.:":.Portal Sanraimundense.:":. - Entretenimento e Informação.

 

.

 

   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
Últimas Matérias
Jackson
O congresso, o futuro e o sonho.
Lula, Sarney e nós, os "dalits"
Enriquecendo o debate
Reforma Política: os meios e o fins

 Política piauiense: o porvir

z_junior@bol.com.br


            Em regra, destilamos nossa fúria contra os políticos. São raras as nossas manifestações em favor de um ou de outro. Poucos merecem, de fato, as nossas saudações honrosas.

 

            A cada ato mal feito nos armamos e, pimba!! Tachamos de desonestos, inoperantes, sem falar nos termos impublicáveis que costumamos alcunhá-los. Eles dão motivos? Dão, e como dão. As travessuras da nossa classe política são diuturnas, fornecendo, desta feita, munição para os “atiradores de plantão”.

 

            Uma coisa aprendida e apreendida com o decorrer dos anos, pelo menos no nosso país, é que, em regra, política rima com decepção. As ilusões são despedaçadas num átimo pelos que assumem a condição de representantes do povo.

 

            A impressão que dá é que não é prudente acreditar que, por meio de eleições, possamos mudar o quadro e vislumbrar grandes transformações. Os nós da política abarcam todos os grupos, todas as bandeiras, todas as facções.

 

            Uma olhadela no nosso processo histórico de alternância de poder revela, mais ou menos, uma seqüência de erros e acertos dos que já passaram pelo crivo do voto popular.

 

            Desconhecedor como sou dos idos da história política local, prendo-me a períodos recentes, que, de certa forma, aclaram e fornecem substratos para algumas conclusões, ainda que precipitadas e desprovidas de precisão.

 

            O período de transição “inaugurado” pelo Senador Mão Santa, artífice da derrocada de um modelo tacanho de fazer política, abriu as “portas da percepção” para uma, digamos, “nova era”. Ressalte-se que as práticas do “artífice” acabaram por se assemelhar às do velho sistema, jogando por terra algumas conquistas importantes.

 

            Ao assumir, o atual governador avançou bem mais, apresentando um modelo diferente de governar: distanciou-se de algumas práticas que gravitavam na órbita dos governos anteriores, e, de forma interessante, vem tocando o seu governo, que caminha para o término com uma surpreendente aceitação. Merece aplausos, embora tenha ressuscitado e revigorado figuras política até então rejeitadas pela população.

 

            A grande expectativa é o novo momento político que se avizinha. Caminhará ele na crescente dos últimos dezesseis anos? Poderemos avançar mais e mais? Teremos condições de vislumbrar um cenário onde o novo timoneiro seja tão eficiente ou mais do que o atual?

 

            Perguntas que devem fustigar os piauienses no porvir. É possível um retrocesso? É, e como é? Há uma ordem a ser quebrada? Acho que não. Sem grandes “revoluções”, acredito eu que o “rito de passagem” seja mais tranqüilo, embora o novo governante tenha o desafio de substituir à altura um dos maiores políticos do nosso tempo. Missão difícil para os que se apresentam, até agora, como legítimos sucessores.

 

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

  Página Inicial | Comente esta matéria | Imprimir | Painel de Notícias | Topo

Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Zeferino Junior