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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

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 TRE-PI: o exemplo

z_junior@bol.com.br


         Apontar o desafino da nossa Justiça é o “esporte” predileto dos formadores de opinião. Não sem razão. Infelizmente, continuamos fincados naquele tripé que costuma desabonar a imagem do judiciário: morosidade, desaparelhamento e corrupção.

 

Há, no entanto, algumas melhoras que nos enchem de orgulho e de esperança. Um exemplo de casa, que contraria o adágio popular – “santo de casa não faz milagres”-  pode ser citado.  

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí dá o exemplo que tanto dignifica o judiciário piauiense, projetando-o como Corte que julga, com proficiência, os atos que atentam contra a soberania popular, recolocando nos trilhos da lisura o Processo Eleitoral.

 

 Os membros que compõem o Tribunal têm uma missão árida, afinal colocam-se como julgadores dos fatos ocorridos nos escaninhos das eleições. Distante dos acontecimentos, longe das paixões que costumam pairar sobres às contendas interioranas, os ínclitos julgadores têm em mãos os fatos plasmados em folhas de papel.

 

 A compra de votos embutidas em estratagemas dos mais sórdidos, o abuso de poder nas suas formas mais comezinhas, intimidação de pessoas, tudo isso chega ao Tribunal para que os julgadores apreciem e extraiam daí a decisão que tem por escopo reorganizar a vida em sociedade, impedindo que a deturpação de valores e a ofensa à vontade livre e soberana prevaleçam sobre a higidez da vontade popular.

 

De capa a capa, como costuma dizer um dos membros atuais da Corte eleitoral, os processos são analisados e decididos. Todos com o esmero e o cuidado de julgadores comprometidos com o bom andamento do pleito eleitoral.

 

Os piauienses têm do que se orgulharem. A Justiça Eleitoral piauiense dá passos largos rumo ao engrandecimento da cidadania na sua forma mais pura, que é a preservação da vontade livre do eleitor na escolha do seu representante.

 

Evidente que falta muito. A sede pelo poder, a política segundo a ótica do crime, a carnavalização do dinheiro público, enfim, as práticas ilícitas vão continuar se aperfeiçoando, a despeito do rigor com que serão tratadas doravante.

 

Todos que acompanham a atuação do Tribunal Eleitoral do Piauí nos últimos anos têm a certeza de que a impunidade tem levado vários golpes. E que o crime eleitoral, tipo detestável, responsável direto por premeditar diversos crimes posteriores, é tratado com rigor.

 

O que se espera é que os que sucederão os atuais membros do TRE-PI preservem o rigor e a técnica empregados nas decisões dimanadas, hoje, pelos juízes da Corte Eleitoral.

 

Só assim respiraremos aliviados e os que preferem os caminhos pantanosos do ilícito sofrerão as agruras de julgamentos que afastarão, de pronto, as artimanhas criminosas da classe política.

             

Zeferino Junior - Servidor Público

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