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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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Deus e o dom da imparcialidade.

z_junior@bol.com.br


Caros leitores,

 

Confesso que, nesta semana, eu ia falar sobre a morte da garota Isabella e a atuação da mídia na cobertura das investigações. Mas, diante da polêmica causada pelo meu último texto, mudei de idéia. É preciso tecer alguns comentários sobre jornalismo e parcialidade.

 

De qualquer modo, agradeço de pronto ao leitor Manoel Ribeiro e aos outros que saíram em minha defesa.  Valeu!!!

 

Quanto ao “observador”, crítico feroz do meu último texto, agradeço pela disposição para a crítica. Saudações!!!                 

 

 

 

Deus e o dom da imparcialidade

  

O texto da semana passada gerou polêmica. Ótimo!!! São as polêmicas que geram os bons debates. Muitos me “acusam” de escrever com parcialidade. Não vejo problema nisso. Nem quanto às “acusações” nem quanto a minha inclinação para este ou aquele candidato na disputa eleitoral que se avizinha.

 

Vou começar dando exemplos:

 

Diogo Mainardi, Alexandre Garcia, Mirian Leitão, Reinaldo Azevedo etc, etc.. Todos Anti-Lula.

 

Franklin Martins, Mino Carta, Kenedy Alencar, entre outros.  Todos a favor de Lula.

 

Esses são, verdadeiramente, grandes jornalistas e emitem opiniões com parcialidade. Eu não sou jornalista e se fosse não teria a obrigação de ser imparcial. Eles trabalham em grande meios de comunicação;  eu, apenas coloco a minha reles opinião no portalsrn.

 

O espaço do Portal é privado.  A função do portal é noticiar fatos. Quando noticia fatos não pode distorcê-los. Se fulano falou isso ou fez aquilo, a obrigação é descrever tudo como realmente aconteceu. Estou falando de fatos, acontecimentos do mundo real. Ou o fato ocorreu ou não ocorreu. Não há como mudá-los ou dar outra versão.

 

Quando saímos do mundo fático, ou seja, quando não se descreve acontecimentos, mas apenas se emite opinião, é outra história. As opiniões, no seu nascedouro, já são parciais. Não há como fugir disso. O ser humano sofre influência de toda sorte. Tem suas paixões, as suas escolhas, os seus dilemas.

 

Somos humanos, demasiadamente humanos. Seres envolvidos pelos estímulos da vida, pelos acontecimentos. Fazer escolhas é uma característica nossa. Desde do início de nossas vidas escolhemos, optamos. São nossas escolhas que nos constróem. A nossa visão de mundo é formada por elas.

 

Flamenguista ou vascaíno, corinthiano ou palmeirense, portelense ou mangueirense. Cada escolha revela uma faceta. A soma das escolhas forma uma personalidade. Portanto, escolher é de nossa natureza. Chega a ser, plagiando o filósofo existencialista francês Sartre, uma “condenação”:  estamos “condenados” a escolher.

 

Vou fechar a minha argumentação com um exemplo. Apoiei desde o início a chegada de Lula ao poder. Acreditei piamente que ele mudaria as condições de vida da população e daria uma outra dinâmica às relações políticas, afastando-se dos velhos caciques políticos.

 

Vários jornalistas, em especial Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, atacou e ataca duramente o governo do petista. No início, recusava-me a lê-lo. Achava que ele era muito parcial, muito duro, despropositado.

 

Com o tempo percebi que, realmente, o governo Lula cumpriu sua primeira missão que era promover melhorias para as classes menos abastadas, mas quanto às questões éticas deixou a desejar. Na verdade, acabou aprofundando a crise moral do país.

 

Voltei a ler Mainardi. Ele é exagerado realmente, mas acredito que exerce uma função importante, principalmente por enfrentar uma estrutura poderosa de Estado. Na sua inteligência aguçada acaba gerando polêmica e contribuindo para o debate. Não é à toa que é um dos mais lidos do país. 

 

Como não tenho pretensão de ser um Mainardi ou qualquer outro colunista de renome, pois não tenho capacidade intelectual para tanto, apenas dou minhas opiniões parciais, de certo, mas com o intuito de promover o debate e as discussões em torno de nossas questões políticas.

 

Por isso, queridos leitores, a minha postura é essa. Escrevo semanalmente e tenho minhas preferências. Cabe ao gestor do portal, a quem dispenso considerações muitas, avaliar se as minhas manifestações cabem no espaço que ele me oferta. Se elas desvirtuam a idéia ou o propósito do portal, quebrando com sua “imparcialidade”, é preciso tomar providências. Dentre elas até mesmo não veicular mais minhas opiniões. Se a decisão for esta, acato com toda humildade.

 

De qualquer forma, antes que façam uma campanha contra a minha permanência neste portal, termino o texto citando Ancelmo Góis, o brilhante colunista do jornal o Globo: "Deus não nos deu o dom da imparcialidade."

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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