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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

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Democracia, a solução

z_junior@bol.com.br


A nossa democracia é recente. Há pouco tempo ainda vivíamos sob o manto do autoritarismo, da força arbitrária do Estado, do afrontamento às liberdades individuais e da insensatez dos generais que insanamente acreditavam que só a força era capaz de implementar a ordem.

 

Passados esses tempos obscuros, a nossa democracia ganhou substância e se enraizou na consciência de todos, embora trazendo consigo algumas deficiências. Volta e meia alguns ainda invocam, com certa saudade, os tempos de ditadura, alegando que naquela época não havia tantos desacertos sociais: violência, corrupção, impunidade etc.

 

Mal sabem eles que por trás daquele aparente “estado de harmonia” a violência era mais cruel, pois era institucionalizada; que a corrupção corroia as vigas de nossa estrutura, mas era camuflada pela dificuldade de acesso às informações pelo cidadão comum e pela imprensa; que por trás de uma moralidade “declarada” existiam os conchavos, as negociatas perpetradas por aqueles que detinham o poder.

 

Com todos os males que um regime democrático possa ter, é ainda o melhor regime a ser adotado por uma nação que prima pelo bem do seu povo, pela possibilidade de ascensão social e pela luta por uma sociedade mais fraterna e pluralista.

 

É na própria democracia que encontraremos a cura para os seus males. Não é tolhendo liberdades, olvidando direitos e garantias dos cidadãos, conspurcando os meios de proteção legal que iremos resolver os problemas mais crônicos do nosso tempo.

 

Uma das manifestações mais sublimes da democracia é o voto. A possibilidade de se escolher o representante que conduzirá os destinos de uma cidade ou de um Estado é a concretização de um ideário que revela o cerne de todo o processo democrático. A alternância de poder é de extrema importância para se consolidar essa grande conquista que é a democracia.

 

O risco que corremos de ver novamente os velhos políticos ou seus herdeiros se instalando e sugando os cofres públicos, amealhando patrimônio para prover suas necessidades particulares não pode ser invocado em detrimento do regime democrático. Temos que avançar no fortalecimento das instituições, na efetividade da prestação jurisdicional, no implemento de meios garantidores que possam ser utilizados pelos cidadãos toda vez que tiverem notícia de investidas contra o erário, certificando-os de que as penas capituladas pelo nosso sistema repressivo, seja ele, Penal, Administrativo ou Civil, serão aplicadas com severidade, buscando-se incessantemente enxugar os procedimentos recursais que só servem para protelar as demandas e criar um sentimento de injustiça no meio social. 

 

Só assim nos livraremos de alguns malfeitores que se instalam na administração pública e se servem do bem público para satisfazer suas volúpias, sua cupidez pelo que é do povo, esquecendo-se que sua missão é exatamente o contrário, garantir que o dinheiro público tenha seu destino previsto na lei, atendendo às necessidades do seu verdadeiro destinatário: o povo. 

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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