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Apontar o desafino da nossa Justiça
é o “esporte” predileto dos
formadores de opinião. Não sem
razão. Infelizmente, continuamos
fincados naquele tripé que costuma
desabonar a imagem do judiciário:
morosidade, desaparelhamento e
corrupção.
Há,
no entanto, algumas melhoras que
nos enchem de orgulho e de
esperança. Um exemplo de casa, que
contraria o adágio popular – “santo
de casa não faz milagres”- pode
ser citado.
O
Tribunal Regional Eleitoral do
Piauí dá o exemplo que tanto
dignifica o judiciário piauiense,
projetando-o como Corte que julga,
com proficiência, os atos que
atentam contra a soberania popular,
recolocando nos trilhos da lisura o
Processo Eleitoral.
Os
membros que compõem o Tribunal têm
uma missão árida, afinal colocam-se
como julgadores dos fatos ocorridos
nos escaninhos das eleições.
Distante dos acontecimentos, longe
das paixões que costumam pairar
sobres às contendas interioranas,
os ínclitos julgadores têm em mãos
os fatos plasmados em folhas de
papel.
A
compra de votos embutidas em
estratagemas dos mais sórdidos, o
abuso de poder nas suas formas mais
comezinhas, intimidação de pessoas,
tudo isso chega ao Tribunal para
que os julgadores apreciem e
extraiam daí a decisão que tem por
escopo reorganizar a vida em
sociedade, impedindo que a
deturpação de valores e a ofensa à
vontade livre e soberana prevaleçam
sobre a higidez da vontade popular.
De
capa a capa, como costuma dizer um
dos membros atuais da Corte
eleitoral, os processos são
analisados e decididos. Todos com o
esmero e o cuidado de julgadores
comprometidos com o bom andamento
do pleito eleitoral.
Os
piauienses têm do que se
orgulharem. A Justiça Eleitoral
piauiense dá passos largos rumo ao
engrandecimento da cidadania na sua
forma mais pura, que é a
preservação da vontade livre do
eleitor na escolha do seu
representante.
Evidente que falta muito. A sede
pelo poder, a política segundo a
ótica do crime, a carnavalização do
dinheiro público, enfim, as
práticas ilícitas vão continuar se
aperfeiçoando, a despeito do rigor
com que serão tratadas doravante.
Todos que acompanham a atuação do
Tribunal Eleitoral do Piauí nos
últimos anos têm a certeza de que a
impunidade tem levado vários
golpes. E que o crime eleitoral,
tipo detestável, responsável direto
por premeditar diversos crimes
posteriores, é tratado com rigor.
O
que se espera é que os que
sucederão os atuais membros do
TRE-PI preservem o rigor e a
técnica empregados nas decisões
dimanadas, hoje, pelos juízes da
Corte Eleitoral.
Só
assim respiraremos aliviados e os
que preferem os caminhos pantanosos
do ilícito sofrerão as agruras de
julgamentos que afastarão, de
pronto, as artimanhas criminosas da
classe política.
Zeferino Junior - Servidor Público
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