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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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Encontros e eternidade.

z_junior@bol.com.br


Há encontros que se eternizam. Há outros que, embora possuam características de eterno, esboroam-se, minguam de plano. 

 

A vida é serpenteada. Não há nada de retilíneo nos caminhos que nos são oferecidos. Uma vida pré-concebida, determinada, sem difíceis escolhas, sem dilemas, não forja personalidades, não oferece a capacidade de reinvenção ao ser humano. E reinventar-se é fundamental.

 

Cada um carrega um ser errante dentro de si. Quem se enclausura, quem não se arrisca em busca de novos horizontes, míngua: desconhece novos universos que gravitam em torno dos seus.

 

Aprecio garimpar  características que se escondem no recôndito da alma de cada um. Deleito-me com atos e olhares. Regozijo-me diante da (in) diferenças do próximo. Assombro-me com as particularidades. Esbaldo-me com o mundo que cada um carrega nas costas e na mente.

 

Em regra, não perco oportunidades de escrever e publicar algo sobre o próximo, principalmente quando o próximo é bem próximo. Já fiz isso com entes queridos e pessoas que reputo notáveis, detentora de atributos que as diferenciam de alguma forma.

 

A cada texto produzido, no final, sinto-me saciado e compenetrado. Um dever cumprido.

 

A minha pífia capacidade de escrever já me recompensou, abundantemente. Fora os agradecimentos e sorrisos vertidos pelos “meus” personagens reais, uma conquista trouxe-me à felicidade terna, a cumplicidade e, acima de tudo,  a paixão pelo o usufruto do dia-a-dia.

 

A distância de três mil quilômetros não esmoreceu os sentimentos e a coragem. Um clique numa tarde qualquer projetou-me ao universo de uma personagem que hoje divide comigo sonhos e projetos. Entabulamos a parti dali uma história permeada de conquistas e promessas. Tudo plasmado em letras e em textos que iam e viam freneticamente.

 

Sacudidos pela curiosidade e pela atipicidade do encontro, resolvemos, sem nos conhecermos fisicamente, trocar experiências e sensações por meio de e-mails e cartas. Sutilmente, inventamos um universo pessoal dentro da impessoalidade. Entre  metáforas e poesias construímos pontes imaginárias que nos abriram caminhos.

 

Não acredito em destinos. Acredito, sim , na construção de nossas vidas quotidianamente. Em escolhas certas e incorretas. Acredito na sensibilidade, na capacidade de perceber o que está por trás das coisas.

 

Ao encontrar alguém para dividir os mistérios da vida num clique, num apertar de tecla, apenas, mecanicamente, agi. Ao “prendê-la” ao meu universo, ao meu mundo particular, com atributos que apreendi com o passar dos anos, acreditei no acaso e me arrisquei-  lancei-me num novo momento desconhecido. Procurei desvendá-lo, tirar o véu que o cobria.

 

Hoje, depois de cinco anos de relacionamento e de encantamento, descobri que conviver com ela é uma dádiva. Uma recompensa pelas minhas lutas. Uma retribuição pelas minhas andanças por este país afora.

 

No momento que dirigi minhas primeiras letras, como forma de substituir um carinho impossível no momento, dei o primeiro passo para entender que os caminhos da vida são capazes de nos proporcionar também enlevos e contentamentos.

 

Depois de um longo interlúdio de promessas personificadas em letras, começamos a experimentar o contato, o pegar.

 

Sobrou do primeiro momento um amontoado de e-mails em forma de carta e muito sentimento descrito com formosura e ternura. Do segundo,  sobram carinhos, olhares, risos, intimidades. Sobra a materialização de um história que começou a ser contada, literalmente, por duas pessoas que acreditaram na sensibilidade e na capacidade do ser humano de perpetrar mundos forjados pelas sensações de afeto.

 

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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