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A
sucessão do Executivo Estadual está
ganhando contornos mais definidos.
A famigerada “base-aliada”
“promete” falar a mesma língua,
ainda que não se contemplem os
interesses de todos os caciques das
mais variadas tribos que a compõem.
Do
outro lado, a oposição começa a
esboçar uma reação. Com um nome bem
colocado nas pesquisas e com um
dilema quase salomônico - deixar ou
não a prefeitura - Silvio Mendes já
fala (quase) como candidato.
O
prefeito bem-avaliado é páreo duro,
evidente. A população da capital
gosta da postura do prefeito. Tem
cara de trabalhador e homem sério.
Faz um bom trabalho na capital.
Embora alguns petistas apontem que
as grandes obras da cidade só
aconteceram em virtude da “ajuda”
do governo Estadual e Federal.
Passando ao largo dessa discussão,
só uma coisa me incomoda na postura
do Silvio: a impressão que ele
passa, quando recebe críticas, de
que ele faz política e os outros,
politicalha. Uma espécie de “acima-do-bem-e-do-mal”.
Como se ele fosse técnico e
trabalhador enquanto os outros,
políticos e políticos. Isso
incomoda.
Posturas à parte, um desafio maior
se descortina à frente do prefeito
bem-avaliado. Como colocar no mesmo
palanque Hugo, Mão Santa, Heráclito
etc. e produzir um discurso
inovador? Somos a “nova” maneira de
fazer política nesse Estado, caros
eleitores, podem acreditar? Temos
as boas novas, uma espécie de
evangelho de boas intenções, diria
o candidato ao governo.
Ah!!
Mas é travestida de puro
preconceito essa análise? Bom, se
levarmos em conta um dos
significados do verbete, certamente
sim. A população já conhece de
antemão a postura política dos
aliados do prefeito. Tanto é que,
nos últimos pleitos, decidiram
dizer não a eles. Se não
diretamente, pelo menos
indiretamente.
Não
que os que fazem parte do atual
governo carreguem as vestes da
virtuosidade. Há gente ruim no meio
e não são poucos. Só não consigo
visualizar a volta dos que
confundiram sua história política
com os baixos índices de
desenvolvimento do Estado, para não
ser descortês com os nossos antigos
líderes.
Bom.
Acredito que a entrada do prefeito
na disputa melhora o debate. Isso é
um ponto positivo. Resta saber se o
prefeito consegue personalizar de
tal sorte a disputa que a aura
luminosa que o cobre consiga
atingir os seus apoiadores, a ponto
de arrefecer o preconceito que
costuma pairar sobre os que, de
alguma forma, fizeram parte de um
momento, digamos, pífio da história
político-econômica do Estado do
Piauí.
Para
enfrentar o candidato do governo,
que promete apresentar os avanços
(pequenos, mas significativos) dos
oito anos da gestão petista, o
atual prefeito da capital tem que
alargar o seu halo luminoso e
cobrir grande parte do seu
palanque.
Zeferino Junior - Servidor Público
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