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   Com Zeferino Junior      

 

Entrementes, entre mentes, entre mim e ti. Entretanto, entre tantos, no entanto.......

Caros leitores-internautas, "ocuparei" este espaço pra falar e "provocar" vocês sobre política, cultura e direito.

 

 
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 Política local: com lupa.

z_junior@bol.com.br


         Andei um pouco distante da política local. Não deixei, no entanto, de observá-la com lupa. Meus leitores, se é que os tenho, devem ter percebido que ando tratando de temas mais, digamos, universais.

 

De porcos, capitalismo e farra dos congressistas com passagens aéreas, tudo foi pincelado com a pena da galhofa (Machado, sempre ele!) nos últimos textos.

           

Mas, para ser universal, como diria Tolstoi, devemos, primeiro, cuidar de nossa aldeia. E, podem ficar certos, caros leitores, de que vivo pensando nessa aldeia de trinta mil habitantes diuturnamente.

 

            Certamente o escolado colunista Alexandre Rocha tem mais o que dizer sobre o momento político. Versado no tema, suas considerações são estribadas nas teorias políticas, enquanto as minhas limitam-se ao diagnóstico leigo.

           

            Já apontei aqui algumas deficiências do governo local. Leiam o texto do “Bar Algo Mais”. Continuo identificando-as. Acredito que poderia ser diferente. Embora eu torça pelo sucesso da gestão, afinal fui um dos afiançadores da empreita.

 

            A questão dos professores foi o assunto mais perturbador até agora dos cem primeiros dias do governo. Acredito que faltou diálogo desde o início, bem como uma dose cavalar de bom senso e ponderação.

 

            A lei que concedeu o aumento é flagrantemente ilegal. Não respeitou as proibições legais e teve como único intuito “dificultar” a atual gestão. Afinal, o último gestor não tinha compromisso nenhum com a educação, muito menos com a melhoria de vida da classe dos professores.

 

            Tenho certeza que a atual gestão pensa diferente. Está muito mais compromissada com a classe e quer acertar. O problema é que, no meu entender, faltou um diálogo mais aberto, com a exposição da situação desde o início. A morosidade acabou por agravar uma situação até então contornável. Faltou tato.

 

            O ideal era, logo no início, apontar uma carta de intenções, mostrando as idéias e as metas para educação municipal, enfatizando a impossibilidade de cumprir com o que foi estabelecido pela lei ilegal.

 

            É evidente que depois de pagos salários maiores, a redução causa um mal estar. Até porque o piso nacional tem que ser implementado. E esse é legal.

 

            Grevar é uma solução drástica, embora seja um direito que assiste aos trabalhadores. O problema é que quem sofre é a parte mais fraca (os alunos) - que não tem nada a ver com isso. Acredito no bom senso de todos e que esse impasse seja resolvido com serenidade e lucidez.

 

            Outra falha que identifico de pronto no governo atual é a falta de divulgação das ações governamentais.

 

            A construção,  por exemplo, do mercado de frutas é uma conquista sem precedentes para São Raimundo. A obra está andando e, daqui a pouco, o que era uma pocilga vai se transformar num ambiente arejado, apto a sediar um local de venda de frutas frescas. Não há divulgação nenhuma desse feito, a não ser uma notinha aqui e acolá.

 

            O asfaltamento do centro da cidade, a recuperação do famoso abrigo, a construção de uma espécie de balneário no Santa Fé, a demarcação de trechos próximos à barragem da Onça para a construção de uma espécie de Parque, sem falar em projetos que estão engatilhados, como, por exemplo, a abertura de ruas e avenidas, enfim.

 

            É pouco? É. As minhas primeiras críticas continuam e acho que poderia ser bem melhor. Do ponto de vista político, principalmente.

 

            A lição que fica por enquanto é uma só: é preciso dinamizar e azeitar a máquina administrativa para que os naturais problemas e as falhas não se sobreponham aos avanços, ainda que tímidos.

 

            O resultado da pesquisa que aponta a Administração Municipal como uma das mais bem-avaliadas do Piauí – 3ª colocada, só atrás dos prefeitos de Teresina e Picos-, deve ser recebido como uma lição de que o povo ainda confia na Administração e que o período, ainda, é de lua-de-mel.

 

            É preciso, pois, aproveitar esse momento para rever os atos, aprimorar o que está dando certo e, acima de tudo, estreitar os laços com todas as classes, mostrando que o passado político de nossa cidade é uma roupa que não nos cabe mais.

 

Zeferino Júnior – Servidor Público

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Zeferino Junior

 

 

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