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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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São Raimundo e seu jogo político.

z_junior@bol.com.br


Nesta semana tive a oportunidade de acompanhar Padre Herculano na sua “peregrinação” pelos gabinetes e escritórios dos líderes políticos da capital, com o intuito de formar um bloco oposicionista forte capaz de enfrentar a atual administração municipal.

 

Foram longas horas de espera, conversas, costuras políticas e análises, tentando entender e vislumbrar um norte para que as “contas” fechem e os acordos aconteçam.

 

É um ambiente complicado. Um jogo de interesses que não tem tamanho. Cada pedra do jogo tem sua importância. Uma jogada errada pode comprometer tudo. È preciso cautela, paciência e, acima de tudo, gostar de “jogar”.

 

Encontros com Governador, com deputados, com empresários, com líderes políticos, tendo na pauta a “mardita” da política.   Como vão se delinear as alianças? Quem não pode ficar de fora? Quem é prescindível? Tudo isso colocado tête-à-tête.

 

Nesse percurso encontramos pessoas que não estão no jogo diretamente, mas acompanham o seu desenrolar. A causa de São Raimundo, caros leitores, é maior do que os limites da cidade. Virou uma questão estadual.  Além de preocupar os que a protagonizam, preocupa também pessoas comuns.

 

O que mais me impressionou foi o leque de amizades de Padre Herculano. A forma como é recebido por todos. Sente-se de pronto o tom de reverência, de admiração. Em pouco tempo, a conversa ganha uma dinâmica e se espraia em vários assuntos, entrando pelos meandros da política até desembocar na história e/ou na religião.

 

O certo é que estamos diante de um dos mais complicados momentos da conturbada vida política de São Raimundo. Pulverizada, ressentida de uma unidade, a oposição não chega a um consenso. Não é novidade, mas desta vez parecem ser mais profundas as fissuras no bloco oposicionista.

 

O grupo dos Isaías, preterido pela intromissão do deputado Edson Ferreira na cúpula do Partido Trabalhista Brasileiro, fragilizou-se por demais. Ameaçado de ser apeado do cargo de presidente do partido, o irmão do deputado Hélio Isaías ficou sem força. Para se colocar com um forte candidato deveria ter de pronto o partido em suas mãos. Não o tem. Conta com o agravante, diga-se de passagem, de ter ajudado a atual administração a chegar no poder novamente. Isso pesa.  È preciso uma distância regulamentar da oligarquia nossa de cada dia para se identificar com grande parte do eleitorado.

 

Já o Deputado Marcelo Castro resiste a uma eventual candidatura de Padre Herculano. Alega que o Padre não o apoiou na última eleição, embora ele tenha o apoiado nas anteriores. Ao que parece, o Deputado Federal mais bem votado do Estado leva mais em conta questões pessoais na hora de fazer alianças.

 

Quanto ao próprio Padre, alega ele que não havia feito compromisso com ninguém para uma eventual candidatura nas últimas eleições gerais do Estado. E que em outra ocasião, 2002, já o apoiou, embora tenha sofrido um duro golpe na sua campanha de reeleição – 2000 – quando o irmão do deputado federal – Castro Júnior – desistiu de ser candidato na última hora para permitir que o atual prefeito vencesse.

 

São as filigranas do jogo político. Cada um com seus argumentos e suas teses.  Os próximos acontecimentos definirão o futuro político da cidade.

 

Esperamos todos que os nós sejam desatados e que os interesses pessoais sejam colocados de lado, pelo menos uma vez na vida. Afinal, a situação do nosso município é caso de política, ou melhor, de polícia.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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