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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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O mês festivo é convidativo para passar em São Raimundo, embora eu entenda que não há muito o que comemorar nessa cidade.

 

Mas, fazer o quê? A família, os amigos, os negócios e as lutas político-ideológicas não nos permitem abandonar o barco. Ausentar-se nessa hora não é recomendável.

 

O processo político na cidade caminha lento, num passar claudicante, espremido por uma oligarquia que respira e uma oposição fragmentada, que se diz forte.

 

As eleições entram num momento dramático. A reta final é decisiva e promete ser tensa, com possibilidades de reviravoltas capazes de mudar os rumos da campanha.

 

Às vezes, em minhas reflexões diárias, fico pensando por que o povo dessa cidade ainda permite que políticos que desprezam, sufocam e tripudiam deles ainda consegue disputar uma eleição com chances de vitória.

 

Em Esperantina, cidade próxima da nossa capital, o atual prefeito, Felipe Santolia, depois de uma administração desastrosa, amarga uma rejeição sem tamanho. A oposição, embora rachada, deixou para trás o desastrado prefeito.

 

No nosso município, infelizmente, isso não acontece. Depois dos nefastos oito anos do atual prefeito, seu sobrinho, com a força da máquina pública, das mentiras e das promessas vagas, ainda desfila sua arrogância e se diz competitivo.

 

Um olhar rápido nos municípios piauienses, que viviam sob a égide de  oligarquias odientas, revela que naqueles lugares não há mais espaço para os eternos donos do poder.

 

Em Floriano, caiu  Zé Leão; em Altos, Elvira Raulino perdeu de forma humilhante; em Parnaíba, a família Silva e os apaniguados do Mão Santa foram à lona; em Caracol, os Figueiredos são só coadjuvantes; em Itaueira, o velho coronel perpétuo – Quirino- foi afastado do cargo pela justiça.

 

Esses só são os exemplos mais rápidos, que me vêem à mente, da derrocada de um modelo político que despreza a inteligência do povo e acredita que o patrimônio público é dote familiar.

 

O que nos falta, então?! Somos menos prudentes que os demais? Somos menos sensíveis? Onde anda a nossa capacidade de se indignar?

 

Bom, daqui a alguns dias teremos a resposta. Não quero acreditar que continuaremos a assistir ao circo de horrores instalado há mais de cinqüenta anos numa cidade que ficou mais conhecida pelos escândalos políticos do que pelo seu potencial turístico magnífico. 

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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