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Um pouco sobre mim

Neste espaço quero dedicar-me a escrever relatos que abordem temas sociais que merecem à atenção da sociedade em geral.

 

Sou sanraimundense, filho de sanraimundenses, e apaixonado por esta cidade bonita e alegre. Morei muito tempo no interior, onde hoje é São Lourenço, foi uma batalha memorável para concluir o ensino fundamental, andei muito a pé mas me orgulho muito disso.Morei 4 anos  na sede de São Raimundo, onde cursei o 2º grau na Escola Normal Gercílio Macedo, cursei Conservação e preservação de parques e vestígios arqueológicos pela Fumdham,(Sou fã da Niede Guidon). Estive na coordenação do Grupo de Jovens Shalom na Milonga. Estive na presidência de Associações Rurais no interior de São Lourenço.

 

Hoje resido em Brasília, onde fiz alguns cursos como Promoção de Direito ao Menor e Adolescente pela Universidade Católica de Brasília. Trabalho em uma Logística com Sistemas, onde atendemos a Editora Abril e Door to Door de São Paulo. Sou catequista e coordenador da Catequese, onde desenvolvemos trabalhos com crianças em formação. Sou casado a 1 ano com uma também sanraimundense. Sou fascinado por jornalismo, a profissão em que estarei ingressando em breve.

 


A comunicação social e a imposição das marcas

edjalma@vipdf.com.br


Todo e qualquer ato que já tenha existido na história da humanidade podemos definir como um ato de comunicação. Desde os primeiros surgimentos na terra, desde o brilho do sol, das estrelas, do ar, são evidencias que levam ao entendimento de que as ações produzidas por estes fenômenos naturais se convergem a um efeito e causa que provam a existência e a mensagem por estes transmitida, dando uma margem e uma condição para o entendimento e a difusão conceitual da comunicação.

 

 A comunicação ocorre em uma contextualização a que seus meios convencionais se adéquam de acordo a realidade de cada comunicador, que a expõem para uma compreensão mais ampla e segmentada. Sendo a comunicação um meio para criar, informar e impor seus conceitos para assim preencher o vazio, e as aspirações da sociedade, desde quando essa se tornou auto - suficiente e capaz de agir com racionalidade e pensar para sobreviver.

 

Quando o homem descobriu o fogo certamente já o teria se comunicado o bastante para depois expressar sua criatividade sobre as rochas por meio de pinturas ágrafas, mas com sentido premeditado, já o esboço do que seria a arte, a percepção pela informação, criando assim uma comunicação em que o mundo e suas gerações a moldam instantaneamente.

 

Mas é de uma extrema necessidade que avaliemos o impacto da comunicação social não como uma doutrina como muitos o acham, e sim entendermos os benefícios que a mesma traz para a vida cotidiana desde o visual aos nutrientes que a mesma propõe na sociedade.

 

A veracidade de uma informação é tão importante quanto às marcas impostas pela mídia e seu mercado capitalista em constante difusão. É a comunicação a serviço da publicidade que é a maquina que ergue o mercado e santifica as logomarcas espalhadas por um mundo de estratégias.

 

Mas o propósito deste texto é questionar as relações entre comunicação de massa e sua imposição na sociedade, uma vez que não existem opiniões tão formadas que não possam ser alteradas diante das criações bombásticas e fantásticas de um mundo cada vez mais competidor. É muito caro para a sociedade se a mesma não acompanha os eventos e promoções que as grandes massas informativas lançam no mercado, desde os objetos de consumo necessário quanto aos supérfluos.

 

Dentre as jogadas da comunicação a mais assertiva é a que propõe um modelo em que usa um objeto de desejo ou uma figura que inspira certeza, beleza ou aventura. É o uso do modismo para criar valor, a aparição de uma figura humana que ensaia e incorpora o conhecimento sobre um produto, ali a fama é quem fará a cabeça do público alvo. Por outro lado vem os grandes investimentos em cadeias gigantescas de produtos associados a um meio de comunicação, estes arrebatam e garantem um público fiel, se souberem equilibrar garantias e exclusividades.

 

A comunicação social pode ser claramente entendida como um estudo das interações entre os sujeitos em sociedade, e por afeição da atualidade a um fator chamado marca é que questiono o entender, para assim descrever uma condição que seja democrática a todo ato que a comunicação envolve. Sem a comunicação não existe entendimento, sem seus meios não há informação, e sem seus atributos não há vantagem lucrativa, e sem lucrar a sociedade não viveria. As mudanças nas diferentes classes sociais ocorrem todos os dias e, no entanto, comunicar é criar laços fortes e capazes de atender as necessidades em qualquer ponto do mundo.

 

Não existe fronteira para a comunicação social, é possível que haja censuras que a impedem de uma difusão maior, mas é impossível barrar as informações. Mesmo em países em que a manifestação da imprensa em um simples ato de informar é punida, há saídas para a divulgação, mesmo que seus autores sejam mártir. É a comunicação a serviço de uma massa que cresce e exige cada vez mais uma expressividade, algo que liberte do comum e instaure o novo seja a que preço, a maioria pode pagar.

 

O entendimento da comunicação só é possível se houver um profundo acompanhamento com o uso dos meios para a revelação dos objetivos que a mesma tem de seguir. O que certamente teremos de aceitar é que a sociedade vive uma fase típica da adolescência, tem de descobrir sua identidade, seu nicho, para aceitar ou discordar de tanta coisa criada em tão pouco tempo. É a busca pelas grandes empresas da comunicação onde a imaginação tem de ser batizada como serviço, e a empresa tem de construir sonhos para sobreviver.

 

Como falamos de comunicação podemos citar algumas criações do mercado das relações sociais que são ferramentas para a modernidade, tais como: Google, vimeo, Wikipédia, Orkut, WolframAlpha,YuBliss, Android, Apple, skype,  meebo, fring, flickr, Yahoo, Sonico, Firefox, bing, hi5, twitter, cuil, etc. São esquisitices da era moderna em que a massa tem de aceitar, ou se perderá no tempo.

 

A humanidade passa por um dilúvio de informação: notícias, reportagens, análises, críticas e toda espécie de conteúdo estão cada vez mais acessíveis, nas mais diversas plataformas. E torna dificultante o fato de a informação ser repassada por um meio de comunicação às vezes não confiável, ou a sociedade receber um turbilhão de informação e não ter tempo para organizá-la e tornar útil.

 

A sociedade média parece ligar cada vez menos para as infinidades de informações, aceitando as condições da comunicação social sem criticar a si mesmo, sem se informar as fontes. Mas se percebe que as grandes empresas de comunicação vivem momentos de grandes preocupações, o que reinventar para o amanhã ou como garantir a fidelidade do povo que assiste ou que consome seus inventos.

 

Talvez tenha chegado a hora de a sociedade exigir uma postura mais séria e ética quanto à imposição da comunicação de massa, para que a mesma crie oportunidades para a população expressar suas opiniões e não apenas aceite suas receitas prontas. A comunicação é influente e necessária para o desenvolvimento econômico e intelectual de uma sociedade, mas não pode ser subjugada a carregar os deslizes midiáticos, ou acreditar em uma imagem que corrompe certos grupos ou obtém apoio político para ser excentricidade no mercado.

 

É preciso criar opções e inserir o conhecimento e as garantias das comunidades menos assistidas no Brasil a terem sua identidade, e é a comunicação que pode reacender a esperança deste povo que canta ao som da massa e se comove fácil por feitos pequenos dos atuais governantes.

 

A modernidade em seus segmentos propagandistas diversa é uma Bellow-the-line com uma maneira inusitada de mostrar suas marcas e fazer vinculo com a clientela, expondo em diferentes meios comunicáveis seus comerciais alternativos. Todos focam um público alvo em uma determinada região, onde o merchandisingmais interessante é que  prosperará.

 

A historia da comunicação pode ser contada como uma longa viagem desde os tempos primórdios pelo eventos e inventos que os povos se deparavam, discorrendo por Babel, lugar e símbolo da decadência da comunicação (Gênesis 11, 4-8) até Pentecostes (Atos dos Apóstolos 2, 5-11) com o dom das línguas. Estas são premissas que podem se equiparar a comunicação, um evento que para o futuro tem de ser capaz de quebrar os entraves e criar paradigmas que se moldem em função das necessidades do tempo.

 

Edjalma Borges

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