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Digitei, cliquei e venci. Isso
mesmo. Ganhei, pelo menos até o
envio desse texto, com 1224 votos a
enquete para prefeito de São
Raimundo. Um desempenho formidável.
Venci figuras proeminentes da
política atual de São Raimundo. Sou
o prefeito-virtual de São Raimundo!
Vejam só. Ganhei do
atual prefeito, do vice, do
vereador mais votado, do segundo
colocado das eleições passadas e do
ex-prefeito. Sou o mais novo
fenômeno eleitoral da cidade. Não
tem pra ninguém. Eleição certa. Vou
preparar o terno e a gravata. Já
tenho uma lista de secretários que
comporão o meu governo.
Essa foi a forma
irônica que eu encontrei, caros (e)
leitores, para abordar o tema.
Confesso que, com as frases acima,
mais pareci o Diogo Mainardi da
revista Veja, quando resolve
destilar sua particular ironia.
Quem o lê sabe bem o que estou
falando. Ressalte-se, no entanto,
os abismos intelectuais que nos
separam.
Ironia e bom humor são
ingredientes indispensáveis aos que
labutam com a escrita. Preferi
iniciar assim para tratar da
enquete promovida pelo portal.
Não sou ingênuo o
bastante pra achar que tenho
capilaridade eleitoral para
enfrentar nem mesmo o Azulim,
orador inflamado, capaz de sacudir
multidões com suas performances no
palanque.
De qualquer modo,
queria muito agradecer pela
votação. A leitura que faço do fato
é outra e me envaidece o tanto
quanto.
Dêem uma olhada na
quantidade de textos escritos. São
semanas e semanas neste espaço,
tratando de tudo. Um espaço
democrático construído com muita
responsabilidade e uma disposição
formidável de enfrentar os mais
diversos temas, com ajuda e crítica
dos leitores.
Podem não gostar do meu
estilo. Podem não gostar da maneira
que abordo os temas. Podem achar
que eu não escrevo bem. Sei lá.
Mas, nunca podem afirmar que não
fui diligente com os leitores e com
o portal. Salvo engano, faltei uma
ou duas semanas. Nem sei se foi
tanto.
Tentei, também, por
meio dos textos, sair da mesmice.
Quando escrevo, cerco-me de vários
cuidados. Volta e meia cometo erros
gramaticais e de avaliação. Mas,
tento ser o mais correto possível
no que diz respeito aos assuntos
que abordo e a forma pelo qual
escrevo.
O melhor de tudo, no
entanto, é o ambiente saudável que
nós construímos, caros leitorados.
O reconhecimento, talvez, venha
daí. E disso me orgulho.
Claro, tenho minhas
preferências. E elas são muitas.
São elas que me particularizam.
Somem-se preferências e escolhas e
teremos o indivíduo na sua
plenitude. Gosto deste ou daquele
estilo. Prefiro MPB a forró,
futebol a vôlei, cinema a novela,
jornais a governo, enfim.
Quem resolveu clicar no
meu nome, levou isso em conta.
Levou em conta também as minhas
idéias sobre política, pessoas e
comportamentos. Só por isso, acho,
sai-me bem e liderei até agora a
enquete.
Na verdade, a grande
lição disso tudo é que fui
“projetado” à condição de homem
público. Isso mesmo. Não me
restrinjo mais ao meu universo
particular. A minha esfera de
atuação desbordou dos limites que
delimitam a vida privada. Agora o
que eu escrevo tem algum peso e
influencia este ou aquele
indivíduo, quiçá a coletividade.
Isso aumenta a minha
responsabilidade. Não vou mentir
que gosto disso. Até porque tenho
convicção do que penso e escrevo.
Aceito o encargo com
humildade. Pretendo continuar nesse
espaço até quando der. E é nesse
“universo letrado” que continuarei
a verter opiniões e mandar meus
recados, sem terno e gravata,
munido só das responsabilidades que
chegam junto ao encargo de homem
público.
Zeferino Junior - Servidor Público
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