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Em um país em que a
democracia se consagra
cada vez mais na
meritocracia,
produzimos classes
pedintes e excluídas
de privilégios que
lhes é conferido por
lei, mas negados pela
falta de compromisso e
ética com os
princípios legais da
cidadania.
Reafirmamos a cada dia
os problemas sociais
por meio de manifestos
inquietos, porem sem
relevância de
compromisso e
valorização por parte
dos sustentáculos da
sociedade. A função
que seria das
instituições públicas
passou para a
sociedade, que
dia-a-dia sente-se
mais responsável pela
substituição do papel
do Estado.
A sociedade que preza
pelo direito e o bem
cumprido, tem se
empenhado mais que as
autoridades nas
diferentes esferas
administrativas do
país, do estado e dos
municípios, se doando
a amenizar as agruras
menores da população
que por ventura vive
em desvantagem e ou é
desatenta sobre seus
valores e direitos.
É de sabermos que
certos problemas
sociais não são
possíveis de serem
resolvidos por
mediações sem a
participação do
Estado. Ora, ao
contrário de darem
certas soluções
momentâneas e
paliativas, todos
deveriam unir-se para
cobrar daqueles que
têm a obrigação e o
dever de solucionarem
os problemas. E ao
criarmos ações que
ajudem as comunidades
e ou pessoas isoladas,
deixamos de sermos
dependentes de um
Estado que aclama as
leis mais ao mesmo
tempo deturpa as como
insurgência e desprezo
racional e ético. É
importante que
estejamos sempre
engajados em uma luta
por meio de movimentos
que resgatem o valor
do devido cidadão
participativo e
beneficiário, afinal
somos tão democráticos
em pagar impostos, que
esquecemos que estes
são ferramentas para
melhorar o local onde
estamos e somos
presença.
Mas diante da
problemática nacional,
cerceada pelo cipoal
de leis, as quais a
nação se apega, não se
concebe nenhuma
garantia para resgatar
a moralidade da
democracia, pois são
apenas escritos
complexos
impraticáveis.
Se os problemas do
Brasil mais
precisamente, fossem
resolvíveis por textos
legais, já seriamos há
muito modelo de
felicidade e
desenvolvimento. Basta
qualquer assunto
ganhar notoriedade –
assassinato, acidente
aéreo, seqüestro,
calamidade publica –
para pulularem
projetos de lei para
proibir procedimentos,
aumentar penalidades,
restringir liberdades,
como se fossem saídas
mágicas para impedir a
recorrência dos males.
Continuaremos a
socorrer o Estado,
dando o melhor que
podemos o nosso voto
cívico e no credito de
confiança, e, no
entanto continuaremos
a sermos pedintes e
minoritários, pois
ainda precisamos
acordar e nos
alertarmos se
quisermos mudar o
mundo.
Edjalma Borges |