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O convite foi feito por “Ele”. Isso
mesmo. O editor, pensador e
idealizador do “Jornal do Zé”, Itin,
solicitou-me um texto para a sua
publicação.
Pensei eu: “e agora”!
Acostumado em outros ares –
Portalsrn e Jornal Meio Norte –
tenho que passar por essa prova de
fogo. O que escrever? Pensei logo.
“Que responsabilidade”, emendei
para mim mesmo.
O jornal do “Itin” é
caricato, engraçado, jovial. Eu, ao
contrário: não ostento nenhum
desses caracteres. Nem engraçado
nem jovial e, parece-me, pouco
caricato. Mas, não poderia recusar
tão honroso convite. Antes, porém,
agradeço publicamente ao amigo
“jornalista”, por meio deste
Portal.
O Itin é uma daquelas
figuras pitorescas que não poderia
faltar numa cidade do tope de São
Raimundo. Engraçado, inventivo,
simpático e, acima de tudo, gente
boa. Na sua inofensividade só
ofende o que come ou o que bebe.
Sorriso sempre
estampado no rosto, o nosso
jovem-pançudo é de um carisma só.
Um patrimônio que nem precisa ser
tombado. A sua presença nos
ambientes afasta os males e
espantam os “malas” ou os atraem
(os bons “malas”, é claro).
Usa uma espécie de
cantil. Dizem que é “água” das boas
que ele carrega lá. Eu nunca
provei. Mas acredito. Só sei que
não é água benta.
Por último, eu soube
que o homem é coveiro concursado.
Sorte dos que já fizeram a “grande
viagem”. Afinal, partir dessa para
melhor e ainda gozar, por último,
da companhia dele é uma dádiva dos
deuses.
Por falar em
tombamento, o referido Jornal
deveria ser tombado: patrimônio
cultural de São Raimundo Nonato. E
o Itin, medalhado: honra ao mérito.
Só assim
reconheceríamos a disposição
voluntária do
jornaleiro/jornalista mais querido
da cidade para tratar os temas
cotidianos do município com a “pena
da galhofa”, como já escreveu
Machado de Assis numa de suas
monumentais obras.
Ao Itin, o meu
agradecimento, afinal ele acaba de
me inserir no panteão dos
“imortais” – apesar do homem ser
coveiro - quando me possibilita
escrever nesse “Pasquim” (*)
são-raimundense.
Não sei quando sai a
próxima edição do prestigioso
jornal. Mas já adianto: se eu não
conseguir elaborar o texto, amigo
Itin, publica este mesmo. Beleza!?
O
Pasquim
foi o mais influente jornal de
oposição à
ditadura
militar
no
Brasil.
Era cômico e inteligente.Contou com
nomes como Ziraldo, Henfil etc.
Zeferino
Júnior
– Servidor Público |