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A incapacidade para
atar os laços do
passado tem colocado a
sociedade em
concordância com o
termo narcisista , e
deixado os indivíduos
sem a produção devida
ao campo social,
econômico e cultural.
Ao voltar no tempo
encontramos fagulhas
históricas que mostram
a vivencia de cada
grupo social em uma
conspiração profunda
aos valores perdidos
pela desistência de
lutar, e o vasto medo
de agir quando as
oportunidades lhe
foram aberto as
portas. Esse destino
perpendicular e
agrafo, tem provocado
a perda de memória
histórica e a
continuidade da mesma
como legado importante
para o futuro. Assim
anda os humanos cheios
de informações, mas
entediados como se o
luto tivesse lhes
infestado a vontade de
viver a harmonia do
conhecimento com a
natureza efetiva e a
produção cultural.
O entendimento da
cultura sem o vinculo
com a prática é
desnorteante por não
levar fundamentos
testemunhais e somente
algumas centelhas
visuais que logo
passam como miragens
no deserto, e como
pouca comida na Serra
Leoa na África (Ultimo
pais no ranking do IDH
da ONU). Por falta de
incentivos e ou apoio
didático, a sociedade
se inspira apenas em
aparições novelescas e
alguns feitos
políticos como
alternativas para
entender o seu tempo,
o que representa uma
ameaça a extinção do
interesse em
literatura e obras de
arte. O pensamento
neste aspecto não
seria libertário, mas
sim inebriado por
conflitos momentâneos
sem regresso, mas com
declínios perdidos por
vivenciar eventos
frágeis como ver uma
novela, uma briga de
vizinhos ou fofocas do
trabalho. Assim
perdemos sonhos ou
simplesmente não
sonhamos, e ficamos
esperando as
realizações dos
outros, aqueles que
são formadores e
aqueles que são
ilusões de opiniões e
desbravadores do
passado, pois assim
não penso, não vejo
nada do passado,
apenas espero o amanhã
como se fosse o
bastante.
Não condene seu
pensamento a viver em
luto e resultar em
melancolia, assim você
perde por não produzir
algo que seja lembrado
na Historia, será um
homem sem passado, que
vivia como Narciso,
olhando pra sombra e
apaixonando se por
ela. Era somente você
e ninguém mais, o
mundo inteiro passou e
você não viu e não fez
nada.
Não esqueça que os
outros também são
espelhos e em cada um
é possível ver o eu
que sou, apesar de às
vezes sentirmos
indiferente.
Edjalma Borges |