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Eu
gosto dos argumentos do
“Observador”. Com idéias
concatenadas, esse “espectro” que
ronda o Portalsrn, sempre a me
cobrar, costuma “provocar-me”,
convocando-me para o debate.
Ele
é coberto por um aura mística,
invisível, que lhe confere um certo
ar impoluto, insuspeito, livre do
olhar judicial de todos. Pode se
“camuflar” de várias formas e
apontar o dedo em riste para mim.
Eu não me importo. Já me importei,
é verdade. Mas hoje reconheço a sua
importância no debate político. O
fato dele não ter rosto não o
deslegitima.
Embora a tarefa dele seja mais
fácil, e a minha mais difícil,
gosto de “enfrentá-lo” dentro das
regras de civilidade. No fundo,
tenho quase certeza disso, no
dissenso, provavelmente, pelo menos
no íntimo, chegamos a um consenso.
Sem delongas,
vamos a ele, primeiro, com sua
escrita escorreita e lúcida, em
tópicos. Ele, em vermelho. Eu, em
preto.
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Sobre o Zeferino
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O ponto de
partida para entender o mundo é
entender sua aldeia. Considero
pertinentes as ponderações do
Zeferino sobre a política
nacional onde o homem que
combatia os 300 picaretas hoje
está de braços dados com o
picareta-mor e os seus
discípulos. Mas é verdade que a
participação desse nobre
colunista nos debates locais
tem deixado a desejar. |
O
primeiro ponto do primeiro tópico.
Vamos por parte, conforme gostava
Jack Estripador.
Como ele concorda
comigo, na primeira parte, não há
considerações a fazer.
Na
segunda parte do primeiro tópico da
escrita do Observador, no entanto,
ele aponta uma eventual
pusilanimidade no que toca a minha
participação no debate político
local.
Acredito que ele
está sendo injusto comigo. Não me
furtei dos debates políticos
paroquiais. Coloco, sem rodeios,
nos primeiros textos, as falhas da
atual gestão. É só conferir. É
pouco o que eu disse? Pode ser.
Queria algo mais agressivo? Talvez.
Eu acredito que foi na medida
certa.
Não peço a ele que
lance críticas ao vento. Mas uma
exposição de determinado assunto,
destacando o que falam os
adversários do prefeito,
contrapondo com a versão oficial do
referido fato e, por fim fechando o
texto com a opinião pessoal do
colunista. Essa "observação" vale
também para o Alexandre Rocha. As
pesoas que pensam o progresso de
Sao Raimundo, a despeito de suas a
despeito de suas preferências
pessoais, devem colocar suas
análises mais a serviço dele, o
progresso de Sao Raimundo, do que
de grupos político-partidários.
Vou
começar pelo que eu não escrevi até
agora sobre as ações da prefeitura.
Evitei fazer isso, no início, para
não parecer uma adesão desmedida ao
atual governo. Mas como fui
“provocado”, vamos aos fatos.
Adiante.
Como
partidário do atual governo
municipal eu poderia ter elencado,
nos primeiros textos, o que São
Raimundo ganhou com a simples
vitória do atual prefeito. Sim!!.
Houve um ganho, incomensurável, com
a pura e simples vitória do Padre.
O simples fato de ele ter vencido,
abriu as portas para os
investimentos. Vocês acham isso
pouco? Não é.
Se o antigo governo
tivesse obtido a vitória, o
Congresso Internacional, por
exemplo, não teria ocorrido. Por
quê? Porque os anteriores não
tinham interesse em promover um
evento deste porte. O Governo
Estadual não investia na cidade
pelo fato de não haver compromisso
com o desenvolvimento do nosso
município. Ou vocês têm dúvidas
disso?
Alguns fatos demonstram
e reforçam bem meus argumentos.
Assim, o Observador pode tirar suas
próprias conclusões.
Na época da implantação
do CEFET, houve várias reuniões com
os prefeitos dos municípios
beneficiados. A vontade do Governo
Federal era gigantesca. Os
prefeitos dos municípios estavam
radiantes. Tenho um amigo que
participava sempre das reuniões. A
cidade dele não tem 15.0000
habitantes. Num esforço descomunal,
a prefeita da cidade conseguiu
levar a Escola Federal para o
município.
Pois bem. Depois das reuniões, esse
meu amigo me ligava preocupado.
Dizia, aflito, que São Raimundo
iria perder o CEFET porque o
prefeito não comparecia às reuniões
e estava resistindo a doar o
terreno. O pessoal do CEFET estava
irritadíssimo. Faça alguma coisa,
dizia ele. Foi aí que escrevi um
texto “Não
faça isso”.
Está postado na minha coluna, dêem
uma olhada.
Com muito esforço a
obra começou. Estive lá esse final
de semana. É algo monumental. A
maior obra já construída em São
Raimundo. Estava paralisada, sabe
por quê? Porque faltava água e luz
para o andamento da obra. Por esses
dias, a obra foi retomada, pois o
atual prefeito, junto com a CEPISA,
adquiriu, em São Paulo, um
transformador para que os trabalhos
retomassem, além de providenciar
abastecimento de água.
Empolgado com isso, a
direção do CEFET prometeu brigar
por mais dois milhões de reais para
investir no campus de São Raimundo.
Não porque houve a simples ligação
da água e da luz, mas pelo
compromisso da atual gestão em
apoiar o desenvolvimento. A
inauguração vai ser em setembro.
Você sabia, caro
Observador, que a UNIVASF estava
prestes a se retirar de São
Raimundo por falta de apoio? Sabe o
que aconteceu agora depois da
aproximação do município com a
Universidade? Vão construir uma
casa de Estudante monumental
próxima à universidade, num terreno
doado pelo município, além da
ampliar a oferta de cursos.
Além disso, numa
iniciativa da Prefeitura Municipal,
a USP – Universidade de São Paulo,
a UNIVASF, em parceria, vão
implantar um projeto piloto de
confecção de madeirite com
vegetação da caatinga. No mês de
agosto o Reitor da USP de São
Carlos virá a São Raimundo para dar
início ao projeto pioneiro e
revolucionário que trará emprego e
renda.
O prefeito municipal
conseguiu, agora, a liberação, pelo
Ministério da Ação Social, mais de
R$ 600.000,00 (seiscentos mil
reais) para a construção de uma
Cozinha Comunitária para ser
construída próxima ao belíssimo
mercado de frutas, obra da atual
gestão. Vão ser atendidas em média
200 pessoas carentes por dia.
Uma Padaria Comunitária
e uma “Vaca Mecânica”, que
produzirá leite e carne de soja,
estão a caminho.
Estão prestes a construir, próxima
a UNIVASF, a Casa do Estudante, a
UPA – Unidade de Pronto
Atendimento, o Centro de
Convenções, o Museu de História
Natural, a revitalização da Lagoa
do Mato, com dinheiro da venda do
BEP ao Banco do Brasil, a retomada
do asfaltamento da cidade e do
calçamento das ruas. Ressalte-se
que tudo isso está sendo
viabilizado por conta do prestígio
do gestor junto ao Governo Estadual
e Federal e pela sua peregrinação
aos órgãos públicos.
Só
há um empecilho, por enquanto, que
está prestes a ser retirado: a
inadimplência do esgotamento
sanitário na FUNASA, deixado pelo
anterior.
Você pode dizer que
esses últimos parágrafos só são
promessas. Esperemos, então, o
desenrolar das coisas. Mas os
fatos, citados nos parágrafos
anteriores, mostram um pouco do que
representa a vitória de um e a
derrota de outro grupo.
Sabe o que acontece,
caro Observador, é que esperamos
dos políticos muita coisa. Eu
aprendi que não devemos nutrir
imensas esperanças, pois o sistema
é cruel, a política é uma área
pantanosa e a nossa classe política
é ruim mesmo. O que temos que
esperar do gestor, pelo menos, é o
mínimo de compromisso com o
progresso. E isso o atual tem de
sobra.
Eu tenho muitos reparos
a fazer no atual governo. Falta
muito, evidente. Eu mudaria nomes,
posturas, atos, maneira de se
relacionar, enfim, muita coisa. Mas
eu lhe afirmo sem medo de errar:
foi o que de melhor aconteceu na
nossa cidade.
Em 2011, se estivermos
por aqui, eu, você, o Portalsrn, o
atual governo, receberemos uma
cidade melhor. Não a ideal,
evidente, mas uma cidade com as
mínimas condições de vida, visitada
por turistas, estudantes de todo
lugar do mundo.
É uma visão otimista,
mas calcada no pouco que eu vi e
que acompanho, embora, talvez você
não saiba, que já havia quase oito
meses que eu não falava com os
governantes de nossa cidade.
Não sei se você mora em
São Raimundo, mas se você morar
peço que vá a dois lugares que,
recentemente, eu visitei.
Encaminhe-se ao “Duviges”
(popularmente escrito assim), e
conheça uma das mais bonitas obras
da Administração atual. É um parque
ambiental ladeado de carnaúbas, com
um ecossistema formidável. Mais um
pouco e teremos uma área de lazer
excelente, com espaço para shows e
passeio de jovens, crianças e
idosos, com uma Concha Acústica
para apresentações musicais.
O
outro lugar é o antigo projeto de
caju da Fontenelle. O governo
municipal já está viabilizando, em
parceria com o Governo Federal e
Estadual, a aquisição da área para
tornar um lugar de produção de
caju, mel e a implantação de hortas
comunitárias. Algumas hortas já
funcionam. São poucas. Mas, tudo
indica que vamos produzir o
suficiente para a alimentação
escolar, pelo menos.
Está
previsto também mais um mirante
para a cidade com uma imagem de
mais de seis metros do Padroeiro da
cidade.
Há razões para
descontentamentos, há. Há razões
para sonhar, há, e como há. Poderia
ser feito mais? Acho que sim.
Vocês leitores e colunistas- Luma,
Alexandre, Edjalma, Cineas, Marcos,
Bartolomeu – que residem fora,
fiquem certos que esse relato é
desapaixonado, pelo menos no que
tange a posições partidárias, mas é
uma evidência que salta aos olhos.
Com um pouquinho de boa vontade
vocês enxergariam o que, hoje, eu
enxergo.
É
isso.
Zeferino Júnior – Servidor
Público |