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Estava esta semana
revendo tarefas
escolares de algumas
crianças que conheço e
percebi que
pouquíssimas tarefas
lhe eram passadas, não
sei o motivo, mas
pareceu que o
professor achou que
cansaria os seus
alunos com tanta
informação. Ai fiquei
me perguntando: será
que é muito conteúdo
para estas crianças? E
acompanhando as mesmas
verifiquei que elas
pouco olhavam aos
cadernos e livros,
enquanto dedicavam seu
tempo de folga para
jogar videogames e
empinar pipas. Ai
entendi e achei que o
conteúdo era pouco, ou
os pais pouco se
importavam sobre as
matérias do colégio.
Insisti na perspectiva
de conseguir mais
informações sobre os
alunos e seus
conteúdos escolares, e
descobri em pesquisas
serias por órgãos
competentes, que de
modo geral com as
nobilíssimas exceções
que todos conhecemos,
os pais brasileiros de
todas as classes não
se envolvem como
deveriam na vida
escolar dos filhos.E o
mais critico é que
esta mesma pesquisa
constatou que os pais
mais pobres dão graças
aos céus pelo fato de
a escola fornecer
merenda, segurança e
livros didáticos
gratuitos. Por ai
achamos também que o
fato de as crianças
estarem na escola, os
pais as consideram
preparadas para este
mundo atual, onde a
competitividade, a
complexidade de fatos
que se parecem
mutantes e o sistema
globalizado de
informações que cada
vez mais exige a
capacitação.
Por estas questões
escolares e temas
existenciais como o
amor, a maldade, a
morte, a coragem, o
medo, o destino, a
liberdade, a duvida e
a crença, precisam ser
também compreendidos
por estas crianças, e
ai cabe aos
professores ensinarem
e questionarem sobre
tais temas, bem como
os pais os maiores
responsáveis que devem
se dedicar e
acompanhar seus filhos
e ver o que de fato
estão aprendendo. Pois
o ensino no Brasil é
péssimo, infelizmente,
e esta formando alunos
despreparados para os
temas aqui citados,
bem como outros do
cotidiano. Só para
pensarmos, em
comparações
internacionais, os
melhores alunos
brasileiros ficam nas
ultimas colocações –
abaixo da
qüinquagésima posição
em competições com
apenas 57 paises. Por
ai imaginamos as
crianças indo à escola
apenas merendar e
escrever duas linhas
tortas e incorretas
como podemos ler na
capa de Veja desta
semana: “ O inssino no
Brasiu é ótimo”. Será
mesmo?
É chegado à hora do
senso de urgência ao
mérito da erradicação
do analfabetismo no
Brasil.
Em comparações
internacionais, os
melhores alunos
brasileiros ficam nas
últimas colocações –
abaixo da
qüinquagésima posição
em competições com
apenas 57 países.
Edjalma Borges |