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Um pouco sobre mim

Neste espaço quero dedicar-me a escrever relatos que abordem temas sociais que merecem à atenção da sociedade em geral.

 

Sou sanraimundense, filho de sanraimundenses, e apaixonado por esta cidade bonita e alegre. Morei muito tempo no interior, onde hoje é São Lourenço, foi uma batalha memorável para concluir o ensino fundamental, andei muito a pé mas me orgulho muito disso.Morei 4 anos  na sede de São Raimundo, onde cursei o 2º grau na Escola Normal Gercílio Macedo, cursei Conservação e preservação de parques e vestígios arqueológicos pela Fumdham,(Sou fã da Niede Guidon). Estive na coordenação do Grupo de Jovens Shalom na Milonga. Estive na presidência de Associações Rurais no interior de São Lourenço.

 

Hoje resido em Brasília, onde fiz alguns cursos como Promoção de Direito ao Menor e Adolescente pela Universidade Católica de Brasília. Trabalho em uma Logística com Sistemas, onde atendemos a Editora Abril e Door to Door de São Paulo. Sou catequista e coordenador da Catequese, onde desenvolvemos trabalhos com crianças em formação. Sou casado a 1 ano com uma também sanraimundense. Sou fascinado por jornalismo, a profissão em que estarei ingressando em breve.

 


O que estão ensinando a seus filhos?

edjalma29@vipdf.com.br


Estava esta semana revendo tarefas escolares de algumas crianças que conheço e percebi que pouquíssimas tarefas lhe eram passadas, não sei o motivo, mas pareceu que o professor achou que cansaria os seus alunos com tanta informação. Ai fiquei me perguntando: será que é muito conteúdo para estas crianças? E acompanhando as mesmas verifiquei que elas pouco olhavam aos cadernos e livros, enquanto dedicavam seu tempo de folga para jogar videogames e empinar pipas. Ai entendi e achei que o conteúdo era pouco, ou os pais pouco se importavam sobre as matérias do colégio. Insisti na perspectiva de conseguir mais informações sobre os alunos e seus conteúdos escolares, e descobri em pesquisas serias  por órgãos competentes, que de modo geral com as nobilíssimas exceções que todos conhecemos, os pais brasileiros de todas as classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos.E o mais critico é que esta mesma pesquisa constatou que os pais mais pobres dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros didáticos gratuitos. Por ai achamos também que o fato de as crianças estarem na escola, os pais as consideram preparadas para este mundo atual, onde a competitividade, a complexidade de fatos que se parecem mutantes e o sistema globalizado de informações que cada vez mais exige a capacitação.

Por estas questões escolares e temas existenciais como o amor, a maldade, a morte, a coragem, o medo, o destino, a liberdade, a duvida e a crença, precisam ser também compreendidos por estas crianças, e ai cabe aos professores ensinarem e questionarem sobre tais temas, bem como os pais os maiores responsáveis que devem se dedicar e acompanhar seus filhos e ver o que de fato estão aprendendo. Pois o ensino no Brasil é péssimo, infelizmente, e esta formando alunos despreparados para os temas aqui citados, bem como outros do cotidiano. Só para pensarmos, em comparações internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas ultimas colocações – abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 paises. Por ai imaginamos as crianças indo à escola apenas merendar e escrever duas linhas tortas e incorretas como podemos ler na capa de Veja desta semana: “ O inssino no Brasiu é ótimo”. Será mesmo?

É chegado à hora do senso de urgência ao mérito da erradicação do analfabetismo no Brasil.

 

Em comparações internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações – abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 países.

 

Edjalma Borges

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Edjalma Borges