|
A
dinâmica da política é
impressionante. O surpreendente
cenário político montado para as
eleições municipais que se
avizinham em São Raimundo Nonato
reforça a afirmação de que em
política tudo é possível e
imprevisível.
Depois das tentativas infrutíferas
no sentido de unir o Dr. Isaías e
o Padre Herculano, a chapa
encabeçada pelo médico traz o
octogenário José de Castro, pai do
Deputado Marcelo Castro, como
candidato a vice-prefeito.
Nem
mesmo os “experts” em futurologia
poderia prever tal composição. Uma
decisão que pegou todos de surpresa
e deixou uma pergunta no ar: por
que expor um senhor de idade
avançada numa disputa eleitoral
desgastante que exige, de cada um,
esforços descomunais?
Deve
haver algum motivo especial para
trazer o patriarca dos Castros para
a disputa, afinal há mais mistérios
dentro dos jogos políticos do que
imagina a nossa vã filosofia.
As
chapas estão montadas, prontas para
ganhar às ruas, invadir às casas,
quebrar o silêncio costumeiro do
interior e caçar os votos com as
armas de cada um. Quem vai
polarizar com quem? Essa é a
pergunta que mais se ouve na
cidade.
As
três candidaturas são viáveis,
aptas a concorrer com possibilidade
de vitórias? O que vocês acham,
caros leitores? Há espaço para que
todos possam concorrer com igual
condições na tentativa de chegar ao
Executivo Municipal? Só o tempo, o
“senhor da razão”, será capaz de
responder tão inquietante dúvida.
A
minha opinião pessoal, vazada no
texto da semana anterior, vocês já
conhecem. Resta saber, depois de
formalizada as chapas, se haverá
alguma mudança na análise dos fatos
políticos.
Quais os vices que mais somam na
corrida para chegar à “Casa Azul”,
sede da honrosa Prefeitura
Municipal de São Raimundo Nonato?
Quem se fortaleceu, na verdade? O
fato do Pai do Marcelo Castro
figurar na chapa majoritária
PTB/PMDB tem o condão de trazer pra
dentro da campanha o deputado
Federal mais votado do Estado? Isso
implica mais recursos para a
campanha? Mais capacidade de
angariar votos?
E o
Júlio Paixão, vice do candidato a
prefeito pelo PP, Valmir Filho,
acresce muito na campanha do
candidato do Clã? O fato dele já
ter saído da mesma base política
não é um sinal de fraqueza?
E o
Beto Macêdo, vice do Padre
Herculano, é capaz de trazer os
votos que todo mundo aposta que
traz? Terá ele disposição para
enveredar-se pelos caminhos
estreitos da política e ajudar na
busca incessante por votos?
Bem,
a imprevisibilidade da política não
nos permite avançar muito nas
conjecturas. É preciso sentir o
primeiro mês de campanha para se
extrair daí algum elemento capaz de
nos nortear nesse desafio gigante
que é mapear esse cenário.
Há
que se analisar, também, a
capacidade dos vereadores de cada
grupo e a possibilidade que cada um
tem de ajudar na campanha. Isso tem
algum peso, evidente.
Vamos ficar atentos a todos os
acontecimentos e esperamos que
entre mortos e feridos se
salvem......quase todos.
Zeferino
Júnior
– Servidor Público |