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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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“Refém” das leis

z_junior@bol.com.br


Reveillon e carnaval passados, só falta agora a Semana Santa para, definitivamente, começarmos a falar de política, essa paixão que nos envolve (e nos indigna) direta e indiretamente.

 

Toda campanha eleitoral marca uma época, releva acontecimentos, projeta pessoas e apequena outras. Nas nossas cercanias não é diferente. A nossa diminuta cidade, que parece ser imensa, pois nos “consome” e nos “esgota”, pelo menos em tempos de eleição, vai mergulhar nesse espiral de acontecimentos que vai marcar um momento histórico.

 

Presente, passado (de certa forma) e futuro vão estar em jogo. Tudo pode ser decidido num simples tocar de tecla. Alguns segundos definirão vidas. O processo que enriquece a democracia e a torna o regime mais afeito às nossas aspirações libertárias e plurais vai nos sacudir e nos exigir uma atitude positiva; vai nos provocar e nos colocar como responsáveis pelos nossos próprios destinos.

 

A vida exige de nós. A omissão, na vida em sociedade, é o pecado mais, digamos, pecaminoso. Cruzar os braços pode não ser uma boa idéia, mormente quando podemos colocar em jogo as condições de vida da coletividade.

 

A nossa cidade tem problemas seríssimos: um povo, em sua maioria, empobrecido e esquecido; uma estrutura urbana caótica; governantes esquizofrênicos que, divorciados do poder-dever de governar, faltam com sua responsabilidade legal e constitucional. Um caos!!!

 

Talvez pedir consciência na hora do voto é chover no molhado. Toda eleição faz-se isso repetidamente. Naquele tom meio professoral e paternal alerta-se: “o voto não tem preço, tem conseqüências”.  No entanto, o que vemos é a vitória da corrupção e da compra de voto deslavada.

 

Temos que ser repetitivo, não adianta: “a esperança é a última que se suicida”. Por isso, nós, comprometidos com a ética e com o respeito à coisa pública, devemos ser “chatos”.

 

Um dia, quem sabe, isso se internalize de tal sorte que não precisaremos ser tão enfáticos e enfadonhos. Votar em quem tem compromissos morais e cidadãos será natural.

 

Somos seres políticos o tempo todo. Um animal político, como dizia Aristóteles.

 

 Quando tomamos posições na vida privada, quando escolhemos essa ou outra roupa, quando decidimos a ir a esse ou outro lugar para nos divertirmos é uma decisão política, um ato de poder. A diferença para a política exercida como múnus público, é que neste caso a vida da comunidade está em jogo, a responsabilidade, por conseqüência, pelas tomadas de decisão é muito maior.

 

Acreditamos que um dia possamos  nos orgulhar dos nossos representantes, pois a vida da coletividade será colocada em primeiro plano e os interesses pessoais restringir-se-ão ao ambiente familiar, sem invadir a órbita do público.

 

Nesse dia, caros leitores, discutiremos, em épocas eleitorais, apenas o conteúdo programático dessa ou daquela agremiação. O político, pessoa física, só será um representante de uma idéia, jamais uma personalidade capaz de concentrar poderes ilimitados. Será apenas um “refém” das leis e das instituições. Um servidor público na acepção mais pura da palavra. Oxalá!!!

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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