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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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"Elle" e os vícios

z_junior@bol.com.br


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Diógenes e sua “lanterna”

Uma “Lanterna de Diógenes” seria uma ótima ferramenta para esses dias de crise política. Certamente não encontraríamos um homem público que merecesse o facho de luz iluminador (perdão pelo truísmo) em sua direção.

 

As luzes, que são outras, na semana passada, foram projetadas nas faces de dois políticos que representam bem uma época, um momento. Os rostos dos políticos da “mitológica” Alagoas, carregados pelo arrivismo de um país viciado em seus próprios vícios, convulcionaram-se, sem acanhamento, numa tentativa canhestra de defender um companheiro oriundo de um Estado idílico chamado Maranhão.

 

Renan, Collor e Sarney representam a história de um país que não quer passar. Uma história que insiste em assombrar as novas gerações, após assombrarem as antigas.

 

O trio empresta ao país um toque feudal. Fazem parte de uma época, de um momento que carrega na sua garupa a força de um coronelismo típico da República Velha. Ah, mas eles usam gravatas, tomam bons vinhos, fingem-se de democratas empedernidos. Diferente dos antigos coronéis, os novéis políticos são letrados e delicados: não usam chicote nem gibão.

 

As diferenças de indumentárias não são capazes, por si só, de afastarem os recalques e as estranhezas que emanam desses senhores. Vícios são vícios, independemente de como eles se entremostram: as vestes e o requinte não têm o condão de transmudar a natureza das coisas.

           

Quando Collor foi impedido de continuar com o seu governo desastrado, para ser benevolente, o país se encheu de orgulho.

 

Havíamos perpetrado um duro golpe na forma corrupta de fazer política. Via democrática depusemos um presidente e arrastamos para o lixo as fuligens de um país que não podia aceitar a corrupção como método. A juventude, de cara pintada, vibrou. A esquerda, capitaneada pelo Partido de Trabalhadores, estufou o peito e se auto-intitulou detentora da moral e dos bons costumes.

 

Pois é!! As coisas mudaram. O que parecia o fim de uma era, na verdade, foi só um hiato. O país, durante todo esse tempo caminhou, a duras penas, pelos trilhos da democracia, sempre envolto em escândalos políticos.

 

“Elle” voltou e ajudou, recentemente, a protagonizar mais um espetáculo circense no picadeiro do Senado. Ao seu lado, o velho Renan, antigo traidor e agora aliado. Em sua volta, o beneplácito do Partido dos Trabalhadores, referendado pelo seu líder maior, o qual, segundo “Elle”, não sabia a diferença entre uma duplicata e uma promissória.

 

Sinal de um tempo. Ou final dos tempos. Não tem importância. O que importa, realmente, é a governabilidade, desculpa esfarrapada e impostora de um Partido que um dia nos ensinou  que os coronéis e a elite burguesa comiam criancinhas.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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