.:":.Portal Sanraimundense.:":. - Entretenimento e Informação.

 

.

 

   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
Últimas Matérias
"Ele" e os vícios
O rosto que devora
Uhh Tererê!!!!
Golpes e contragolpes
Política piauiense: o porvir

 Bate papo com o "Observador"

z_junior@bol.com.br


Caros leitores, o texto de hoje é longo. Prefiro os curtos, é verdade. Mas, acreditem, foi necessário se alongar, sob pena de não responder bem as indagações do nosso Observador

 

Eu gosto dos argumentos do “Observador”. Com idéias concatenadas, esse “espectro” que ronda o Portalsrn, sempre a me cobrar, costuma “provocar-me”, convocando-me para o debate.

 

Ele é coberto por um aura mística, invisível, que lhe confere um certo ar impoluto, insuspeito, livre do olhar judicial de todos. Pode se “camuflar” de várias formas e apontar o dedo em riste para mim. Eu não me importo. Já me importei, é verdade. Mas hoje reconheço a sua importância no debate político. O fato dele não ter rosto não o deslegitima.

 

Embora a tarefa dele seja mais fácil, e a minha mais difícil, gosto de “enfrentá-lo” dentro das regras de civilidade. No fundo, tenho quase certeza disso, no dissenso, provavelmente, pelo menos no íntimo, chegamos a um consenso. 

 

Sem delongas, vamos a ele, primeiro, com sua escrita escorreita e lúcida, em tópicos. Ele, em vermelho. Eu, em preto.  

 

Sobre o Zeferino

O ponto de partida para entender o mundo é entender sua aldeia. Considero pertinentes as ponderações do Zeferino sobre a política nacional onde o homem que combatia os 300 picaretas hoje está de braços dados com o picareta-mor e os seus discípulos. Mas é verdade que a participação desse nobre colunista nos debates locais tem deixado a desejar.

 

            O primeiro ponto do primeiro tópico. Vamos por parte, conforme gostava Jack Estripador.

       

        Como ele concorda comigo, na primeira parte, não há considerações a fazer.

 

            Na segunda parte do primeiro tópico da escrita do Observador, no entanto, ele aponta uma eventual pusilanimidade no que toca a minha participação no debate político local. 

 

Acredito que ele está sendo injusto comigo. Não me furtei dos debates políticos paroquiais. Coloco, sem rodeios, nos primeiros textos, as falhas da atual gestão. É só conferir. É pouco o que eu disse? Pode ser. Queria algo mais agressivo? Talvez. Eu acredito que foi na medida certa.

 

 

Não peço a ele que lance críticas ao vento. Mas uma exposição de determinado assunto, destacando o que falam os adversários do prefeito, contrapondo com a versão oficial do referido fato e, por fim fechando o texto com a opinião pessoal do colunista. Essa "observação" vale também para o Alexandre Rocha. As pesoas que pensam o progresso de Sao Raimundo, a despeito de suas a despeito de suas preferências pessoais, devem colocar suas análises mais a serviço dele, o progresso de Sao Raimundo, do que de grupos político-partidários.

                                                                                      

Vou começar pelo que eu não escrevi até agora sobre as ações da prefeitura. Evitei fazer isso, no início, para não parecer uma adesão desmedida ao atual governo. Mas como fui “provocado”, vamos aos fatos. Adiante.

 

Como partidário do atual governo municipal eu poderia ter elencado, nos primeiros textos, o que São Raimundo ganhou com a simples vitória do atual prefeito. Sim!!. Houve um ganho, incomensurável, com a pura e simples vitória do Padre. O simples fato de ele ter vencido, abriu as portas para os investimentos. Vocês acham isso pouco? Não é.

 

            Se o antigo governo tivesse obtido a vitória, o Congresso Internacional, por exemplo, não teria ocorrido. Por quê?  Porque os anteriores não tinham interesse em promover um evento deste porte. O Governo Estadual não investia na cidade pelo fato de não haver compromisso com o desenvolvimento do nosso município. Ou vocês têm dúvidas disso?

 

            Alguns fatos demonstram e reforçam bem meus argumentos. Assim, o Observador pode tirar suas próprias conclusões.

 

            Na época da implantação do CEFET, houve várias reuniões com os prefeitos dos municípios beneficiados. A vontade do Governo Federal era gigantesca. Os prefeitos dos municípios estavam radiantes. Tenho um amigo que participava sempre das reuniões. A cidade dele não tem 15.0000 habitantes. Num esforço descomunal, a prefeita da cidade conseguiu levar a Escola Federal para o município.

 

            Pois bem. Depois das reuniões, esse meu amigo me ligava preocupado. Dizia, aflito, que São Raimundo iria perder o CEFET porque o prefeito não comparecia às reuniões e estava resistindo a doar o terreno. O pessoal do CEFET estava irritadíssimo. Faça alguma coisa, dizia ele. Foi aí que escrevi um texto “Não faça isso”. Está postado na minha coluna, dêem uma olhada.

 

             Com muito esforço a obra começou. Estive lá esse final de semana. É algo monumental. A maior obra já construída em São Raimundo.  Estava paralisada, sabe por quê? Porque faltava água e luz para o andamento da obra. Por esses dias, a obra foi retomada, pois o atual prefeito, junto com a CEPISA, adquiriu, em São Paulo, um transformador para que os trabalhos retomassem, além de providenciar abastecimento de água.

 

            Empolgado com isso, a direção do CEFET prometeu brigar por mais dois milhões de reais para investir no campus de São Raimundo. Não porque houve a simples ligação da água e da luz, mas pelo compromisso da atual gestão em apoiar o desenvolvimento. A inauguração vai ser em setembro.

 

            Você sabia, caro Observador, que a UNIVASF estava prestes a se retirar de São Raimundo por falta de apoio? Sabe o que aconteceu agora depois da aproximação do município com a Universidade? Vão construir uma casa de Estudante monumental próxima à universidade, num terreno doado pelo município, além da ampliar a oferta de cursos.

 

           

            Além disso, numa iniciativa da Prefeitura Municipal, a USP – Universidade de São Paulo, a UNIVASF, em parceria, vão implantar um projeto piloto de confecção de madeirite com vegetação da caatinga. No mês de agosto o Reitor da USP de São Carlos virá a São Raimundo para dar início ao projeto pioneiro e revolucionário que trará emprego e renda.

 

            O prefeito municipal conseguiu, agora, a liberação, pelo Ministério da Ação Social, mais de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) para a construção de uma Cozinha Comunitária para ser construída próxima ao belíssimo mercado de frutas, obra da atual gestão. Vão ser atendidas em média 200 pessoas carentes por dia. 

 

            Uma Padaria Comunitária e uma “Vaca Mecânica”, que produzirá leite e carne de soja, estão a caminho.  

 

Estão prestes a construir, próxima a UNIVASF, a Casa do Estudante, a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, o Centro de Convenções, o Museu de História Natural, a revitalização da Lagoa do Mato, com dinheiro da venda do BEP ao Banco do Brasil, a retomada do asfaltamento da cidade e do calçamento das ruas. Ressalte-se que tudo isso está sendo viabilizado por conta do prestígio do gestor junto ao Governo Estadual e Federal e pela sua peregrinação aos órgãos públicos.

 

Só há um empecilho, por enquanto, que está prestes a ser retirado: a inadimplência do esgotamento  sanitário na FUNASA, deixado pelo anterior.

 

            Você pode dizer que esses últimos parágrafos só são promessas. Esperemos, então, o desenrolar das coisas. Mas os fatos, citados nos parágrafos anteriores, mostram um pouco do que representa a vitória de um e a derrota de outro grupo.

 

            Sabe o que acontece, caro Observador, é que esperamos dos políticos muita coisa. Eu aprendi que não devemos nutrir imensas esperanças, pois o sistema é cruel, a política é uma área pantanosa e a nossa classe política é ruim mesmo. O que temos que esperar do gestor, pelo menos, é o mínimo de compromisso com o progresso. E isso o atual tem de sobra. 

 

            Eu tenho muitos reparos a fazer no atual governo. Falta muito, evidente. Eu mudaria nomes, posturas, atos, maneira de se relacionar, enfim, muita coisa. Mas eu lhe afirmo sem medo de errar: foi o que de melhor aconteceu na nossa cidade.

 

            Em 2011, se estivermos por aqui, eu, você, o Portalsrn, o atual governo, receberemos uma cidade melhor. Não a ideal, evidente, mas uma cidade com as mínimas condições de vida, visitada por turistas, estudantes de todo lugar do mundo.

 

            É uma visão otimista, mas calcada no pouco que eu vi e que acompanho, embora, talvez você não saiba, que já havia quase oito meses que eu não falava com os governantes de nossa cidade.

 

            Não sei se você mora em São Raimundo, mas se você morar peço que vá a dois lugares que, recentemente, eu visitei. Encaminhe-se ao “Duviges” (popularmente escrito assim), e conheça uma das mais bonitas obras da Administração atual. É um parque ambiental ladeado de carnaúbas, com um ecossistema formidável. Mais um pouco e teremos uma área de lazer excelente, com espaço para shows e passeio de jovens, crianças e idosos, com uma Concha Acústica para apresentações musicais.

           

O outro lugar é o antigo projeto de caju da Fontenelle. O governo municipal já está viabilizando, em parceria com o Governo Federal e Estadual, a aquisição da área para tornar um lugar de produção de caju, mel e a implantação de hortas comunitárias. Algumas hortas já funcionam. São poucas. Mas, tudo indica que vamos produzir o suficiente para a alimentação escolar, pelo menos.        

 

Está previsto também mais um mirante para a cidade com uma imagem de mais de seis metros do Padroeiro da cidade.

           

         Há razões para descontentamentos, há. Há razões para sonhar, há, e como há. Poderia ser feito mais? Acho que sim.  

           

Vocês leitores e colunistas- Luma, Alexandre, Edjalma, Cineas, Marcos, Bartolomeu – que residem fora, fiquem certos que esse relato é desapaixonado, pelo menos no que tange a posições partidárias, mas é uma evidência que salta aos olhos. Com um pouquinho de boa vontade vocês enxergariam o que, hoje, eu enxergo.

 

É isso.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

  Página Inicial | Comente esta matéria | Imprimir | Painel de Notícias | Topo

Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Zeferino Junior