.:":.Portal Sanraimundense.:":. - Entretenimento e Informação.

 

.

 

   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
Últimas Matérias
Tio Raimundo e se bar eterno
Copa, comentários e desafios
Fichas Limpas: joio e trigo
Moshen, o tirano e a unanimidade
A cúpula das palavras

“Carta a um amigo petista”

z_junior@bol.com.br


 

Li dois textos recentes sobre um mesmo tema. O primeiro, vazado num grande jornal do Brasil, intitulado “Carta a um amigo petista”, de lavra de Frei Betto, teólogo, ex-integrante do Governo Lula.

 

Num certo momento do texto, o Frei indaga com aquele pesar que amarga a boca: “Me pergunto se o PT voltará, algum dia, a ser fiel a seus princípios e documentos de origem. Hoje, ele luta por governabilidade ou empregabilidade de seus correligionários? É movido pela ânsia de construir um novo Brasil ou pelo projeto de poder? Como o professor de O anjo azul, a paixão pelo poder não teria lhe turvado a visão”? 

 

No outro texto - vertido da pena de uma petista histórica de Minas Gerais - a articulista, lá pelas tantas,  assevera: “Mas não aceito fazer parte de uma farsa: participei de uma prévia para escolher um candidato petista ao governo, sem que se colocasse a hipótese de aliança com o PMDB. Prevalece, agora, a vontade dos de cima. Trocando em miúdos, vejo que é hora de, mais uma vez, parafrasear Chico Buarque: ‘Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde.´

 

Juntem-se a essas duas manifestações a greve de fome promovida pelo deputado federal maranhense que repudiou a aliança com a governadora Roseana Sarney.

 

 Os próceres do partido dos trabalhadores, indiferente ao apelo famélico do deputado, seguiu a orientação do manda-chuva maior do partido, Luiz Inácio, forçando a união “espúria”.

 

No Piauí, o partido não foi diferente: revogou o irrevogável várias vezes, numa demonstração clara de frouxidão e de adesismos às regras do jogo do poder. Há quem conteste?

 

Esses fatos, jungidos a outros, Brasil afora, fazem parte de um processo de desconstrução de um partido que se arvorou de monopolista da ética e que apostou tudo num líder que encarnou suas verdades, seus princípios, suas ideologias.

 

Na nossa paróquia, o PT sai do governo do Piauí, depois de oito anos de gestão, menor do que entrou. E o apequenamento se dá de maneira indelével porque atinge a medula do partido.

 

            O deputado Nazareno Fonteles recorreu às instâncias maiores do partido para que a decisão- a última de muitas tomadas e revogadas - de não coligar proporcionalmente nas eleições estaduais fosse cumprida. Soçobrou. Viu-se mais uma vez pregando, sozinho, num árido deserto.

 

            Seus “companheiros” de luta, co-fundadores do partido, fizeram aquele silêncio constrangedor e eloqüente, apto a descaracterizar e deformar biografias e histórias de vida.

 

A desconstrução ideológica do partido foi levada a efeito, pelos seus líderes, com precisão cirúrgica: retiraram os órgãos vitais, deixando apenas o cérebro travesso, que talvez precise menos vinte anos de idade ou mais vinte de reflexão para compreender o que fizeram.

 

Zeferino Junior - Servidor Público

  Página Inicial | Comente esta matéria | Imprimir | Painel de Notícias | Topo

Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Zeferino Junior