Palha Dias.

 

Sem falsa modéstia, comecei a escrever despretensiosamente. Fui pinçando alguns fatos do livro, mergulhando no ambiente criado pelo romancista e colocando a minha visão sobre os acontecimentos, sempre tentando ser original.

 

No fim de alguns dias o texto estava pronto. Lido e relido coloquei-o aos olhos  dos Acadêmicos. Sinceramente não esperava que o texto obtivesse êxito, pois não o fiz com a pretensão de obter uma premiação, afinal há muitos bons escritores em Teresina.

 

        O certo é que o texto foi premiado. E agora quero compartilhar com os meus, talvez, “dois” leitores do portalsrn. Pretendo colocar durante as semanas vindouras trechos do trabalho. A cada semana, escolho uma passagem e disponibilizo para vocês.

 

        Adianto que é um texto singelo sem grandes rebuscamentos. Aproxima-se de um ensaio literário, embora não tenha premeditado isso. Confesso que não sou conhecedor das técnicas que formatam as espécimes literárias. Ensaio literário, conto, resenha, não sei exatamente o que fiz. Apenas sentei e danei a escrever sobre as impressões que tive da  obra.

 

        Apesar da premiação não me considero um escritor. Falta-me quase tudo para tanto: dotes técnicos, visão arguta sobre todas as coisas, disposição para a pesquisa, enfim.

 

        O que me sobeja é o deslumbramento, a paixão pela leitura, o encantamento pelas construções frasais e o despertar da sensibilidade no seu estágio mais avançado. Só!!. Isso faz um escritor? Acho que não.

 

        Por isso, caros leitores, apresento-lhes trechos da “obra” a partir da próxima semana neste espaço.

 

        A propósito, apesar da proximidade das eleições, adianto-lhes que não opinarei sobre elas até o seu desfecho, no dia 05 de outubro. Acredito que já dispensei tempo demais ao processo eleitoral atual. O que eu tinha para opinar sobre o tema já o fiz. Passo a bola para os outros colunistas, em especial ao mestre Alexandre Rocha, vívido autor de belos textos sobre a nossa pobre condição política.

 

        

Zeferino Júnior – Servidor Público

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