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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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Chamem o Dr. Ruszel!!!

z_junior@bol.com.br


Caros leitores, esse texto foi enviado para a imprensa da capital.

   

Há uma tragédia em curso no nosso Estado. A grande maioria dos municípios está sendo administrada irresponsavelmente. A impunidade, o nosso mal do século, é reinante e se impregna nos escaninhos dos combalidos entes municipais piauienses.

 

Licitações fraudulentas, conluios com bancos para fraudar empréstimos consignados, desvio de dinheiro público, concursos fraudados para favorecer apaniguados, enfim, uma lista de ilícitos que não tem tamanho.

 

Há cerca de quinze dias uma situação deplorável, digna de ações de gângsteres, ocorreu na cidade de São Raimundo Nonato. Centenas de cheques da prefeitura municipal, assinados pelo atual prefeito, foram devolvidos sem fundos.

 

Já denunciei neste espaço, repetidas vezes, as ações nada republicanas dos (des)governantes da cidade que, segundo dizem, vai sediar um aeroporto internacional.

 

A inoperância da fiscalização é de dar pena. A “família-poder”, que governa a cidade há cinqüenta anos, tripudia em cima da lei e do povo. O Ministério Público local, numa omissão inexplicável, assiste a tudo de camarote; a Ordem dos Advogados do Brasil, por sua seccional, é inoperante; a Câmara dos Vereadores, anêmica, contribui para engrossar o caldo das deformações morais da cidade. Impressionante!!

 

A imprensa da capital não dá a mínima. Somente um portal da cidade noticiou, timidamente, o derrame de cheques sem fundos na cidade. Segundo informações do vereador do município, Laércio Carvalho, solitário combatente dos desmandos locais, uma espécie de Dom Quixote da “capital da pré-história”, relatou, em detalhes, a cena ocorrida na cidade: “uma espécie de pânico tomou conta dos que detinham os cheques sem fundos da prefeitura. Um vaivém descontrolado de pessoas que entravam e saíam do Banco. Um desespero só.”.

 

Em pleno século XXI, na era da informação e da transparência, fatos como esses são corriqueiros, mormente numa cidade isolada por uma espécie de “cerca de arame farpado” , fincada pelos que acreditam na impunidade e na tibieza dos órgãos fiscalizadores.

 

Os coronéis da modernidade estão lá e vão ficar por lá, incólumes. Os donos do passado, do presente e do futuro do povo sanraimundense surfam nas ondas gigantes da leniência dos incumbidos de fiscalizar.

 

Como “gramelins” , criaturas que se reproduzem em escala e devoram tudo que encontram pela frente, eles atacam sem dó e piedade o erário.  

 

Capitão Nascimento, policial austero, encenado por Wagner Moura, no longa “Tropa de Elite”, transformou-se, pela sua densidade moral, num personagem quase real, digno de ser invocado, diuturnamente, para nos tirar das garras dos malfeitores. Baseado no filme criou-se um jargão: “Chamem o Capitão Nascimento”, quando somos importunados pelo flagelo da violência urbana.

 

Aproprio-me do termo para clamar por um personagem real, que atua, como Promotor Público, com esmero e dedicação no combate à corrupção do dinheiro público, sem descambar para o destempero do Capitão do BOPE, criado pelo diretor José Padilha. Sem cerimônias vocifero: CHAMEM  O DR. RUSZEL.  

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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