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Um pouco sobre mim

Neste espaço quero dedicar-me a escrever relatos que abordem temas sociais que merecem à atenção da sociedade em geral.

 

Sou sanraimundense, filho de sanraimundenses, e apaixonado por esta cidade bonita e alegre.Morei muito tempo no interior, onde hoje é São Lourenço, foi uma batalha memorável para concluir o ensino fundamental, andei muito a pé mas me orgulho muito disso.Morei 4 anos  na sede de São Raimundo, onde cursei o 2º grau na Escola Normal Gercílio Macedo, cursei Conservação e preservação de parques e vestígios arqueológicos pela Fumdham,(Sou fã da Niede Guidon). Estive na coordenação do Grupo de Jovens Shalom na Milonga. Estive na presidência de Associações Rurais no interior de São Lourenço.

 

Hoje resido em Brasília, onde fiz alguns cursos como Promoção de Direito ao Menor e Adolescente pela Universidade Católica de Brasília. Trabalho em uma Logística com Sistemas, onde atendemos a Editora Abril e Door to Door de São Paulo. Sou catequista e coordenador da Catequese, onde desenvolvemos trabalhos com crianças em formação. Sou casado a 1 ano com uma também sanraimundense. Sou fascinado por jornalismo, a profissão em que estarei ingressando em breve.

 


Os seguidores de Narciso

edjalma29@vipdf.com.br


A incapacidade para atar os laços do passado tem colocado a sociedade em concordância com o termo narcisista , e deixado os indivíduos sem a produção devida ao campo social, econômico e cultural. Ao voltar no tempo encontramos fagulhas históricas que mostram a vivencia de cada grupo social em uma conspiração profunda aos valores perdidos pela desistência de lutar, e o vasto medo de agir quando as oportunidades lhe foram aberto as portas. Esse destino perpendicular e agrafo, tem provocado a perda de memória histórica e a continuidade da mesma como legado importante para o futuro. Assim anda os humanos cheios de informações, mas entediados como se o luto tivesse lhes infestado a vontade de viver a harmonia  do conhecimento com a natureza efetiva e a produção cultural.

 

O entendimento da cultura sem o vinculo com a prática é desnorteante por não levar fundamentos testemunhais e somente algumas centelhas visuais que logo passam como miragens no deserto, e como pouca comida na Serra Leoa na África (Ultimo pais no ranking do IDH da ONU). Por falta de incentivos e ou apoio didático, a sociedade se inspira apenas em aparições novelescas e alguns feitos políticos como alternativas para entender o seu tempo, o que representa uma ameaça a extinção do interesse em literatura e obras de arte. O pensamento neste aspecto não seria libertário, mas sim inebriado por conflitos momentâneos sem regresso, mas com declínios perdidos por vivenciar eventos frágeis como ver uma novela, uma briga de vizinhos ou fofocas do trabalho. Assim perdemos sonhos ou simplesmente não sonhamos, e ficamos esperando as realizações dos outros, aqueles que são formadores e aqueles que são ilusões de opiniões e desbravadores do passado, pois assim não penso, não vejo nada do passado, apenas espero o amanhã como se fosse o bastante.

 

Não condene seu pensamento a viver em luto e resultar em melancolia, assim você perde por não produzir algo que seja lembrado na Historia, será um homem sem passado, que vivia como Narciso, olhando pra sombra e apaixonando se por ela. Era somente você e ninguém mais, o mundo inteiro passou e você não viu e não fez nada.

 

Não esqueça que os outros também são espelhos e em cada um é possível ver o eu que sou, apesar de às vezes sentirmos indiferente.

 

Edjalma Borges

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Está coluna é de inteira responsabilidade do colunista Edjalma Borges