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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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z_junior@bol.com.br


         Lá vêm eles, de novo. Avassaladoramente, como os Hunos, os caciques políticos apresentam uma “proposta” de reforma política para “inglês ver”.

 

A idéia é mudar tudo para deixar tudo como está. Entenderam?! Lista fechada, financiamento público de campanha, tudo balela. Falta do que fazer.

 

O que muda? Votar em lista fechada ou aberta, coexistência de dinheiro público e privado nas milionárias campanhas eleitorais são só detalhes de um sistema político que fecunda bizarrices e serve de picadeiro para o desfile dos malabaristas do dinheiro público.

 

            Atentai-vos. Como costuma dizer o nosso folclórico “Senador-dos-mil-discursos”. “O Cícero” do Parlamento tupiniquim. Percebam que hoje quem domina a política nacional são os que já a dominavam há meio século. Parece que eternizaram o presente. Impressionante!

 

            Se alguém entrasse em coma profundo por cinqüenta anos e voltasse à tona  conheceria a maioria dos parlamentares que hoje atuam. Caso não os conhecesse, identificaria traços genéticos assemelhados em outros, parentes dos que não estão mais. Se, ainda assim, não conseguisse recobrar, era só buscar nos sobrenomes o elo de fidalguia.

 

             Ah! Mas hoje somos governados por um operário que rompeu os grilhões e se alçou à condição de gestor maior, arrebentando com uma tradição patrimonialista, fincada pelos conquistadores ibéricos. Coisa nenhuma.

 

            Os que representariam a ruptura se aliançaram com os mesmos que, um dia, nos tornaram herdeiros do que há de mais ignóbil na política. Ou ninguém percebeu que alguns dos “cadáveres” políticos – Collor, Renan, Jader etc., - foram ressuscitados pelo partido do operário que hoje nos governa?

 

             Os mais apressados podem afirmar com propriedade: é a governabilidade, seu tonto!. Sem ela, não seria possível implantar o projeto de “invenção do Brasil” perpetrado pelo “Operário do Povo”.

 

            Ahh, bom!. Vou ver se entendi. Não é possível fazer política nesse país sem que se recorra aos descendentes dos fundadores de nossa colônia ultramarinha. É a nossa amarra, o nosso pesar, a nossa condenação. Sem os que “fundaram” não é possível “refundar” ou afundar, sei lá!!

 

            Bom, se é assim, a forma como escolhemos os que nos representam não importa. Lista aberta ou fechada, dinheiro público ou privado ou os dois, recursos não contabilizados, enfim, para que discutir frivolidades se os que nos governam hoje são os de ontem e serão os de amanhã?!

 

            Lista fechada ou aberta, o problema está em quem figura nelas. Não adianta: a forma de escolha não altera o resultado. Não adianta qualificar os meios se os fins são os mesmos.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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