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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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Uma análise particular

z_junior@bol.com.br


Está chegando a hora. Depois de especulações, ofensas, agressões, fuxicos, o cenário político da cidade está se montando para mais uma “dolorosa” disputa eleitoral.

 

O adjetivo relacionado a dor a qual me referi acima não tem sentido metafórico: o seu sentido é literal ou melhor visceral: as vísceras estarão expostas por três meses e, dependendo do resultado, por mais quatro ou oito anos.

 

Preparem os “analgésicos”, caros (e)leitores. De preferência, os mais potentes. Os ânimos já estão acirrados desde as preliminares.

 

Os “congressos carnais” que darão ensejo à concepção dos candidatos estão acontecendo nas alcovas da política local.

 

Os candidatos da atual administração (argh!!!) são “gerados” pelo processo abiogênico. Não há fecundação. A matriz é uma só. Da matriz surgem os descendentes. Dos descendentes surgirão mais descendentes e assim o ciclo se completa e retorna para o início. O Eterno Retorno!!!

 

A oposição ainda não se encontrou. Grande novidade!!! A situação rachou. Uaaala!!! O atual vice-prefeito, Dr. Isaías, rompeu, pelo menos por enquanto, com o atual prefeito.

 

Todos com a calculadora na mão. Vamos fazer as contas: 1000 votos pra cá, 1000 votos pra lá, 2000 pra acolá. Somas, subtrações e divisões. Todos querem achar o número ideal e, pimba!!, encontrar o eleito. 

 

Não sou tão cartesiano assim. Os números, em época eleitoral, não são como aves migratórias, que seguem ferozmente o líder do bando, ops!!, uma ressalva: bando é coletivo de pássaro e não de bandoleiros.

 

Pois bem. Estabelecidas a premissas iniciais, cabe uma análise superficial de quem escreve superficialmente nesta coluna.

 

Já há um derrotado nesta eleição, uma vítima, com nome e sobrenome: Edson Ferreira.

 

Explico: o representante de São Raimundo Nonato no parlamento estadual defendeu ardorosamente a candidatura da Doutora Ana Teresa. Enfrentou a ira de alguns familiares e num processo lento e desgastante não conseguiu emplacar  a menina. Conheci alguns detalhes dos bastidores dessa escolha. Envolveu até mesmo o famoso Roberto Jefférson ( o do mensalão). Noutra oportunidade eu conto a vocês.

 

O “novo” candidato do clã Ferreira saiu, e não poderia ser diferente, das bases familiares. Assim será até o Juízo Final. Acaso ele vença, tomara que não, o deputado derrotado não terá influência nenhuma na gestão do dinheiro público, pois os novos gestores serão os ascendentes do “novo” candidato.  Ou seja, o deputado perde se o candidato perder e perde se candidato vencer. Entenderam!!!!

 

Muitos dizem que três candidatos favorecem o atual governo municipal. Eu discordo. Acredito que quem mais perdeu nesta história foi exatamente o clã. A fissura se deu no corpo político carcomido deles.

 

Quem possibilitou a vitória deles na última eleição foi exatamente o atual vice-prefeito, Dr. Isaías. A diferença, na eleição passada, para o segundo colocado, Pe. Herculano, foi de 5% (cerca de 1000 votos). Lembrando que a campanha do Padre só teve 20 dias.

 

Agora eu pergunto quem perdeu com a candidatura do Dr. Isaías? A atual administração ou o candidato que recebeu os votos do atual vice?

 

Alguém pode dizer: “e os votos do Marcelo Castro que foram despejados na candidatura do Pe. Herculano e que agora vão migrar para o Isaías”?

 

Há um detalhe que deve ser levado em conta para refutar essa tese. As bases eleitorais do Marcelo estão muito ligadas ao Herculano: vide os votos da vereadora Socorro Macêdo, do vereador Laércio. São votos que se confundem com os do Padre.

 

É uma opinião pessoal, é claro. Mas acredito que num cenário de três candidatos o mais forte é a candidatura identificada como a de oposição. Se o Dr. Isaías conseguir crescer na campanha ele avança nos votos da atual administração, pois os votos do Padre são mais consolidados e têm características mais independentes.

 

Outro detalhe a favor do Padre é o alinhamento dele com os governos estaduais e federais. Como a candidatura dele está ligada ao Presidente da República e ao Governador do Estado, tudo leva a crer num crescimento natural, depois de iniciado o processo eleitoral.

 

Reitero, no entanto, que é uma análise particular, envolvida numa inclinação própria de quem é a  favor da candidatura do petista.  Mas, sugiro que alguém apresente uma visão diferente, afinal de analista político e louco todo mundo tem um pouco.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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