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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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 Clichês, línguas e Camões

z_junior@bol.com.br


        Obs.: caros leitores, vou pedir licença, no mês de janeiro, para umas merecidas férias, afinal são mais dois anos de labuta, sem descanso. Em fevereiro, volto. Uma jornada anual de debates nos espera. Será um ano repleto de acontecimentos, não tenham dúvidas.

                       

 

                                               Clichês, línguas e Camões.

 

 

Os clichês são enfadonhos. Mas, não adianta, fazem parte de nossas vidas. O fim de ano nos reserva uma porção deles. Eles caem como um peso de uma tonelada sobre os nossos ombros. Obrigam-nos a dizê-los a “ torto e a direita”.

 

Fazer o quê.  “Feliz Natal e próspero Ano Novo. Boas festas”. Tentando fugir disso, eu sou mais lacônico: “felicidades”! É a minha sentença resumida das falas mais utilizadas nesse fim de ano.

 

Mas não sou ranzinza, caros leitores. Não compactuo com os que vêem o final do ano com o final dos tempos. A minha face não sofre de vultuosidades macabras com o acender das luzes de natal por toda a cidade, ao contrário, permanece como dantes: plácida, risível, burlesca. Conservo-a e não a transformo por conta de uma festa religiosa.

 

 Não me encho de saudosismos superestimando o passado e dourando o futuro com promessas-clichês (olha “ele” de novo”) de fim e início de períodos. Adiposidades a menos, estudos a mais. Não. Sei que o ano que vem a minha vida caminhará cheia de platitudes, como sempre.

 

As minhas adiposidades abdominais continuarão recheando meu abdômen. Os estudos, mais uma vez, ficarão um pouco de lado, os exercícios não serão prioridades. A não ser que eu comece agora as minhas atividades físicas e intelectuais. Se deixar para o ano que vem, ainda que seja no primeiro dia do ano, não serei capaz de cumprir as promessas vertidas neste ano. Por isso, acho que para me afastar dessa “maldição” vou começar os estudos e a corrida, nessa ordem, já, sem mais demora.

 

Ainda dá tempo. O marco ainda está um pouco longe. Há vários dias antes do “fim-início”. É preciso correr. Acho que é isso que vou fazer agora, logo depois dessa nossa conversa.

 

Mas não posso ir embora sem umas palavrinhas com meus anônimos leitores que me acompanharam durante o ano de 2009. Sei que há alguns que não vivem sem minha coluna. Nas noites insones ela serve, acredito eu, para passar o tempo, e deve forçar aquele bocejo digno de um enfado e de um sono homéricos. 

 

Foi um ano produtivo. Cheio de comentários. Cheio de assunto. Nós, leitores, não padecemos daquele mal que costuma assaltar os novéis namorados tímidos, acabrunhados,  que não têm muito assunto um com o outro. Somos verborrágicos. Às vezes, deixamos um carinho de lado para um longo diálogo capaz de nos aproximarmos mais ainda.

 

Claro, claro, trocamos afagos e, não raro, alguns beliscões, quando não concordamos um com outro. Mas, falem sério, é uma relação interessante, digna de perdurar por um bom tempo.

 

Eu sei também que a paixão é uma onda química. Os hormônios “enamorados” que ela ativa arrefecem-se com passar do tempo. Ou seja, o tempo, esse “canalha”, pode acabar com o que resta de prazer entre nós. Mas deixemos isso pra lá. A hora é de comemorar mais um ano de relacionamento.

 

Entre beijos, abraços e farpas vivemos bem. Para mim, foi recompensador. Não sei pra vocês. Os nossos momentos íntimos foram revigorantes, embora alguns assuntos, com perdão da palavra, foram broxantes.

 

Espero que o ano de 2010 nos reserve acalorados momentos. E que nós, em concurso, possamos apimentar essa relação cultural que nos une.

 

Para não sair do tom apimentado do texto, cito Caetano, para finalizar o nosso ano:

 

 

“Gosto de sentir minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões

 

Minha patria é minha lingua"

 

 

 

Zeferino Junior - Servidor Público

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